quarta-feira, 24 de julho de 2013

terça-feira, 9 de julho de 2013

Como funciona e para quê serve o sensoriamento remoto?

Por Rafael Briones Matheus

Introdução


O sensoriamento remoto é um conjunto de atividades que permitem a obtenção de informações da superfície da Terra. Tal ferramenta vem influenciando de maneira crescente as áreas de Cartografia, Análise de Recursos Naturais, Transportes, Comunicações, Energia e Planejamento Urbano e Rural. 

O que é o sensoriamento remoto?


Segundo ZEILHOFER "Sensoriamento Remoto descreve técnicas e métodos para aquisição de informações sobre objetos ou fenômenos sem que haja contato direto entre eles através de sensores. Estes sensores remotos podem ser sistemas fotográficos (fotos aéreas) ou óptico-eletrônicos (imagens de satélite)". Para MORAES "Sensoriamento Remoto pode ser entendido como um conjunto de atividades que permitem a obtenção de informações dos objetos que compõem a superfície terrestre sem a necessidade de contato direto com os mesmos". 

As técnicas utilizadas no desenvolvimento do sensoriamento remoto estão ligadas a evolução da fotografia e das tecnologias espaciais. As fotografias aéreas foram o primeiro produto do sensoriamento remoto, os métodos e técnicas referentes a fotogrametria e a fotointerpretação são muito antigos e portanto anteriores ao termo sensoriamento remoto. Com o avanço da ciência espacial, as tecnologias empregadas se modificaram, permitindo a construção de satélites artificiais. Estes possibilitaram aperfeiçoar a captação e interpretação das informações contidas na superfície da terrestre, através de imagens produzidas por sensores.

Fotografias aéreas


  • Em 1860 o norte-americano James Wallace Black foi o primeiro a ter sucesso com fotos aéreas de qualidade com uso de balões (figura 1);

Figura 1: Fotografia área da cidade de Boston em 1860 através de uma balão de ar quente. Fonte: The Metropolitan Museum of Art - New York.

  • Em maio de 1888, o fotógrafo inglês Arthur Batut (figura 2) acoplou uma câmera em uma pipa e montou um sistema improvisado que avisava a conclusão do disparo;

Figura 2: Labruguière, França através de uma máquina acoplada a uma pipa. Fonte: Studio Batut .
  • Utilizando pombos correio em 1908, o alemão Julio Neubronner (figura 3) patenteia o uso de pombos fotógrafos;

Figura 3: Julio Neubronner e pombo fotógrafo. Fonte: Photography News.

Com o advento do avião, os processos e a dinâmica nos levantamentos aerofotográficos foram transformados de modo que, o uso de balões, pipas e pombos se tornaram tecnologias ultrapassadas. 

  • As fotografias coloridas se tornaram disponíveis a partir de 1930;
  • Com o início da 2ª Grande Guerra (1939 - 1945), teve início o uso de filmes sensíveis ao infravermelho para a detecção de camuflagem;
  • Em 1956 foram iniciadas as primeiras aplicações de fotografias aéreas para o mapeamento de formações vegetais nos Estados Unidos;
  • No Brasil datam de 1958 as primeiras fotografias aéreas com o propósito de levantar as características da Bacia do Rio Paraíba.
Mesmo com a invenção do satélite de imageamento terrestre, as técnicas e ferramentas utilizadas para levantamentos aerofotogramétricos continuaram evoluindo, sendo ainda utilizados em larga escala para diversas aplicações.

Imagens de Satélite


A constante evolução da tecnologia espacial permitiu o desenvolvimento de satélites de diversos tipos para uma infinidade de aplicações. Entre eles estão os satélites de comunicação, navegação, meteorologia, militar, exploração do universo e observação da Terra. 

Os satélites de observação da Terra são utilizados para uma infinidade de aplicações, sendo seus principais usos para fins de imageamento terrestre e meteorologia. 

Não há cobertura aerofotográfica total da superfície do planeta e, para obtenção de fotografias de regiões ainda não levantadas, é necessária a contratação de empresas particulares especializadas no ramo. No caso das imagens de satélite, dependendo da resolução pretendida, podem ser obtidas gratuitamente via Internet. Por isso as imagens produzidas pelo sensor/satélite são mais interessantes do ponto de vista econômico.  

