sexta-feira, 31 de outubro de 2014

SUPERFÍCIE DO MAR COBERTA POR LIXO PLÁSTICO

Por: Felipe Veiga

Figura 01 – Poluição dos oceanos por plástico. Fonte: http://divemag.org
Segundo dados divulgados pelo site Ambiente Brasil (http://www.ambientebrasil.com.br/), aproximadamente 88% da superfície dos oceanos de todo o mundo está contaminada por plástico. Essa proporção preocupa os pesquisadores, já que esta situação provoca efeitos sobre a vida marinha e a cadeia alimentar. Essa grande quantidade de lixo é carregada para os mares pelas chuvas. Um problema que, segundo os pesquisadores, pode aumentar nos próximos anos. 
Os dados foram coletados e baseiam-se em mais de 3 mil amostras oceânicas que foram coletadas pelos mares de todo o mundo em 2010. Os resultados foram publicados no Proceedings of the National Academy of Sciences. 

O plástico carregado para os mares é fragmentado por choques mecânicos com outros materiais, e já no oceano a fragmentação aumenta devido à ação da radiação solar. Os pequenos pedaços microscópicos de plásticos (HIPERLINK TEXTO – O lixo que ninguém vê) podem durar centenas de anos e foram detectados em 88% da superfície oceânica analisada durante a Expedição Malaspina 2010.

Apesar de os cientistas avaliarem que a quantidade total de plástico nos oceanos no mundo é menor do que as estimativas anteriores, levantaram novas preocupações sobre o destino de tanto plástico, particularmente os pedaços menores. 

Sem dúvidas, mais pesquisas são necessárias para descobrir aonde estas partículas vão e quais os efeitos que têm na vida marinha. Apesar de se saber que esses fragmentos plásticos trazem efeitos à vida marinha, principalmente na cadeia alimentar, a maioria dos impactos relacionada à poluição do plástico nos oceanos não é não está completamente elucidada. 



REFERÊNCIAS

Ambiente Brasil. Acesso em: 2014. Disponível em: http://www.ambientebrasil.com.br/

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Outubro vermelho: Revolução Russa

Por: Luiza Valeria Canales Becerra



Figura 1 – Bandeira URSS. Fonte: guiadoestudante.abril

Crise do regime czarista:
O colapso do regime czarista em 1917 não foi um fato isolado que ocorreu da noite para o dia, mas foi fruto de um processo lento, influenciado por diversos fatores acumulados ao longo do governo de vários czares. Para compreender o colapso da autocracia czarista, nossa analise se iniciará a partir da posse do Czar Alexandre II, no ano de 1855, trazendo assim, acontecimentos e fatores mais próximos ao ano de 1917. Durante o governo de Alexandre II, houve a reabertura das fronteiras do país, fato que facilitou exportações agrícolas e a importação de mercadorias e capitais ocidentais. Esse contato com o Oeste faz com que a sociedade russa passe por um processo de ocidentalização, é neste período que ocorre o florescimento do pensamento e da literatura russa.
Com a abertura das fronteiras, a Rússia passou a depender excessivamente de empréstimos e mercadorias estrangeiras. Ao assumir o poder, Alexandre III investe alto na construção de ferrovias que passam a fomentar a indústria pesada e a industrialização de forma geral, porém a agricultura vê-se cada vez mais fraca. As políticas educacionais, voltadas para a alfabetização, e o contato com o ocidente fazem aumentar a agitação política em território russo, aprofundando-se a insatisfação com a pobreza e o atraso do país.
A Primeira Guerra Mundial fez surgir na Rússia outros fatores que enfraqueceram o regime czarista. As tropas russas, mal equipadas e mal lideradas, sofreram enormes perdas. Mas a crise não ocorria somente nos campos de batalha, nas cidades russas, as lojas estavam vazias, a moeda desvalorizou-se e a fome e o frio espreitavam os alojamentos de trabalhadores.
Figura 2 – Czar Nicolau II. 
Fonte: guiadoestudante.abril
O povo russo, que de início havia reagido à guerra com fervor patriótico, a partir do janeiro de 1917, passa a perder a confiança na autocracia, que não soubera proteger o país contra o inimigo, e consequentemente, havia deteriorado o quadro econômico da nação. Em março de 1917, greves, agitações nas filas de alimentos e manifestações de rua em Petrogrado, transformaram-se numa súbita revolução, fazendo chegar ao fim o poder do czar Nicolau II e consequentemente, dos Romanov, há mais de 300 anos no comando do país.


Podemos perceber, que a queda do regime czarista, dentre outros fatores, deveu-se a influencia do pensamento ocidental sobre a elite pensante do país. Políticas de abertura de fronteiras para mercadorias e capitais estrangeiros ao longo dos cem anos que precederam a Revolução, trouxeram para o país também a influência da filosofia do Oeste da Europa. Ao conhecer a realidade dos demais países europeus, os russos passaram a contestar o quadro econômico, político e social vigente em seu país, bem como a eficácia do governo concentrado nas mãos de um czar.


Fracasso do governo provisório e da democracia liberal em 1917: 
Com o fim do regime czarista, foi instituído um governo provisório, onde quem tomou a frente do cenário político russo foram os liberais. Estes tinham por ideal uma monarquia constitucional, liderada pela elite culta e proprietária. Porém, bastou pouquíssimo tempo até que começassem a se evidenciar os conflitos entre os interesses dos liberais e do povo. 
Enquanto os camponeses esperavam o confisco e a redistribuição de terras, os liberais queriam que o país permanecesse individido. Os camponeses passaram a dividir as terras de seus senhores entre si. Houve um colapso nas ferrovias que acabou detendo o escoamento da produção industrial. Assim, os bens de consumo escassearam e os seus preços subiram muito. Diante deste cenário, os camponeses não viam razão para vender suas colheitas, pois não podiam comprar nada com o dinheiro. As dificuldades cresceram e os ânimos se exaltaram de ambos os lados.
As massas camponesas iletradas não tinham experiência alguma, nem compreensão do que era uma sociedade livre. Assim, sem a sua cooperação, o liberalismo russo entrou em colapso.

Bolcheviques assumem o poder:

Figura 3 – Exército Vermelho. Fonte: Wikimedia Commons
Diante do fracasso do governo provisório, um grupo de revolucionários, reunidos no partido bolchevique, que posteriormente viria a se chamar partido comunista, organiza-se para tomar o poder. Em 24 de outubro de 1917 (6 de novembro do calendário ocidental), o líder soviético Vladimir Lênin assume o poder.
Lênin afirmava que estava conduzindo o proletariado Russo e toda a humanidade no sentido de uma ordem mundial superior, simbolizando, na Rússia e em grande parte do mundo, a rebelião dos desprivilegiados contra o domínio ocidental “capitalista”.



