quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Curiosidade "sobre" Marte!


Por Anisio Lasievicz

Em 4 de outubro de 1957 o ser humano envia ao espaço uma bola de cerca de 80kg, cuja função principal era emitir um “bip” captado por qualquer rádio doméstico, visando testar a capacidade de comunicação no espaço. Cinco anos depois, o primeiro ser humano vai ao espaço e, em 1969, a humanidade pisa em um mundo diferente do seu.
 
Hoje, 55 anos depois do Sputnik, o homem envia um jipe robótico de 900kg – um dos laboratórios mais avançados do planeta – por mais de 80 milhões de quilômetros, em uma viagem de 9 meses. O nome da missão: Curiosidade.
 
Jipe Curiosity.
Os objetivos de tanto esforço consistem em avaliar o potencial de Marte ter abrigado vida em um passado distante, quais os níveis de radiação e o ciclo da água no planeta, em um tempo aproximado de 1 ano e 10 meses mas, as expectativas são de que a missão forneça dados por mais de uma década, uma vez que o jipe possui geradores de energia elétrica e de calor à base de plutônio.

A missão teve diversas etapas críticas, das quais o pouso foi, sem dúvida, a mais perigosa. Páraquedas e retrofoguetes não eram suficientes para frear um objeto de quase uma tonelada a 22 mil km/h na rarefeita atmosfera marciana, exigindo um sistema de içagem, ou seja, um guindaste com retrofoguetes desceu o jipe até o solo marciano. Se não bastassem todas essas complicações, os pesquisadores e controladores ainda tinham a agonia de esperar uma "eternidade" de 14 minutos para constatar se a operação foi bem sucedida (o tempo que a informação leva para visjar de Marte até a Terra).


Alguns diriam: por que tanto empenho? A curiosidade moveu o ser humano através dos tempos e é o foguete da Ciência. Esse é um motivo. Mas, ao compreendermos como outros mundos funcionam, talvez entendamos mais do nosso mundo e, principalmente entendamos como preservá-lo, reparando os erros cometidos e diminuindo a chance de novos erros.



Herbário do Parque da Ciência integra-se à rede mundial de coleções botânicas!


O Herbário IRAÍ do Parque da Ciência entrou para o Index Herbariorum, uma rede que congrega 3.400 herbários e aproximadamente 10.000 pesquisadores ao redor do mundo, gerenciada pelo Jardim Botânico de Nova Iorque. O site oferece diversos sistemas de busca personalizados, os quais fornecem dados sobre espécies, distribuição geográfica, número de exemplares, curadores, pesquisadores e especialistas em cada campo de atividade.

O Herbário IRAÍ abriga cerca de 6.500 exemplares de plantas de diversas famílias, além de frutos, sementes e amostras de madeira, com todo o banco de dados disponível para acesso on-line através do Index Herbariorum e do Species Link
Exemplar de exsicata.
Exsicatas da coleção científica.

Curitiba, Paiçandu e Mandaguaçu recebem o programa Paraná em Ação!


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A capital paranaense recebe as atividades e serviços do programa Paraná em Ação entre os dias 01 e 02 de setembro, na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio do Iguaçu. A população terá acesso a diversos serviços em um único lugar, como, por exemplo, a confecção de documentos, orientação jurídica, orientações e exames de saúde, além de atividades educativas e de lazer.

Na região norte do estado, o Paraná em Ação estará nos municípios de Paiçandu e Mandaguaçu, entre os dias  15 e 16 e 22 e 23 de setembro, respectivamente.

O Parque da Ciência é parceiro no evento e estará presente com as sessões do Planetário do Projeto Céu do Paraná e com diversos experimentos científicos.