Princípios e aplicações do sensoriamento remoto


A gravura mostra a interação que há entre a energia do Sol, a superfície terrestre e o sensor do satélite (figura 4). A fonte de energia é o Sol e a superfície da Terra funciona como um meio por onde esta energia é refletida ou reemitida até o satélite.

Figura 4: Interação Sol - Terra - Satélite.

A maior parte dos sensores de imageamento terrestre tem a capacidade de "enxergar" o espectro eletromagnético da luz visível e o infravermelho. Por isso, o sensor do satélite pode captar mais informações quando comparado às máquinas fotográficas que captam basicamente o espectro da luz visível. A quantidade de energia refletida ou emitida varia de acordo com a natureza dos objetos e se dá em diversos comprimentos de onda (figura 5). Cada comprimento de onda será captado em áreas distintas do sensor, que são chamadas Bandas (figura 6). Ou seja, cada elemento da superfície terrestre deve ser mais, ou menos nítido na imagem, possibilitando a interpretação de cada objeto na superfície.

Figura 5. Curvas espectrais e comprimentos de onda.
Figura 6: Bandas do satélite.

As imagens aéreas são aplicadas em diversas áreas, como por exemplo: estudos de urbanização, agricultura, meteorologia, monitoramento, estudos ambientais (geologia, solos, vegetação, bacias hidrográficas, climatologia, oceanografia) e etc.

A seguir veremos algumas aplicações do Sensoriamento Remoto.


ANÁLISES TEMPORAIS (TRANSFORMAÇÃO DA PAISAGEM)

Mar de Aral em 1971 - LandSat 1 (à esquerda) e em 2009 - LandSat 5 (à direita).

Região de Altamira no Pará em 1973 (à esquerda) e em 2008 (à direita). Fonte: INPE

ESTUDOS METEOROLÓGICOS (PREVISÃO DO TEMPO)

Furacão Katrina - Golfo do México

ESTUDO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS

Chile 2003.

Pucallpa, Perú (à esquerda) e Reservatório do Iraí, Pinhais-PR (à direita).

AGRICULTURA (SOLOS)

Agricultura Argentina (à esquerda) e em Chiquitania - Bolívia (à direita).

ESTUDOS DE URBANIZAÇÃO (PLANEJAMENTO URBANO)


Litoral Catarinense (à esquerda) e Porto Alegre (à direita).

ESTUDOS DE VEGETAÇÃO (MONITORAMENTO DE FLORESTAS E BIOMAS)

Manaus (à esquerda) e incêndios florestais (à direita).

ESTUDOS GEOLÓGICOS (PROSPECÇÃO DE PETRÓLEO, EXPLORAÇÃO MINERAL)

Intrusão de Magma.

OCEANOGRAFIA E ESTUDOS MARINHOS / ESTUDOS DE AMBIENTES COSTEIROS



Golfo de Biscaia - Plantas Marinhas Microscópicas

ESTUDOS CLIMATOLÓGICOS

Derretimento de geleiras na Antártica.

MONITORAMENTO DE DESASTRES AMBIENTAIS

Golfo do México - Derramamento de petróleo.

MAPEAMENTO DE ÁREAS (POLUIÇÃO LUMINOSA)

Mapa Mundi - Luminosidade e opacidade.





segunda-feira, 8 de julho de 2013

Seleção natural explica as adaptações dos organismos!

Por Felipe Veiga

Painel Evolução - Parque da Ciência.
A evolução é um tema central da Biologia – uma ideia única que esclarece tudo o que sabemos sobre organismos vivos. A vida tem se desenvolvido na terra por bilhões de anos, resultando em uma vasta diversidade de organismos extintos e existentes. Junto com a diversidade, podemos encontrar muitas características compartilhadas. Por exemplo: o sapo, o crocodilo, o cavalo, o avestruz e o ser humano parecem muito diferentes, mas seus esqueletos são similares. A explicação cientifica - tanto para essa uniformidade quanto para a diversidade - e para a adequação de organismos a seus ambientes, é a evolução: a ideia de que organismos vivos presentes na Terra são descendentes modificados de um ancestral comum. Em outras palavras, podemos explicar traços compartilhados por dois organismos com a premissa de que descendem de um ancestral comum, e justificar as diferenças pelo fato de que modificações herdáveis ocorreram ao longo do tempo.