Líderes soviéticos e suas ideologias

Figura 4 – Leon Trotsky. Fonte: Wikimedia Commons
O primeiro líder do governo da URSS, Vladimir Lênin foi profundamente influenciado pelo pensamento marxista. Entretanto fez questão de adaptar as teorias do pensador alemão para a realidade soviética, criando o que posteriormente se convencionou chamar de leninismo. O antagonismo entre seus dois sucessores também deu origem a termos como trotskismo (o combate à burocracia estatal pregado por Leon Trotsky) e o stalinismo (o fortalecimento do Estado defendido por Joseph Stalin). 









Referências:

PERRY, Marvin. Civilização Ocidental: Uma história Concisa. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 
SEGRILLO, Angelo. Os Russos. São Paulo: Contexto, 2012.
VIZENTINI, Paulo Fernandes. História do Século XX. Porto Alegre: Novo Século, 2000.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Transmissão de Eletricidade Sem Fio

Por: Claudinei Rodrigues Ferraz


Imagine você não precisar de fios para ligar a TV na tomada, recarregar a bateria de seu celular, seu tablet. Parece ficção científica, mas já é realidade. Estudos relacionados à transmissão de energia elétrica sem fio geraram teorias válidas e protótipos. Alguns dispositivos eletrônicos já utilizam essa tecnologia como, por exemplo, carregadores de celular e escova de dente elétrica. 

Pode parecer futurística, mas a ideia não é nova. No final do século XIX e início do século XX, o engenheiro croata Nicola Tesla pesquisou sobre a transmissão de corrente elétrica sem fio. Muitos de seus trabalhos foram importantes no desenvolvimento da eletrotécnica moderna. Em 1894, Tesla demonstrou a transmissão sem fio através de antenas que são utilizadas para enviar e receber sinais (ondas de rádio). O estudo sobre transmissão de corrente elétrica sem fio ficou esquecida por longo período no último século, porém, no início dos anos 2000 novas pesquisas e estudos a tornaram realidade.

Figura 01 – Bobina de Tesla. Fonte: taringa.net


Para transmitir energia pelo ar com segurança são utilizadas três tecnologias distintas: indução, radiofrequência e ressonância magnética. 

A indução é baseada na indução magnética descoberta por Michael Faraday em 1831. Segundo Faraday, a corrente elétrica que passa por um condutor pode fazer o mesmo ocorrer em um outro condutor próximo. Alguns dispositivos já em uso podem ser recarregados magneticamente como, por exemplo, a escova de dente elétrica.

O sistema de radiofrequência pode atingir distâncias maiores (até 26 metros) e nele a eletricidade é transformada em ondas de rádio, onde são captadas por um receptor e transformadas novamente em corrente de baixa tensão.
Já a ressonância magnética acoplada utiliza duas bobinas, uma energizada e outra não, interagindo e se acoplando por meio de seus campos magnéticos.

Figura 02 – Experimento utilizando a Ressonância magnética. Fonte: hardware.com.br


Alguns protótipos de carros elétricos foram adaptados para utilizar esta tecnologia sem fio, pois podem ser carregados mais facilmente, além de ter um alto nível de eficiência.

Figura 03 – Esquema do carregamento da bateria de um carro elétrico. Fonte: inovacaotecnologica.com.br


REFERÊNCIAS

Revista Planeta, n° 473, Fev/2012.

Site Como tudo funciona: Acesso em: 2014. Disponível em: 
http://ciencia.hsw.uol.com.br/eletricidade-sem-fio.htm 

Site da Olhar Digital: Acesso em: 2014. Disponível em: 
http://olhardigital.uol.com.br/video/41492/41492 

Site da Hardware: Acesso em: 2014. Disponível em: 
http://www.hardware.com.br/dicas/wirelesspower-idf.html 

sábado, 25 de outubro de 2014

MATEMÁTICO BRASILEIRO RECEBE PRÊMIO INTERNACIONAL

Por: Ednilson Rotini


 Figura 1: Arthur Avila. Fonte: Revista Veja

No último dia 18 de agosto um matemático brasileiro deixou seu nome registrado no rol dos ganhadores da Medalha Fields, que é o prêmio mais importante da Matemática, correspondente ao Nobel. Seu nome é Arthur Avila, 35 anos, natural do Rio de Janeiro.

O trabalho desenvolvido por Avila, que proporcionou tal prêmio, foi o estudo na área de sistemas dinâmicos. Esse ramo da matemática tem o objetivo de prever a evolução no tempo de fenômenos naturais e humanos observados nos mais diversos ramos do conhecimento. Atualmente, suas ferramentas são usadas para descrever, por exemplo, a evolução de epidemias, para estudar como surgem espécies animais e mostrar a impossibilidade de previsões do tempo para mais do que alguns dias.  Entretanto, Arthur Avila trabalha com matemática pura, ou seja, seu maior interesse não são as aplicações de seus conhecimentos, mas sim, o desenvolvimento puramente matemático dos conceitos e de suas relações.
Avila é pesquisador do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, IMPA e do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Paris, CNRS. Além disso, é membro titular da Academia Brasileira de Ciências desde maio deste ano.


Figura 2: Entrada do IMPA. Fonte: Portal Pergamum


A medalha Fields não foi o único prêmio recebido pelo matemático brasileiro. Aos 16 anos, Avila já foi congratulado com a medalha de ouro da Olimpíada Internacional de Matemática realizada no Canadá. Assim, ele conseguiu concluir seu mestrado juntamente com o ensino médio. Logo, ele não necessitou fazer graduação e foi direto para o doutorado no IMPA e finalizou seu pós-doutorado no CNRS, na França, onde naturalizou-se. 
O prestígio de Arthur Avila deu-se também por conseguir provar em 2005, juntamente com a pesquisadora Svetlana Jitomirskaya, a chamada “Conjectura dos 10 martinis” que foi um problema proposto por Barry Simon em 1980. Esse problema levou esse curioso nome porque Simon prometeu pagar dez copos da bebida para quem explicasse sua teoria a respeito do comportamento dos “operadores de Schrödinger”, que são ferramentas matemáticas ligadas à física quântica. Após apresentar suas demonstrações matemáticas, Avila foi realmente premiado com algumas rodadas de martini.
 