O programa Paraná em Ação é coordenado pela Secretaria Especial de Relações com a Comunidade e visa ofertar serviços e atividades que promovam a inclusão social e a cidadania. Mais informações podem ser encontradas no site do programa www.serc.pr.gov.br.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A Música para os pensadores e a história da música - Parte II

Por Elaine Barbosa

Toda a música é escrita sobre um pentagrama ou partitura, um local com 5 linhas e 4 espaços onde desenha-se as notas musicais, que são 7 (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si). Esta partitura pode ter espaços e linhas a mais tanto para cima como para baixo, sendo que estes devem ter o mesmo formato da partitura central, ou seja, 5 linhas e 4 espaços. A partitura acima é para sons agudos (voz mais fina, oitava acima), e a partitura abaixo para sons graves (voz mais grossa, oitava abaixo), elas são representadas assim:

Toda música deve conter: MELODIA: é a combinação dos sons sucessivos – dados um após o outro (dá sentido a música) de dó a dó; HARMONIA: é a combinação de sons simultâneos, dados de uma só vez. - combinar as notas (dó e ré tocadas juntas); RITMO: é a combinação de valores (sem ritmo não existe música); sendo que valor da nota é especificado através do “desenho” na pauta:

SEMIBREVE (4 TEMPOS)
MINIMA (2 TEMPOS)
SEMINIMA (1 TEMPO)
COLCHEIA (1/2 TEMPO)
SEMICOLCHEIA (1/4 TEMPO)
FUSA (1/8 TEMPO)
SEMIFUSA (1/16 TEMPO)

As notas musicais foram descobertas pelo sábio grego Pitágoras (séc. VI a.C.), ele estabeleceu uma escala de sons adequados ao uso musical, definindo doze notas musicais, sendo sete delas “naturais” (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) e mais cinco “acidentes” (dó #, ré #, fá #, sol # e lá#), sendo que o símbolo # é chamado de sustenido. 

Acompanhando as notas musicais na partitura, surgem as claves que dão nome às notas. São elas: clave de sol, clave de fá e clave de dó.


O som, por sua vez tem algumas características, tais como: ALTURA - quanto maior a sua vibração, mais agudo e o contrário, mais grave. DURAÇÃO - determinada pelo tempo (valores das notas ou pausas). INTENSIDADE - nota fraca e nota forte. TIMBRE - é a “cor” de cada som, é através dele que identificamos a diferença entre uma guitarra e um baixo, é a voz do instrumento. 

Através do timbre, conseguimos saber a diferença de um instrumento para outro, sendo que estes estão separados em três categorias: percussão, corda e sopro.

Nos instrumentos de corda existe uma caixa acústica que amplifica o som produzido pela vibração das cordas (violino, viola, piano, violão, por exemplo). O comprimento das ondas (sons) é geralmente variado pelos dedos da mão esquerda. Obtêm-se os diferentes tons variando tal comprimento. A harpa e o piano são exceções, pois não é possível variar o comprimento das cordas da harpa, então seus pedais variam a tensão aplicada em tais cordas. Já o piano possui cordas com tensões definidas. Utiliza-se de alavancas associadas às teclas para que se acione a corda.

Nos instrumentos de sopro, o músico vibra o ar diretamente, utilizando-se dos próprios lábios, da força do diafragma e do controle das aberturas do instrumento. Na maioria deles, muda-se a frequência do som alterando-se o comprimento da coluna de ar. O músico aumenta a coluna de ar cobrindo os orifícios e a diminui descobrindo. Ex.: flauta, clarineta, saxofone.

Nos instrumentos de percussão o que vale é o ritmo e não a harmonia. Os sons nestes instrumentos dependem da vibração da película flexível em que se bate com baquetas ou mão. Ex.: tambor, bateria, xilofone, marimba.

Agora que conhecemos o que é música, a sua história, a sua notação e os tipos de instrumentos utilizados para expressar toda esta sonoridade, devemos analisar se a música é apenas para ouvirmos ou se ela pode ser utilizada em outras áreas do conhecimento científico e social.

Em tratamentos psicológicos, estudos mostram o poder que possui a música de “curar” certas doenças. Trabalhos clínicos são realizados em várias áreas: Deficiência mental (retardo, síndromes genéticas);  Deficiências físicas (paralisia cerebral, amputações); Deficiência sensorial (surdez, cegueira), Doenças mentais (área psiquiátrica, autismo, problemas neurológicos); Distúrbios sociais (crianças e adolescentes de rua ou carentes); distúrbios de aprendizagem e comportamento; em geriatria (idosos). Mas porque a Música ajuda no tratamento de doenças? 