Quando falamos em Biologia, podemos listar uma série de temas, mas que não são absolutos. Entretanto, há um consenso entre biólogos sobre o tema central da Biologia: é a evolução. Para citar um dos fundadores da teoria evolutiva moderna, Theodosius Dobzhansky, “Nada faz sentido em biologia, exceto sob a luz da evolução”. Além de abranger uma hierarquia de escalas de tamanho desde moléculas até a biosfera, a Biologia se estende através da grande diversidade de espécies que vive ou já viveu na Terra.

Theodosius Dobzhansky - Busto do Parque da Ciência.

A vida, mesmo tão diversa, apresenta também notável uniformidade. As semelhanças entre esqueletos de vertebrados mencionadas anteriormente não são mais intrigantes do que as semelhanças moleculares e celulares dos seres vivos. A linguagem genética universal do DNA é a mesma em organismos completamente diferentes, tais como bactérias e animais. Como podemos explicar a dupla natureza da uniformidade e diversidade da vida? O processo de evolução elucida tanto as semelhanças como as diferenças no mundo da vida e introduz outra dimensão da Biologia: o período histórico. A história da vida, documentada por fósseis e outras evidências, é a saga do planeta Terra em bilhões de anos de modificação, habitado por um leque cada vez maior de formas de vida. Essa visão evolutiva da vida surgiu em novembro de 1859, quando Charles Robert Darwin publicou um de seus livros mais importantes. Intitulado "A origem das espécies por meio da seleção natural", o livro de Darwin tornou-se imediatamente um sucesso de vendas e logo transformou o “darwinismo” em sinônimo do conceito de evolução. A origem das espécies articula dois pontos principais:
Charles Darwin - Busto do Parque da Ciência.

Primeiro, Darwin apresenta evidências para apoiar a opinião de que as espécies contemporâneas surgiram a partir de uma sucessão de ancestrais. Darwin chamou essa história evolutiva das espécies de “descendência com modificação”. Essa foi uma expressão significativa, pois resumia a dualidade da vida: uniformidade versus diversidade – uniformidade no parentesco das espécies que descenderam de ancestrais comuns; diversidade nas modificações que evoluíram quando espécies se ramificaram a partir dos ancestrais comuns. O segundo ponto principal de Darwin foi propor um mecanismo para a descendência com modificação. Ele chamou esse mecanismo de seleção natural. Darwin sintetizou sua teoria de seleção natural a partir de observações que por si só não eram novas nem tampouco profundas. Outros pesquisadores tinham as peças do quebra-cabeças, mas foi Darwin quem descobriu como elas se encaixavam.

Ele iniciou com as seguintes observações obtidas da natureza: indivíduos de uma população variam em suas características, muitas das quais parecem ser herdáveis. Além disso, uma população consegue produzir um número maior de descendentes comparado ao número que consegue sobreviver e produzir sua própria descendência. Com mais indivíduos que o ambiente pode sustentar, a competição passa a ser inevitável. Por fim, as espécies geralmente se ajustam ao ambiente em que vivem. Darwin partiu dessas observações e fez inferências para chegar a teoria da evolução. Ele argumentou que indivíduos com características herdadas  e que são mais adaptadas ao ambiente local estão mais propensos a sobreviver e a se reproduzir, do que indivíduos menos adaptados. Ao longo de muitas gerações, uma proporção cada vez maior de indivíduos na população terá características vantajosas. A evolução ocorre na medida em que o sucesso reprodutivo desigual dos indivíduos adapta a população ao ambiente. Darwin chamou esse mecanismo de adaptação evolutiva de “seleção natural”, já que o ambiente “seleciona” para a propagação de certas características. 

Analisando a arquitetura da asa de um morcego, vemos que esses membros, embora adaptados para o voo, têm, na verdade, os mesmo ossos, juntas e vasos sanguíneos encontrados em outros membros tão diferentes quanto o braço de um humano, a pata dianteira do cavalo e a nadadeira da baleia. De fato, todos os membros anteriores de mamíferos são variações anatômicas de uma arquitetura comum. Esses exemplos de parentesco conectam a singularidade da diversidade da vida ao conceito darwiniano de descendência com modificação. Nessa visão, a uniformidade da anatomia do membro de mamífero reflete a herança daquela estrutura oriunda de um ancestral comum – o mamífero “protótipo” do qual todos os outros mamíferos descendem. A diversidade dos membros anteriores dos mamíferos resulta da modificação pela seleção natural, agindo durante milhões de gerações em diferentes contextos ambientais. Fósseis e outras evidências corroboram a uniformidade anatômica e sustentam essa visão de descendência dos mamíferos a partir de um ancestral comum. Darwin propôs que devido os efeitos cumulativos da seleção natural, atuando ao longo de amplos períodos de tempo, uma espécie ancestral poderia originar duas ou mais espécies descendentes. Isso poderia ocorrer, por exemplo, se uma população se fragmentasse em subpopulações isoladas em diferentes ambientes. Nessas arenas separadas pela seleção natural, uma espécie poderia gradualmente irradiar-se em múltiplas espécies à medida em que as populações geograficamente isoladas se adaptavam, ao longo de muitas gerações, aos diferentes conjuntos de  fatores ambientais. 