Voltando a falar sobre a Medalha Fields, esse prêmio é concedido a cada quatro anos pela União Internacional de Matemática (IMU) e é destinada a pesquisadores matemáticos com até 40 anos. Em 2014, além de Arthur Avila, outros três matemáticos receberam o prêmio: o americano-canadense de origem indiana Manjul Bhargava da Princeton University, o austríaco Martin Hairer da University of Warwick e a iraniana Maryam Mirzakhani da Stanford University. Vale ressaltar que Avila não foi apenas o primeiro brasileiro a receber essa honraria, mas também o primeiro latino-americano, assim como Maryam foi a primeira mulher e iraniana a ser agraciada com a honraria.
Historicamente, a Medalha Fields, que oficialmente é chamada de Medalha Internacional de Descobrimentos Proeminentes em Matemática, foi concedida pela primeira vez em 1936 para o matemático finlandês Lars Ahlfors e para o matemático norte-americano Jesse Douglas. A partir de 1950, esse prêmio tem sido entregue a cada quatro anos somente a matemáticos com até 40 anos, pois o objetivo é dar reconhecimento e apoio a jovens pesquisadores que conseguiram grandes contribuições para a matemática.

Figura 3: Medalha Fields. Fonte: Aloha


O nome da medalha é uma homenagem ao matemático canadense Charles Fields que foi uma pessoa importante no estabelecimento desse prêmio, inclusive financiando o valor em dinheiro dessa honraria. Assim, além da medalha simbólica os ganhadores também recebem uma quantia em dinheiro, que atualmente tem sido de 15 mil dólares canadenses.

REFERÊNCIAS


Matemático brasileiro ganha Medalha Fields. Agência Fapesp. Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/19603>. Acesso em: 5/9/14.

Brasileiro ganha a Medalha Fields, considerada o “Nobel da matemática”. Jornal Gazeta do Povo. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?id=1490714> . Acesso em: 5/9/2014.

Brasileiro ganha a Medalha Fields, considerada o “Nobel da matemática”. Folha de São Paulo: Ciência. Disponível em: 
<http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2014/08/1499290-brasileiro-ganha-a-medalha-fields-considerada-o-nobel-da-matematica.shtml>. Acesso em: 5/9/2014.

Brasileiro ganha a Medalha Fields, o Nobel da matemática. Exame.com. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/arthur-avila-ganha-a-medalha-fields-o-nobel-da-matematica>. Acesso em: 10/9/2014

The Fields Medal. Fields Institute. Disponível em: <http://www.fields.utoronto.ca/aboutus/jcfields/fields_medal.html>. Acesso em: 10/9/14.

Medalha Fields: Artur Ávila Ganhou o "Nobel da Matemática"! Canal do Youtube Matemática Rio. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=0S2bz9tXS-A>. Acesso em 10/9/2014

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A BELEZA DA DESCOBERTA

Por: Rafael Vitorino de Oliveira

Figura 01 – Descobertas. Fonte: eeepprofvalmir.wikidot.com

A humanidade já adquiriu conhecimento sobre os animais o suficiente para preencher uma grande biblioteca, mas muito ainda resta a apreender. Existem questões a serem respondidas e não são poucas.

O que é vida? Quais as diferenças entre as estruturas? Quais as diferenças entre os animais, e outros seres vivos? As respostas a muitas destas perguntas são fornecidas pela ciência da Zoologia do grego Zoon, animal + Logos, discurso, que trata da vida animal.


1 - DIVERSIDADE DA VIDA

Figura 02 – Foto Representado a Diversidade da Vida. Fonte: http://cs.i.uol.com.br/


Ninguém sabe exatamente quantas espécies de seres vivos habitam nosso planeta. Acredita-se que mesmo se excluirmos as formas microscópicas e plantas a estimativa exceda 1 milhão de sps. Praticamente qualquer área concebível da terra é habitada por alguma forma de vida. Podemos encontrar vida desde valas no fundo do oceano como em água quente ou no gelo e neve do Ártico e do Antártico.

Os seres vivos não existem isoladamente em um vácuo, mas sempre com outros organismos em um ambiente físico, assim cada ambiente diferente possui um conjunto característico de espécies. Esses conjuntos característicos de organismos interagem entre si e com o ambiente físico no qual existem. O total de todas essas complexas interações constitui aquilo a que se chama “teia da vida” ou “equilíbrio da natureza” ou é designado como Ecologia.

1.1 – Seres Humanos

Também são animais e como tais, também existem com outros organismos em um ambiente físico. Apesar de o homem ter utilizado a inteligência e a capacidade de fazer ferramentas para criar ambientes, que o isolam, em maior ou menor extensão do contato e da interação com o ambiente físico e biológico do planeta, ele não pode fugir inteiramente. O homem ainda é objeto dos princípios da Zoologia porque seus processos vitais são semelhantes aos da maioria dos outros animais.
Apesar do grande numero de diferentes animais no mundo os processos básicos que funcionam para assegurar a manutenção da vida são semelhantes em todos eles. Assim todos são organizados e operam de acordo com certas leis biológicas e físicas.

1.2 – Ciência

Figura 03 – Imagem representando duvida, o motor que impulsiona a Ciência, do Latim: scientia = conhecimento.
Fonte: www.operariosdaweb.com.br

É o conhecimento exato ou a experiência humana examinada e verificada. É nossa maneira de explorar cuidadosamente nosso ambiente, o universo material.

A matéria prima da ciência são os fatos, o estado real das coisas. A ciência procura fatos para demonstrar as relações naturais ordenadas entre os fenômenos; verifica-se a si mesma e evita mitos, lendas e preconceitos.

Fatos simples:
Fogo: Quente;
Água: Molhada.

Os exemplos acima podem ser constatados por observação direta; mesmo eles, porem ganham precisão pelo uso de instrumentos científicos, que permitem que as observações feitas por uma pessoa possam ser comparadas com aquelas feitas por outra.

Os registros da ciência são constituídos pelos fatos acumulados de dado. Os dados qualitativos referem-se a diferentes tipos de coisas e os quantitativos a dimensões, pesos ou outros fatos que podem ser expressos em termos numéricos.

1.3– Cientista

Um cientista é uma pessoa de mente inquiridora, curiosa acerca dos fenômenos naturais. As perguntas que faz, busca respostas baseadas em evidência segura. Honestidade absoluta de pensamento e ação são requisitos básicos para o método científico, que consiste em fazer observações e experimentações cuidadosas e depois usar os dados obtidos para formular princípios gerais.
O método científico pode ser dividido de maneira simples da seguinte forma:

1° HIPÓTESE;
2° TEORIA;
3° PRINCIPIO OU LEI GERAL.