O Dr. Masaru Emoto e sua equipe realizou experimentos com água e música. Colocou água destilada entre dois alto-falantes, tocando tipos diferentes de música durante algumas horas e então fotografou os cristais que se formaram após a água ter sido congelada. Música calma cristais harmônicos, músicas de Rock cristais destorcidos. Lembremos que nosso corpo é formado de 70% de água. Assim, pensamentos, sentimentos, emoções refletem-se em nosso corpo.

Nas técnicas de cultivo, pesquisadores do Instituto Nacional de Agricultura Biotecnologia da Coréia do Sul expuseram uma plantação de arroz ao som de 14 fragmentos de música clássica, enquanto monitoravam seu nível de atividade genética. Observaram que a música ativou 2 genes RBCS(hereditariedade) e ALD (no ser humano Adrenoleucodistrofia - atinge o sistema nervoso central e insuficiência supra-renal – filme óleo de Lorenzo) e que ativaram também os genes responsáveis pelo crescimento da planta, percebendo que a música ajuda no desenvolvimento das mesmas.

Toda esta diversidade de sons também é muito utilizada em uma cultura muito próxima à nossa: a indígena. Para eles, a música é associada ao universo transcendente e mágico, sendo empregado em todos os rituais religiosos. Usada para socialização, culto, ligação com os ancestrais, exorcismos, magia e cura. A sua sonoridade apresenta uma enorme sutileza e complexidade, sendo de difícil transcrição para a partitura. Seus instrumentos incluem percussão e sopro, que podem ser feitos de: sementes, madeiras, fibras, pedras, objetos cerâmicos, ovos ,ossos, chifres e cascos de animais. Segundo lendas, a música foi dada pelos deuses. Para outros, a criação delas se deve ao pajé, que as entoam em seus transes ou aos guerreiros mais distinguidos da tribo, que sonham com elas. 

Seja para os povos mais antigos, para civilizações diversas ou para gostos distintos, a música faz parte de nosso dia a dia. Desde antes de nascer ouvimos música e passamos nossa vida toda apreciando esta sonoridade. Tudo na natureza produz música, os pássaros, o vento, as plantas, o mundo é musical. Sem música não há vida, sentimento, razão, vontade, ânimo, coragem. Somos movidos e motivados pela mágica musical de nossos pensamentos. Se estamos cansados, relaxamos ao som de uma música calma, se elétricos, expressamos esta energia com sons mais enérgicos e vigorosos, se românticos, somos elevados no tocar de sinfonias melodiosas e inebriantes de amor. Nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos ao som de músicas que nos tocam, emocionam e nos invadem a alma, no mais intimo de nossos pensamentos. Música é arte, som, vida e poder.

Abertas as inscrições para curso de Cerâmica do Parque da Ciência!

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Produção parcial do curso de cerâmica.
Estão abertas as inscrições para o Curso de Modelagem em Argila, oferecido pelo Parque da Ciência, em parceria com o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) aos educadores da rede pública.

O Curso de 64 horas acontecerá em duas etapas: a 1ª entre os dias  01 a 04 de outubro e a 2ª, entre os dias 15 e 18 de outubro, no Atelie de Arte do Parque da Ciência. Os participantes aprenderão as principais técnicas de modelagem de argila, aspectos químicos e físicos, técnica de construção de forno para queima, e decoração das peças cerâmicas.

São disponibilizadas 15 vagas para os NRE's AM Norte (5 vagas), AM Sul (5 vagas) e Curitiba (5 vagas), aos professores de Arte, Ciência e Biologia. Os interessados deverão inscrever-se de acordo com o procedimento padrão da SEED junto a seus núcleos de atuação.

2ª Etapa do projeto "Paraná em nossos pés" é concluída"

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Clique para acessar a galeria de imagens.

Entre os dias 13 e 17 de agosto o Planalto do Paraná foi o foco do curso de capacitação "Paraná em Nossos Pés", organizado e executado pelo Parque da Ciência. O evento contou  com a presença dos técnicos da Disciplina de Geografia de 29 núcleos regionais de educação, que participaram de palestras, oficinas e aulas de campo, refletindo sobre os principais aspectos do 2º planalto paranaense.