Anatomia comparada - Homologias. Parque da Ciência.
Espécies como os famosos tentilhões de Galápagos de Darwin, compartilham um ancestral comum em um ponto de ramificação relativamente recente da árvore da vida. Entretanto, por canta de um ancestral que viveu há um período muito maior, os tentilhões têm parentesco com pardais, gaviões, pinguins e todas as outras aves. Assim, aves, mamíferos e todos os outros vertebrados compartilham um ancestral comum ainda mais antigo. Rastreie a vida até seus primórdios e sobrarão apenas fósseis dos procariotos primitivos, que habitavam a Terra há 3,5 bilhões de anos. Podemos reconhecer seus vestígios em nossas próprias células – no código genético universal, por exemplo. Toda a forma de vida está conectada numa longa história evolutiva. Mas uma ideia errônea e comum sobre a evolução é acreditar que os indivíduos evoluem. É verdade que a seleção natural atua nos indivíduos: cada combinação de características de um organismo afeta a sua sobrevivência e seu sucesso reprodutivo em comparação a outros indivíduos. Mas o impacto evolutivo da seleção natural só é aparente nas mudanças provocadas em uma população de organismos ao longo do tempo. 

REFERÊNCIAS:

CAMPBELL, N. Biologia. 8 ed. Porto Alegre, Artmed, 2010. 


A "primavera" brasileira!

Por Eduardo Cordeiro Uhlmann




Enfim podemos ver os frutos da conquista dos dirigentes brasileiros para sediar a Copa do Mundo e a Copa das Confederações: é o #o gigante acordou. Nos últimos dias, brasileiros de norte a sul vêm tomando as ruas em protestos que há muito não se via no país do carnaval. Por todo lado, a qualidade dos transportes públicos e as altas tarifas desencadeiam mobilizações que ultrapassam o âmbito de partidos políticos e sindicatos e têm a aprovação de grande parte da população brasileira.

Em um momento em que o país está em evidência no mundo todo por sediar a Copa das Confederações, a insatisfação da população encontra bilhões de motivos para contestar a gestão pública, a qualidade de seu serviço e as suas prioridades. Em todas as sedes da Copa do Mundo os belíssimos estádios contrastam com a qualidade de serviços em hospitais, terminais de ônibus, estradas e escolas.

As tensões que há muito se somam em uma terra em que a exploração é lei e a ordem desde que o primeiro pau-brasil conheceu o ferro se dissipam em um movimento que, tal sua amplitude, pode parar tudo. E isso em um momento em que tanta energia se gasta para a reforma da copa, aproveitemos e façamos também a reforma da área de serviços. Tudo junto num pacotão da copa.

A pauta da insatisfação é grande, tantas questões unem tanta gente que o movimento é uma composição complexa de velhos e novos temas, grupos e debates. A energia existe, o ambiente é democrático, as ferramentas de relacionamentos virtuais estão à mão.  É um momento que nos permite olhar para a nossa própria sociedade através das respostas que daremos às situações que emergem:

  • O modus operandi da polícia brasileira e o direito do povo de se manifestar;
  • A infiltração de velhos grupos conhecidos por praticarem depredação, tais como torcidas de futebol e outras rixas urbanas;
  • O direito de todos de se manifestarem e os recentes casos de representantes de partidos políticos e sindicatos que foram impedidos, com violência, de empunharem suas bandeiras;
  • A relação com a mídia: protestos que começaram com repórteres ora levando tiros de bala de borracha, ora sendo acuados violentamente por manifestantes, passaram a ser filmados por cinegrafistas infiltrados e equipes de reportagem em cima de prédios;
  • O caráter pacífico do movimento permitirá que ele seja repetido várias vezes e se torne uma ferramenta da democracia? De um movimento de verdadeira participação da população poderá surgir uma práxis?
  • Haverá uma pauta comum capaz de sustentar esse movimento? Encontraremos uma maneira de reformarmos nossas instituições para que respondam aos anseios da população?
  • Será que sairemos desses episódios com reformas contra a corrupção, pela transparência, será que acabaremos com os votos secretos de pessoas que deveriam representar e prestar contas, e a lei do crime hediondo para desvios de verba pública? E a pec 37? 