“Mas ainda estes não estão a salvo de críticas”.

A descoberta de noivos fatos pode exigir modificações do principio ou mesmo seu abandono. Assim o método científico não aceita nenhum conhecimento como completamente fixo ou infalível, mas procura constantemente evidência adicional para verificar e formular os princípios básicos da natureza.

Observações zoológicas úteis podem ser feitas por qualquer pessoa que use o método científico.

A emoção de descobrir fatos novos é uma experiência única e recompensadora, viva a ciência.


REFERÊNCIAS

ZOOLOGIA GERAL. STOPER/USINGER/STEBBINS/NYBAKKEN; 6° Edição. Ed Nacional.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O QUE VOCÊ PROVAVELMENTE NÃO SABIA SOBRE AS CIÊNCIAS NA IDADE MÉDIA – PARTE I

Por: Tiago Henrique da Luz


 IDADE MÉDIA; FILÓSOFOS MUÇULMANOS; BIZANTINOS

Figura 01 (capa): Santo Agostinho em seu gabinete, de Sandro Botticelli. Fonte: Wikimedia Commons

A FILOSOFIA PAGÃ E A FÉ CRISTÃ

Depois do século II d. C. e durante a Idade Média (século V até século XV d. C.), quando o Cristianismo foi se tornando a visão de mundo predominante, os pensadores cristãos procuraram submeter a filosofia grega às concepções do cristianismo. O paganismo buscou refúgio nas áreas rurais, mas em meio a perseguições e conversões, foi gradativamente sendo reprimido. A estrutura do modelo cósmico de Ptolomeu e Aristóteles foi adotada pelos cristãos, mas considerando que o universo era criado pela Vontade Divina.

Nesse sentido, Santo Agostinho foi um dos principais pensadores cristãos e, vivendo na época do fim do império romano, dedicou-se a aproximar do Cristianismo a filosofia de Platão, atrelando a fé e a razão, até então percebidas como inconciliáveis.

A Salvação só poderia ser alcançada através da graça divina, sendo que, para Agostinho, o pecado seria a submissão da alma ao corpo; para alcançá-la, portanto, era necessário buscar a iluminação interior através da libertação das tentações materialistas.

Com a dissolução do Império Romano e a chegada dos reis “bárbaros”, não havia o aparato institucional que garantisse a continuidade das tradições intelectuais greco-romanas, somando-se a isso, ainda havia os ataques dos filósofos cristãos contra os não cristãos, restando apenas alguns influenciados pelo neoplatonismo, sob a proteção da Igreja.

Deve-se lembrar que a parte oriental do Império Romano sobreviveu por mais um milênio e lá, com os bizantinos, resistiu também esta tradição que se abalava no ocidente, mas tomando uma forma própria influenciada pelo helenismo, caracterizada pela preocupação com a beleza das formas e com o sentido prático dos assuntos tratados.

Os pensadores bizantinos foram vários. Dentre eles podem ser destacados João Filopon, que escreveu um Tratado do Astrolábio, e uma Teoria do Mundo, comentários sobre obras de pensadores anteriores, como Euclides, Nicômano de Gerasa e Ptolomeu; Zózimo de Panolis, cuja obra difundiu a idéia da transmutação dos metais – a alquimia; Áceio de Amida produziu uma enciclopédia revelando as primeiras tentativas de estudos neurológicos.

Com o fechamento da Academia de Atenas, muitos filósofos fugiram das perseguições em direção ao Império Sassânida. Destas trocas culturais e científicas com os árabes, persas e indianos, a astronomia passou por diversos avanços, apesar de os bizantinos nunca terem deixado de lado a cosmologia grega clássica.


A FILOSOFIA GREGA E O SURGIMENTO DO ISLÃ

Figura 02: Cédula iraquiana de 10 dinares, com imagem de Al-Alim al-Arabiy al-Hasan bin al-Haytham (1980).
Fonte: Wikimedia Commons

O Império Sassânida surgiu em 226, herdando tanto os conhecimentos dos impérios mesopotâmicos quanto as influências do helenismo. Logo iriam nascer novas concepções de mundo: o Maniqueísmo, caracterizado pelo dualismo, ou seja, pela oposição entre duas forças antagônicas, e o monofisismo, com a idéia de unidade divina, inspirada no neoplatonismo.

O Império Abássida, formado a partir das conquistas árabes frente aos bizantinos e persas que se enfraqueciam, estendeu seus domínios desde a Europa até o Extremo Oriente. A fim de fazer frente às doutrinas dos aristocratas persas, como o zoroastrismo e o maniqueísmo, os abássidas importaram e difundiram os conhecimentos filosóficos e científicos dos bizantinos.

O sétimo califa Abássida Al-Ma’mun, estabeleceu uma Casa da Sabedoria, a fim de sistematizar o pensamento grego dentro do mundo cultural árabe, mandando traduzir obras de Platão, Euclides, Ptolomeu, bem como diversas obras indianas. Este esforço permitiu o surgimento de grandes pensadores como o matemático al-Kuarizmi (que lançou os fundamentos da álgebra); o filósofo al-Kindi, que buscou mostrar que filosofia e religião eram compatíveis; o neoplatônico Farabi, que propunha a aproximação entre filosofia e religião.

Este debate entre religião e ciência produziria muitas divergências, levando ao aparecimento de escolas ligadas ao racionalismo dos gregos-helenistas e outras escolas adeptas da tradição religiosa, apesar de esta vertente não recusar a demonstração experimental – de fato esta era a sua característica mais marcante. Entre estes últimos, os estudos de óptica de al-Haytham foram os mais destacados.

As escolas rabínicas também se beneficiaram desta atmosfera, estando entre os mais destacados o pensador judeu Saadia ben Jossef Fayyum, que também procurou compor um sistema filosófico-religioso, harmonizando a fé e a razão.