Pautado por uma abordagem interdisciplinar e plurimetodológica, o objetivo do projeto é ampliar a bagagem técnico-científica dos técnicos da disciplina sobre a Geografia e História de nosso estado, para que atuem como multiplicadores deste saber em suas regiões, produzindo materiais didáticos, ministrando oficinas e outras atividades formativas aos professores da rede pública. Também visa incentivar o uso da aula de campo como estratégia metodológica para a abordagem dos conceitos e conteúdos da Geografia.

O curso foi iniciado pela palestra do Antropólogo Carlos Balhana (UFPR), que abordou a ocupação dos Campos Gerais, seguida pela oficina "A música como recurso didático nas aulas de Geografia", do Prof. Marcos Torres (UFPR). No segundo dia, foi realizada uma aula de campo cujo roteiro passou pelo pelo Complexo Industrial de Araucária, Região Rural de ContendaMonumento aos Tropeiros, Teatro São João, Museu Histórico da Lapa, Panteão dos Heróis e Museu das Armas. O terceiro dia foi marcado pelas aulas de campo nos Icnofósseis de São Luis do Purunã, Morro do Cristo e Escarpa Devoniana, Colônia Witmarsum, Parque Estadual de Vila Velha e parada em Carambeí. No quarto dia, a Fazenda Capão Alto e o Memorial da Imigração Holandesa em Castrolanda, e o Parque Estadual do Guartelá foram os pontos de parada. O e último dia foi iniciado pela atividade "Geografia em forma de Arte", onde os participantes produziram instalações visando retratar aspectos, conceitos e conteúdos abordados durante as palestras, oficinas e aulas de campo. Todas estas atividades foram orientadas por docentes de diversas áreas (Geologia, Antropologia, Biologia, História, Arte, Geografia), os quais forneceram uma visão abrangente e integrada do recorte espacial analisado.

O projeto "Paraná em nossos pés" contou, nesta 2ª fase, com a colaboração da Minerais do Paraná (MINEROPAR), Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

2ª Etapa do Projeto "Paraná em Nossos Pés"!


A 2ª etapa do curso "Paraná em Nossos Pés" acontecerá entre os dias 13 e 17 de agosto no Parque da Ciência. O projeto é uma iniciativa do Parque da |Ciência e tem como proposta contribuir para a capacitação incisiva  dos técnicos pedagógicos da disciplina de Geografia dos 32 NRE's do estado acerca da Geografia do Paraná, para que capilarizem os conhecimentos adquiridos em suas regiões de atuação.

A primeira etapa do curso ocorreu em novembro de 2011 e teve como foco das discussões o Litoral e o Planalto de Curitiba. Nesta fase, o 2º Planalto será o tema balizador das atividades, que compreenderão oficinas, palestras e aulas de campo nos Parques Estaduais de Vila Velha e do Guartelá, Colônia Witmarsum, Centro Histórico da Lapa, Cooperativa Castrolanda, entre outras.
 
Fazenda Capão Alto - um dos lugares das aulas de campo.

Capacitação contínua: Parque da Ciência em diversas atividades de formação!


Visita técnica ao Museu Paranaense.
Centro Cultural de Pinhais.
Mesquita Al Imam Ali Ibn Abi Taleb.
Visando ofertar o melhor atendimento a seus visitantes, o Parque da Ciência possui um programa de capacitação permanente da equipe pedagógica, o GPC - Grupo de Pesquisa Científica. Todas as segundas-feiras são realizadas atividades de formação como a discussão do acervo presente nos pavilhões temáticos, seminários e visitas técnicas.

Aproveitando o período de diminuição das visitas em virtude das férias escolares, as atividades formativas foram intensificadas para a capacitação dos novos mediadores e realização de visitas técnicas e aulas de campo.