Se pudermos aproveitar a oportunidade para aprendermos a participar de uma sociedade democrática, se o momento servir para mostrar o poder de um povo e se fizermos disso um ato consciente, os frutos poderão florescer  por muito tempo e serão colhidos por muitas gerações, tomara!

Espelho, espelho meu!

Por Elisiane Campos de Oliveira Albrecht

Todo o dia nos deparamos com espelhos. Seja no quarto, banheiro, automóvel, loja, os espelhos nos rodeiam. Mas o que isto tem a ver com a física? Você já se perguntou com é possível enxergamos nossa imagem refletida pelo espelho? Para responder a esta pergunta, vamos conhecê-los  um pouco melhor.

Podemos classificar os espelhos em, no mínimo, dois grupos: os espelhos planos e os espelhos esféricos. Os primeiros são superfícies polidas e planas capazes de refletir a luz. Geralmente a superfície refletora é composta de uma película de prata em uma das faces de um vidro (plano) transparente. Já os esféricos são constituídos de uma superfície lisa e polida com formato esférico. Se a parte refletora for interna será um espelho côncavo, caso a superfície refletora seja externa será um espelho convexo.

As características das imagens formadas pelos espelhos estão relacionadas com seus formatos:

 Imagem formada por um espelho plano:


Imagem de um espelho plano.

Imagem formada por espelho esférico:

Imagem de um espelho esférico. Imagem maior.
Imagem de um espelho esférico. Imagem menor.

Geralmente, as imagens formadas pelos espelhos podem ser classificadas como: imagem virtual ou imagem real. A primeira é formada pela intersecção dos prolongamentos dos raios refletidos e a imagem real é formada pela intersecção dos próprios raios refletidos. Os espelhos planos formam imagens virtuais e os espelhos esféricos podem formar imagens tanto reais quanto virtuais, dependendo da posição que o objeto se encontra em relação ao espelho.

Imagens formadas por espelhos planos:


Esquema da imagem espelho plano.
Formação da imagem no espelho plano.

Imagens formadas por espelhos esféricos:


Formação da imagem em um espelho esférico convexo.

Formação da imagem em um espelho côncavo.

Outras características, tais como distância das imagens, tamanho ou se ela é direita ou invertida, também dependem do formato dos espelhos. No caso dos planos, as características das imagens são iguais às dos objetos que as formam. Já no caso das imagens formadas pelos espelhos esféricos, o estudo é mais complexo. 

Como citado anteriormente, as imagens formadas pelos espelhos esféricos dependem da posição que o objeto se encontra e, também, da distância focal - uma característica particular de cada espelho esférico. As imagens dos espelhos esféricos podem apresentar as seguintes características: ser maior, menor ou igual em relação ao tamanho do objeto, real ou virtual (forma-se na frente ou atrás do espelho) e direita ou invertida (a imagem pode estar em pé ou de ponta-cabeça). Estas características sempre estão relacionadas ao objeto que está sendo utilizado para formar as imagens.

Podemos concluir, então, que os espelhos possuem diversas aplicações. Auxiliam  na hora de se maquiar, nos retrovisores dos carros, das motos e caminhões, além de seu uso nos instrumentos ópticos, holofotes, supermercados, ônibus, entre outros.



quinta-feira, 4 de julho de 2013

Por que os navios mesmo sendo tão pesados não afundam?

Por Ana Caroline Pscheidt

A resposta não é tão simples. Vamos construí-la  começando por outra pergunta: Porque algumas coisas afundam na água e outras boiam? 

Sabemos que uma bolinha de isopor colocada na água boia, porém, uma de mesmo tamanho, mas de chumbo, afunda.  Qual a diferença entre a bolinha de isopor e a de chumbo?

Se você respondeu: o peso está correto! Uma bolinha de isopor é muito mais leve que uma bolinha de chumbo do mesmo tamanho.  

Arquimedes, físico e matemático grego que viveu por volta do ano 200 a.C, descobriu que todo corpo mergulhado em um liquido ou gás sofre uma força que o expulsa  verticalmente para cima. Essa força é chamada de empuxo. É ele que faz a bolinha de isopor boiar é também o que nos dá aquela sensação de estar mais leve quando estamos no mar ou em uma piscina.  