REFERÊNCIAS


NASCIMENTO JUNIOR, Antônio Fernandes. Fragmentos da história das concepções de mundo na construção das ciências da natureza: das certezas medievais às dúvidas pré-modernas. Ciênc. educ. (Bauru), Bauru , v. 9, n. 2, 2003.
Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-73132003000200009&lng=en&nrm=iso>
Acesso em Setembro 2014

PORTO, C.M.; PORTO, M.B.D.S.M.. A evolução do pensamento cosmológico e o nascimento da ciência moderna. Rev. Bras. Ensino Fís., São Paulo, v. 30, n. 4, Dec. 2008.
Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-11172008000400015&lng=en&nrm=iso>
Acesso em: Setembro 2014.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

FOURIER: UM PRECURSOR DOS ESTUDOS DO AQUECIMENTO GLOBAL

Por: Ednilson Rotini

Figura 1: Joseph Fourier. Fonte: The Famous People

Foi numa cidade francesa às margens do rio Yonne, chamada Auxerre, que em 1768 nasceu Jean Baptistes Joseph Fourier, que mais tarde se tornaria um cientista renomado pelas suas pesquisas. De família humilde, Fourier ficou órfão de pai e de mãe muito cedo e, por isso, foi educado para ser padre numa escola de monges beneditinos, embora não tenha feito seus votos para o sacerdócio.

Na verdade, desde muito cedo, ele apresentava vocação para a ciência, considerado por muitos como um menino prodígio e, talvez, por isso foi convidado para dar aulas com apenas 16 anos na escola de sua cidade natal.

Após finalizar seus estudos na Escola Normal Superior da França, acabou tornando-se professor da mesma e, mais tarde, lecionou na Escola Politécnica. Suas maiores contribuições acadêmicas foram na Matemática e na Física como, por exemplo, no desenvolvimento de uma teoria para calcular raízes irracionais de equações algébricas e um método de análise para funções periódicas.

Além disso, seu nome é associado à uma série de senos e cossenos que é solução para uma equação diferencial relacionada  com a condução de calor em sólidos.  Essa série na versão contínua, chamada de transformada de Fourier, é uma importante ferramenta matemática na análise de sinais de frequência que é objeto de estudo e trabalho nas áreas da Física, Engenharia Elétrica, Eletrônica e Telecomunicações.

Talvez a maior contribuição de Joseph Fourier tenha sido em relação aos estudos sobre transferência de calor em líquidos e no ar, já antecipando discussões posteriormente associadas ao aquecimento global. Isso se deu a partir da escrita em 1824 e com impressão em 1827 de um longo artigo intitulado “As temperaturas do globo terrestre e dos espaços planetários” que foi publicado pela Academia de Ciências da França. Nessa obra, Fourier tentou explicar de maneira geral o aquecimento terrestre a partir de relações matemáticas. 

Mas, não foi só no campo científico que Fourier atuou. Ele participou ativamente no processo da Revolução Francesa, sendo que ele foi preso e quase foi guilhotinado durante o período do Terror, em que mais de 17.000 pessoas perderam literalmente suas cabeças.

Após esse período turbulento, Fourier foi convidado por Napoleão Bonaparte para participar da Legião da Cultura, durante a expedição de Napoleão pelo Egito. Lá, ele atuou como aconselhador científico para auxiliar na instalação de instituições educacionais e nos estudos arqueológicos. Assim, Joseph Fourier tornou-se um especialista em egiptologia, ocupou um cargo de diplomata e foi escolhido para ser o secretário do Instituto do Egito, onde ficou por quatro anos.
 

Figura 2: Napoleão Bonaparte em expedição pelo Egito. Fonte: Opera Mundi

Após seu retorno à França, Fourier foi nomeado por Napoleão para ser prefeito da cidade de Isère em Grenoble, onde exerceu o cargo por treze anos. Mais tarde, já na cidade de Paris, ele acabou deixando a vida política e dedicou-se exclusivamente à vida acadêmica. Assim, foi eleito membro da Academia de Ciências, tornando-se secretário perpétuo da seção de ciências matemáticas e depois foi também eleito para a Academia Francesa onde atuou por quatro anos até sua morte. 

De acordo com relatos, Fourier ficou obcecado com a necessidade de estar sempre muito bem aquecido com o intuito de fortalecer sua saúde. Para isso, ele usava várias camadas de roupas e mantinha seus aposentos super aquecidos. Devido à problemas cardíacos e a um aneurisma, Joseph Fourier morreu, solteiro, aos 63 anos de idade, no dia 16 de maio de 1830. Seu corpo foi sepultado num cemitério de Paris, onde foi construído um monumento com seu busto projetado em um nicho com uma decoração ornamental em estilo egípcio antigo relacionada com o deus Rá.
 

Figura 3: Túmulo de Joseph Fourier.
 Fonte: Monuments on Mathematicians

REFERÊNCIAS


Biografia de Joseph Fourier. Disponível em: <http://www.somatematica.com.br/biograf/fourier.php>. Acesso em out. 2014.

OLIVEIRA, Samuel Rocha de. Breve História de Fourier. Disponível em: <http://www.ime.unicamp.br/~samuel/Ensino/ma311/Recursos/FourierBio.pdf>. Acesso em out. 2014.

FERNANDES, Carlos. Jean Baptiste Joseph Fourier. Disponível em: <http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JeanBaJF.html>. Acesso em out. 2014.

ALENCAR, Marcelo Sampaio de. A Análise de Fourier e o Aquecimento Global. Disponível em: <http://www.difusaocientifica.com.br/artigos/Aquecimento_Global_Fourier.pdf>. Acesso em out. 2014.

ALTMAN, Max. Hoje na História: 1830 – Físico e Matemático, Jean Baptiste Fourier Morre em Paris. Disponível em: <http://operamundi.uol.com.br/conteudo/historia/35274/hoje+na+historia+1830+-+fisico+e+matematico+jean+baptiste+fourier+morre+em+paris.shtml>. Acesso em out. 2014.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SETE PASSOS PARA CONSTRUIR UMA MAQUETE

Por: Lawrence Mayer Malanski


1 INTRODUÇÃO

A maquete permite uma concreta manipulação e visualização, em terceira dimensão (3D), de diferentes dados e informações,construída a partir de uma base cartográficaplana, em duas dimensões (2D).Ela pode serusada, principalmente, por estudantes do Ensino Fundamental II, que ainda apresentam um nível de abstração insuficiente paraa interpretação de mapas e cartas hipsométricos, ou mesmo estudantes do Ensino Médio e até Superior (OLIVEIRA; MALANSKI, 2008).

2 ALGUNS CONCEITOS IMPORTANTES

O domínio dos conceitos de escala cartográfica e exagero verticalsão fundamentais para que irá trabalhar com maquete em Geografia. 