No dia 25/06 a equipe visitou o "Espaço Terra" da MINEROPAR, exposição dedicada mostrar a importância da Geologia e da Mineração no cotidiano das pessoas, através de maquetes, painéis, exemplares de rochas e minerais. A troca de informações e experiências ampliou a qualidade do atendimento nas áreas do Parque que abordam tais temas, como, por exemplo, o Pavilhão Terra.

Também foram realizadas duas saídas a campo: o roteiro turístico de Pinhais (onde o Parque da Ciência constitui um dos pontos) com o apoio da Prefeitura do município e um roteiro pelo Centro Histórico de Curitiba, iniciado no Museu Paranaense e que contemplou o Largo da Ordem, as principais praças e edificações do centro da capital, organizado pela equipe de Ciências Humanas do Parque.

domingo, 12 de agosto de 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A Música para os Pensadores e a História da Música - Parte I

Por Elaine Barbosa

Falar de música é falar de sentimento, é libertar o nosso íntimo e colocar na partitura todo o ser de uma pessoa. Ali iremos encontrar o romantismo, o amor, a solidão, a desilusão, os encontros e desencontros, a revolta sobre aquilo que não pode ser mudado ou apenas a manifestação de um pensamento ilusório diante de uma realidade muitas vezes não tão promissora como deveria ser. Música é a arte de mostrar, exprimir os diversos sentimentos através do som. Vejamos o que alguns estudiosos declararam sobre esta arte.

Para Platão (Atenas 427-347 a.C) “a música é um meio mais poderoso do que qualquer outro porque o ritmo e a harmonia têm a sua sede na alma (razão). Ela enriquece, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação”.

Para Aristóteles (Estagira 384-322 a.C) – “A música tem o poder de formar a personalidade e podem-se distinguir os diferentes gêneros de música fundados em diferentes modos pelos seus efeitos sobre o caráter. Tal gênero determina a melancolia, a moleza, encoraja o abandono; o outro, o autodomínio e o entusiasmo”.

Santo Agostinho de Hipona (Tagaste 354-430) – “Confesso que ainda agora encontro algum descanso nos cânticos que as vossas palavras vivificam, quando são entoados com suavidade e arte. Quando ouço cantar essas vossas palavras com mais piedade e ardor, sinto que o meu espírito também vibra com devoção mais religiosa e ardente”.

Jean Jacques Rousseau (Genève 1712-1778) – “Mesmo que toda a natureza esteja adormecida, o que a contempla não dorme, e a arte do músico consiste em substituir a imagem imensurável do objeto pela dos movimentos que a sua presença excita no coração do contemplador”.

Georg Freidrich Wilhelm Hegel (Estugarda 1788-1860) – “O que principalmente caracteriza a música é o vai e vem, a subida e a descida, movimentos harmônicos e melódicos, a progressão mais ou menos retardada, mais ou menos acelerada”.

A música eleva a alma. Conhecida por Platão como razão, faz com que o ser que a ouve seja inebriado pela sua poesia e sua magia. A música acompanhou o desenrolar e o desenvolvimento humano, tanto intelectual como social, onde o homem expressou - e ainda expressa - sua criatividade, dando enfoque à época e aos fatos que estão ocorrendo no momento. A prosperidade de uma sociedade é colocada em letras musicais, o abandono do povo também é descrito nas partituras e lidas como poemas ou mesmo como desabafo pelo descaso com a população. É a voz dos rejeitados pela sociedade, ou,, simplesmente, uma expressão da realidade vivida e que muito pouco pode ser alterada.

Como os povos viam e vivenciavam a música durante a história?

Na Idade Antiga, os povos contemplavam a música de formas diversas. Em Roma importavam canções e instrumentos musicais e os discursos no Senado tinham acompanhamento musical. O 1º teatro com acústica foi construído em Pompéia em 55 a.C. e comportava 40 mil pessoas, além do favorecimento às Artes por Nero.

Para os Sumérios, a música exercia papel importante para os ritos solenes. Nos Assírios, a música é associada ao poder e os músicos dos povos conquistados sempre eram poupados. Na comunidade Hebraica, era utilizada na religião ou festas e, após Davi, ocorre um pleno desenvolvimento da música. Os Chineses respeitavam os músicos que pertenciam a uma classe social privilegiada. Os Gregos atribuíam aos deuses a sua música, um meio de alcançar a perfeição. Mas para os Egípcios a música era pouco valorizada e tocada por classes inferiores (escravos).