Quando mergulhamos um objeto na água e ele é lançado para cima, significa que o empuxo é maior que a força peso do objeto. Mas se ele afundar então a força peso é maior que o empuxo no objeto. Se o objeto ficar parado na água significa que a força peso é igual ao empuxo. 

Mas afinal o que define o empuxo de um corpo?


O principio de Arquimedes diz o seguinte:

“Todo corpo mergulhado num fluido (líquido ou gás) sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo.”

Essa força a que Arquimedes se refere é o empuxo. Então, segundo Arquimedes, o empuxo em um corpo está relacionado ao peso do fluido deslocado e não com o peso do corpo imerso.

Recordemos o exemplo das bolinhas de isopor e chumbo. As bolinhas de chumbo e de isopor têm volumes iguais pois consideramos que elas possuem o mesmo tamanho. Então, se as duas bolinhas estiverem mergulhadas na água, irão deslocar a mesma quantidade de água, o que resulta, pelo princípio de Arquimedes,  no mesmo empuxo. Mas porque o isopor é lançado para cima e o chumbo afunda? Para responder isso é importante verificar o peso dos dois objetos. A bolinha de chumbo é muito mais pesada que a de isopor, o que resulta em uma  força peso de maior intensidade que o empuxo e ela afunda. No caso da bolinha de isopor, a força peso é menor que o empuxo, fazendo com que ela seja, então, lançada para cima.

A bolinha de isopor não fica mergulhada na água, logo ela sobe até a superfície e fica boiando, deslocando uma pequena quantidade de água. Nesse caso, a quantidade de água deslocada é menor que o volume da bolinha. Arquimedes descobriu também que poderia descobrir o peso de objetos que boiam na água verificando o peso do liquido deslocado.

Por exemplo: se você colocar uma bolinha em um copo que este completamente cheio de água, ela deslocará certa quantidade de água, fazendo-o transbordar.


Se você resgatar a água deslocada, com uma balança pode descobrir a massa da água que transbordou. Essa massa será igual à massa da bolinha. 

Usando uma jarra ou um copo graduado em mililitros você pode construir uma balança d’água. 


Encha o copo até certa medida, depois solte um objeto dentro do copo e verifique o quanto o nível da água se alterou. Por exemplo: se a altura inicial estava na marca de 100 mL e depois subiu ate 120 mL, então a água deslocada corresponde a 20 mL.  Se conhecermos a densidade do fluido (água, neste caso), podemos calcular a massa da água deslocada e assim conhecer a massa do objeto que esta boiando. 



A densidade da água é de 1g/cm3 (um grama por centímetro cúbico). Como 1 mL corresponde a 1 cm3, podemos escrever a densidade da água como 1g/mL, ou seja, cada mL de água tem 1 grama. Logo, 20 mL de água têm 20 gramas, ou seja, a massa do objeto é igual a 20 gramas. Lembre-se que sua balança sempre irá funcionar para objetos que boiam na água, se o objeto afundar o peso da água deslocada será menor que o peso do objeto e nossa balança não irá funcionar.

Afinal, porque os navios não afundam?

Conhecendo o principio de Arquimedes podemos explicar porque os navios não afundam. Primeiramente se fosse possível amassar o navio em forma de uma bola de ferro, com certeza ele afundaria e, e ao fazê-lo deslocaria certa quantidade de água. Como já sabemos, o peso da água deslocada é igual ao empuxo sofrido pela bola de ferro. Como seu peso é muito maior que o da água deslocada, então ele afunda!

Mas os navios não são bolas de ferro. Eles são construídos em um formato especial, para que ocupem bastante espaço dentro da água e que a maior quantidade dela seja deslocada. Assim, o peso da água deslocada pelo navio será maior do que o peso do próprio navio, ou seja, a força peso do navio fica menor que a força de empuxo, fazendo o navio boiar ou flutuar sobre a água.


REFERÊNCIAS

http://www.infoescola.com/fisica/principio-de-arquimedes-empuxo/

http://www.algosobre.com.br/fisica/principio-de-arquimedes-empuxo.html

http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/EstaticaeHidrostatica/empuxo.php

RESNICK, R. HALLIDAY, D. Física. Volume 2

segunda-feira, 1 de julho de 2013