Escala cartográfica é “a relação entre as medidas do terreno e as do mapa" (COLLISCHONN, 1997, p.3). No entanto, uma maquete apresenta duas escalas. Uma destas échamada escala horizontal e representa a relação entre as medidas planas (a escala do mapa utilizado como base será a mesma da maquete) e pode ser calculada através da fórmula d/D=1/T, na qual “d” representa a distância no mapa, “D” a distância real e “T” o título da escala do mapa base . Deve-se tomar cuidado ao ampliar o mapa utilizado como base para a maquete, pois a escala do mesmo e da própria maquete deverá ser recalculada.

A outraescala é a vertical e representa a relação entre as cotas altimétricas reais e as da maquete. Para se calcular a escala vertical, deve-se levar em conta a espessura do material utilizado para a construção da maquete. Utilizando a mesma fórmula apresentada acima se encontra o valor desta escala, substituindo o “d” pela espessura do material utilizado e o “D” pela equidistância das curvas de nível. 

Toda maquete necessita ter um exagero vertical para que se tenha a noção de altitude. Calcula-se o exagero vertical dividindo o título da escala horizontal pelo título da escala vertical. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recomenda que o resultado desta razão deva ficar entre 5 e 10.


3 MATERIAIS UTILIZADOS PARA A PRODUÇÃO DA MAQUETE DO PARANÁ

Os seguintes materiais serão utilizados para a confecção de uma maquete do Estado do Paraná, utilizada como exemplo neste texto (OLIVEIRA, MALANSKI, 2008):
•Mapa topográfico do Estado do Paraná na escala 1/1.700.000;
• Placas de isopor de 5 milímetros;
• Papel vegetal;
• Papel carbono;
• Fita adesiva;
• Canetas de diferentes cores;
• Alfinetes;
• Cola branca ou de isopor;
• Massa corrida;
• Lixa fina. Recomenda-se a de granulometria P120;
• Tintas acrílicas;
• Pincéis.

4 PRODUÇÃO DA MAQUETE DO PARANÁ PASSO A PASSO

Para a confecção da maquete sete passos serão necessários (OLIVEIRA, MALANSKI, 2008):
1.º) Desenho das curvas de nível;
2.º) Transposição das curvas de nível para asplacas de isopor;
3.º) Recorte das placas de isopor;
4.º) Colagem das placas de isopor;
5.º) Recobrimento com massa corrida;
6.º) Acabamento;
7.º) Base.

1.º)Desenho das curvas de nível
Sobrepondo uma folha de papelvegetal ao mapa topográfico do Estado doParaná utilizado como base para a maquete, demarcar neste papel, utilizando canetas coloridas, as diferentes cotas altimétricas(uma cor representando cada cota altimétricapara facilitar a visualização). Ver imagem 1.

Figura 1: Desenho das curvas de nível. Fonte: OLIVEIRA; MALANSKI, 2008.

2.º) Transposição das curvas de nível para as placas de isopor
Transpor, intercalando-se folhas de papel carbono entre uma placa de isopor e a folha de papel vegetal com as curvas de nível, as curvas de nível para a folha de isopor furando comalfinete com cabeça todo o contorno, ficando acurva demarcada na placa. Todas as curvas denível do mapa topográfico devem ser transpostas, uma de cada vez em placas diferentes. Ver imagem 2.

Figura 2: Transposição das curvas de nível para as placas de isopor. Fonte: OLIVEIRA; MALANSKI, 2008.

3.º) Recorte das placas de isopor
Recortar e destacar as curvas de níveldas placas de isopor utilizando um instrumentode ponta aquecida (instrumento próprio para ocorte de isopor, ou esquentado, na chama de umavela, a ponta de uma faca, estilete ou agulha). Ver imagem 3.

Figura 3: Recorte das placas de isopor. Fonte: OLIVEIRA; MALANSKI, 2008.


4.º) Colagem das placas de isopor
Colar, utilizando cola branca ou cola de isopor, as curvas de nível recortadas, começando pelamontagem da curva de altitude mais baixa, seguindo gradativamente para as de maior altitude. Ver imagem 4.

Figura 4: Colagem das placas de isopor. Fonte: OLIVEIRA; MALANSKI, 2008.

5.º) Recobrimento com massa corrida
Após todas as curvas de nível seremcoladas, as placas de isopor devem ser cobertas com massa corrida para dar uma noção de continuidade do relevo. A massa não deve ser aplica em excesso para não alterar as escalas do modelo. Geralmente é necessário sobrepor mais de uma camada de massa para um melhor recobrimento da maquete. Após a secagem completa do material, lixá-lo, suavemente, para dar uniformidade ao acabamento. Ver imagem 5.

Figura 5: Recobrimento com massa corrida. Fonte: OLIVEIRA; MALANSKI, 2008.



6.º) Acabamento
Terminada a fase anterior, inicia-se a pintura com as tintas acrílicas (acrílicas para não agredir o isopor e a massa corrida), conforme o tema escolhido. Sugere-se, aplicar primeiro uma demão de tinta base branca, uma vez que a massa corrida absorve uma grande quantidade de tinta. Ver imagem 6.

Figura 6: Acabamento. Fonte: OLIVEIRA; MALANSKI, 2008.
7.º)Suporte
Por ser construída com materiais frágeis, pode-se utilizar um suporte para a maquete feito de papelão ou madeira, no qual deve ser colocada a legenda, fonte, título, orientação, autores, data e demais informações.


5 DICAS

Se o professor optar por construir uma maquete junto com seus estudantes, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente com os alfinetes, facas ou estiletes utilizados para furar e cortar o isopor, pois além de pontiagudos, poderão estar quentes. Outro utensílio que merece cuidado, se usado, é a vela, pois pode causar queimaduras. Além disso, o pó resultante da massa corrida lixada pode causar algum tipo de dificuldade respiratória nas crianças. Para se tentar prevenir acidentes, o ambiente de trabalho deve estar tranquilo, arejado, ventilado e os objetos perigosos devem ser sempre utilizados sob a supervisão de um adulto.

Por uma questão ecológica ou de custos, o isopor pode ser substituído por outro material, como papelão ou EVA, contudo, deve-se sempre levar em conta a escala vertical que se pretende dar ao modelo e o material escolhido deve estar de acordo com ela.

A partir de estudos mais aprofundados, as maquetes podem ser utilizadas também para o ensino de estudantes cegos ou com visão subnormal. Para tanto, existem pesquisas próprias a respeito de cartografia tátil, que se preocupa em produzir ou adequar mapas e maquetes às necessidades destes estudantes.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


COLLISCHONN, É. Maquetes de Municípios - Um Recurso Didático. In: Agora. Santa Cruz do Sul, v.3, n.1, p. 75-89, 1997.