Na Idade Média existiam os Cantos litúrgicos vocais. Gregório Papa em 590 compilou e selecionou vários cânticos dignos de culto (cantos gregorianos), onde a língua usada era o latim. A partir do século XI, o uso da pauta tornou-se habitual.

Na Idade Moderna ocorrem três fases na criação de músicas:

Renascentista: 1400 a 1600 d.C. músicos: Claúdio Monteverdi, William Byrd, Josquin des Préz, Henrique VIII – influencia apenas sugestiva ainda mantinha a música da Idade Média.

Barroca: Vai do surgimento da ópera por Monteverdi até a morte de Bach em 1750. Música fecunda e revolucionária, é a época mais importante da música ocidental, se opõe ao modo gregoriano – Vivaldi, Boccherini.

Romântica: 1815 a início séc. XX. Músicas emocionam tem sentimento, intuição. Sinfonias e concertos são escritos. Chopin, Verdi, Wagner, Mendelssohn, Schumann, Tchaykovsky, Rachmaninov, Strauss.

No século XX a música sofre influência do jazz, música eletrônica e aleatória em uma reação contra o estilo romântico, tendo como características: melodias curtas e fragmentadas, ritmos vigorosos e dinâmicos, uso de vários ritmos ao mesmo tempo, timbres e sons novos retirados de aparelhagem eletrônica. Músicos como: Stravinsky, Francisco Mignone, M. Ravel, Villa Lobos, fazem parte desta fase.

A Música contemporânea destaca-se pela imensa habilidade musical, imaginação e criatividade, com usos de equipamentos eletrônicos como sintetizadores, computadores e softwares de composição.

Mas de onde vem toda esta criatividade? Qual é a métrica de toda esta criação sonora?  D’onde partiu a pauta ou pentagrama onde se escreve as notas musicais? Quais as notas musicais? O que é melodia, timbre, harmonia, ritmo? Quais são os tipos de instrumento que escutamos? Onde a música é utilizada? Iremos responder estas questões, mas lembremos que, talvez, nosso padrão melódico se desenvolva a partir daquilo que nos habituamos a ouvir desde criança.

Astronomia em Toledo: IV FOCAR e XXIX EREA!


O Curso de Formação Continuada em Astronomia (FOCAR) e 29º EREA (Encontro Regional de Ensino em Astronomia) foram realizados no Campus da PUC em Toledo, entre os dias 18 e 21 de julho de 2012.
 
O evento reuniu aproximadamente 170 participantes, entre professores da rede estadual e municipal e acadêmicos. Durante os 4 dias de atividades, foram realizadas diversas palestras e oficinas que enfocaram a discussão de conceitos e fenômenos astronômicos e a construção de materiais didáticos, como, por exemplo, foguetes ar/água, relógios de sol, modelos de sistema Sol-Terra-Lua, entre outros. Foram realizadas também, sessões de reconhecimento do céu a olho e observações solares e noturnas através de telescópios.

Um dos destaques do evento foi a palestra do astronauta brasileiro Marcos Pontes, realizada no Teatro Municipal de Toledo e reuniu aproximadamente 700 pessoas. Em aproximadamente 2 horas de fala, Marcos Pontes contextualizou sua carreira, os desafios que enfrentou, como foi o processo de seletivo, o treinamento e curiosidades sobre a I Missão Espacial Brasileira.

O FOCAR integra o Projeto "Céu do Paraná", coordenado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e realizado em parceria com o Parque da Ciência, Observatório Astronômico e Planetário do Colégio Estadual do Paraná, UFPR, UTFPR e Sociedade de Astrônomos Amadores.

O próximo FOCAR está previsto para a primeira semana de outubro e será realizado em Cascavel. Para maiores informações estarão disponíveis no blog do Parque da Ciência e no site "Céu do Paraná".
 
Oficina de montagem do Galileoscópio.
Lançamento dos foguetes ar/água.
Palestra do astronauta Marcos Pontes.