OLIVEIRA, Barbara Renata; MALANSKI, Lawrence Mayer. O uso da maquete no ensino de geografia. In:Extensão em Foco. Curitiba, n 2, p. 181-189, jul./dez. 2008. Ed. UFPR. 
Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/extensao/article/viewFile/24783/16618>.
Acesso em: 10 set. 2014.

sábado, 18 de outubro de 2014

Homem: A Obra prima Divina.

Por: Huellington Robert Vargas da Silva.                   

Figura 01. Homem Vitruviano. Fonte: http://pegasus.portal.nom.br

Desde o inicio da humanidade a representação da figura humana vem sendo foco de manifestações artísticas, nas pinturas rupestres, pinturas e esculturas egípcias, esculturas gregas, ilustrações bíblicas, entre outros exemplos.

A Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura nos esclarece que,

O próprio Da Vinci se encarregou de calcular as medidas do corpo de um homem jovem e anotou as oportunas correções, o Homem vitruviano, no modelo da beleza física do ser humano. O conhecimento das divinas proporções, em movimento e em repouso, era um caminho de aproximação com as leis inseparáveis da essência do cosmos – e, consequentemente, às estruturas da natureza e do corpo humano. Tanto para Leonardo como para os pensadores do Renascimento, o homem era o modelo e o centro do universo. Portanto, a razão para a importância de conhecer com exatidão suas proporções. A “maquina humana” era semelhante à “maquina do mundo”. (2007,  p. 70).

O corpo humano é considerado perfeito, “Belo”, porque ele é de forma matemática, “simétrico”. Por essa razão que escultores gregos como Policleto e Lisipo (a.C), estudaram um modo de se representar a figura humana dentro de um padrão matemático, geométrico, conhecido como Cânone ou Cânon. E é este padrão de proporção que alguns artistas se baseiam até os dias de hoje.  
Publicado em 1509, o livro Divina Proporcione, dos matemáticos Luca Pacioli e Leonardo Da Vinci, mostra que todas as coisas na natureza evoluem exponencialmente e possuem proporções exatas. Daí nasceu o conceito da proporção áurea, das proporções perfeitas que podem ser matematicamente calculadas, que passou a ser aplicado na arte e na arquitetura. (JUBRAN, 2011, p. 27).

O Artista que estuda a figura humana tem como meta o estudo da anatomia, o estudo das estruturas ósseas, musculares, que se modificam com o tipo de sexo, idade, raça, posição em que se encontra e sua perspectiva.
A arte do Antigo Egito, por motivos religiosos, não refletia o grande conhecimento que os egípcios adquiriram da anatomia humana. Já no Renascimento, houve uma renovação no interesse do estudo cientifico do movimento da figura humana, aliada aos novos conceitos de perspectiva. (JUBRAN, 2011, p. 27):
Da Vinci era um artista à frente de seu tempo, corroborando com ilustrações do corpo humano, seu fascínio para conhecer um pouco mais o que havia internamente sobre diferentes ângulos da anatomia, fez que ele estudasse em cadáveres, para aumentar a sua compreensão em seus trabalhos. 
Como afirma o ensaísta Mario Satz em sua introdução a Desenhos anatômicos de Leonardo da Vinci, “desta necessidade sentida pela cultura, surge a simbiose ciência-arte; os médicos precisam de amplos conhecimentos anatômicos e preparação dos artistas em formação passa pelo estudo da anatomia humana. (Coleção Folha, 2011, p. 92)
Os desenhos como aqueles feitos por Da Vinci referindo as entranhas do corpo físico, auxiliaram aos missionários médicos a entender melhor a organização sistemática sobre nosso corpo. Dando a estes, melhores perspectivas desta criação divina já inanimada. Aonde não existiam tecnologias de maquinas fotográficas, computadores, Raio-X, as ilustrações de artistas vêm a somar nos conhecimentos na área da medicina dos séculos posteriores, até os dias de hoje. 
Hoje consideramos nosso corpo principalmente com uma objetividade cientificamente embasada. Essa mudança em nossa percepção se deve à informação científica facilmente disponível, que oferece acesso aparentemente direto a territórios da medicina antes desconhecidos. Não foi apenas o volume de informações que aumentou, os meios de transmissão também se diversificaram. Em razão de novas técnicas de criação de imagens nas tecnologias médicas não-invasivas, nossa percepção de nossos eus corporais mudou de atitudes passivas para ativas no que se refere ao controle de nosso corpo. (CZEGLEDY, 2003, p. 128)
Os Homens são artisticamente belos, o corpo com a sua plasticidade de sua forma é perfeito, sendo e podendo ser considerado Divino, “imagem e semelhança de Deus”. O corpo desnudo passa de algo puro e belo, como algo pecaminoso por certas ideologias e crenças em determinado período da história. Dentro desses conflitos fez que culturas aceitassem como imaculado o corpo, gerando em contrapartida os tabus. Hoje em dia temos a ação tendenciosa da valorização das formas belas e a exposição desse corpo através de fotos (facebook, self’s), modismos (roupas, músicas), etc. Não querendo se arvorar dentro do que é certo ou errado, porém, a reflexão de como o corpo vem sendo demonstrado ao longo da história e, que o sensual e inocente representados nas Artes, das intenções das cenas de outrora para os dias de hoje!

Em tempo, o exploratório científico do Parque da Ciência Newton Freire Maia, possui em um de seus pavilhões, elementos relacionados a vida e obra de Da Vinci. Tais elementos compõem o acervo do Pavilhão Energia que dentre seus temas enfoca a história da ciência em sua interface com a Arte.


REFERÊNCIAS:

CZEGLEDY, N. Org. DOMINGUES. D. Arte e vida no século XXI: Tecnologia, ciência e criatividade. Arte como Ciência: ciência como Arte. São Paulo: Editora UNESP, 2003.

JUBRAN, A. Desenho à mão livre. 1.Ed. São Paulo. Editora Criativo, 2011.

COLEÇÃO FOLHA. Grandes Mestres da Pintura: Leonardo Da Vinci. Coleção Folha de São Paulo. Org. Tradução Martín Ernesto Russo. Baueri, SP: Editorial Sol 90, 2007.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Conflitos entre Israel e Palestina

POR: ALINE VEIGA

Fonte: http://www.upf.br
Ao ver noticiários de televisão, ou ler jornais e revistas, provavelmente você já deve ter se deparado com reportagens que mostram os conflitos entre Israel e Palestina. Este é um assunto muito presente na atualidade, porém os conflitos na região são antigos, e ocorrem basicamente por disputas pela soberania e poder territorial entre grupos étnicos distintos: árabes e israelenses.

Fazem parte do Oriente Médio os Estados do Iêmen, Omã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Afeganistão, Irã, Turquia, Iraque, Síria, Jordânia, Líbano e Israel. Exceto Israel, nestes países a religião predominante é a mulçumana. A região do Oriente Médio denominada Palestina (Palestina não é um Estado-nação) pertencia a Grã-Bretanha, e em 1947 foi partilhada pela ONU em dois territórios: um árabe e um judeu – sendo criado, assim o Estado de Israel. A partir da criação de Israel, nação judaica em território muçulmano, as tensões na região se agravaram.

Figura 01. Atual configuração territorial do Oriente Médio.
Fonte: folha.oul.com.br

A disputa territorial se dá principalmente por regiões consideradas sagradas para as duas religiões, envolvendo questões históricas e culturais. Porém, também há territórios com disponibilidade de recursos naturais, como água e petróleo, além de terras para produção agrícola e fixação da população. Justamente por seus recursos naturais – em específico o petróleo – os conflitos da região sempre tiveram intervenção estrangeira, em decorrência de interesses envolvidos.

Figura 02. Partilha da Palestina proposta pela ONU em 1947.
Fonte: redes.moderna.com.br
Após a divisão do território Palestino, foi criado então o Estado de Israel, que se tornou uma nação independente em 1948. No dia seguinte a sua independência, em maio de 1948, Israel é atacado por algumas das nações árabes de seu entorno: Líbano, Síria, Iraque e Jordânia. O território de Israel resiste ao conflito. Em 1967, no confronto conhecido como Guerra dos Seis Dias, Israel volta a ser alvo de ataques, desta vez a mobilização partiu da liderança egípcia de Gamal Abdel Nasser. Porém, antes dos ataques contra Israel, o Estado judeu atacou Egito e Síria, dominando parte do território da Jordânia (a Cisjordânia) e tomando a Faixa de Gaza (antes controlada pelo Egito).

Em 1973 ocorre outro grande conflito, a Guerra de Yom Kippur, quando Síria e Egito atacam Israel, buscando retomar os territórios conquistados por Israel na Guerra dos Seis Dias. Este conflito durou aproximadamente 20 dias, Israel continuou ocupando os territórios dominados.

Em 1993 é assinado o Acordo de Oslo, e então Israel desocupa a Faixa de Gaza - que atualmente encontra-se sob domínio do grupo islâmico Hamas – e transfere 43% do território da Cisjordânia aos palestinos. O acordo fracassa no ano de 1995, quando o então primeiro ministro de Israel, Yitzhak Rabin é assassinado, o que gera novas tensões na região.

Recentemente, os conflitos voltaram a intensificar-se. Em junho deste ano, três adolescentes israelenses foram tidos como desaparecidos e, dias depois, encontrados mortos. O grupo Hamas (organização palestina, pertencente ao fundamentalismo islâmico), que controla a Faixa de Gaza, foi responsabilizado pelo sequestro e assassinato dos adolescentes. Além deste fato, Israel também alega que o Hamas possui grande arsenal armamentista, por isso, os ataques e tentativas de controle sobre a Faixa de Gaza seriam uma defesa para sua nação.

Já os palestinos alegam que o controle de Israel sobre o território da Faixa de Gaza seria abusivo; e também responsabilizam alguns judeus extremistas pelo assassinato de um adolescente palestino em Jerusalém, no mês de julho. Estima-se que 1900 pessoas foram mortas em decorrência destes últimos confrontos, a maioria civis.

Figura 03. Ataque israelense a região de Shajaya.
Fonte: g1.globo.com



REFERÊNCIAS

DIAZ, Carla da S.; BRAGA, Paula L. A. M. A Geopolítica de Israel. Disponível em <http://alfarrabista.files.wordpress.com/2009/04/a-geopolitica-de-israel.pdf> Acesso em: Ago/2014.

SAMPAIO, Fernando G. Notas sobre o Fundamentalismo Islâmico. Disponível em: <http://www.defesanet.com.br/esge/nsfi.pdf> Acesso em: Ago/2014.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ilustração Botânica

Por: Huellington Robert Vargas da Silva

Antes do advento das câmeras fotográficas, alguns desbravadores e estudiosos registravam o que viam através de desenhos, ilustrações e pinturas, para registrar locais, ambientes, animais e tudo mais que merecesse a devida atenção. E foram estes registros que auxiliaram historicamente a catalogar espécies da flora e fauna de um determinado lugar, antes despercebidos por muitos. Surgi, então, no século XVI, a ilustração cientifica, para divulgação da ciência e a preservação da natureza. O ilustrador botânico tem que retratar de forma fiel a planta que é observada. Este trabalho vem a contribuir, pois a intenção é reproduzir de forma artística e científica as plantas de maneira que sejam reconhecidas cientificamente, com suas riquezas de detalhes, peculiaridades de cada espécie, anexando geralmente junto o nome científico da planta descrito abaixo da ilustração. 

No século XX, houve um novo renascimento da ilustração botânica. Mesmo hoje em dia com a tecnologia e a ajuda de câmeras fotográficas de ultima geração, a contribuição para o registro de imagens e peculiaridades das plantas,em nada substitui o olhar e a habilidade do ilustrador, até porque, em alguns casos a planta a ser documentada pode ser antiga, ou fragmentada ou comida por insetos,e um ilustrador habilidoso consegue reconstituir. Segundo a ilustradora botânica Dulce Nascimento, a ilustraçãobotânica é usada além de apoio nas pesquisas e teses, livros, na divulgação das espécies, em quadros em exposições para o público apreciar e aprender, etc.

Porém, acima de tudo está a preocupação científica e em segundo lugar fica a preocupação com a estética. Jamais se pode desenhar uma folha que não exista ou uma cor mais forte para a composição ficar mais atraente, porque aí passa a serum desenho artístico e não cientifico. 

Estes trabalhos são feitos em pranchas, que necessitam muitas vezes de muito tempo para serem feitas, meses e alguns casos até anos, para serem concluídas utilizando-sevárias outras técnicas, entre elas a pintura a óleo, acrílica, air brush (aerografia), lápis de cor e uma das mais modernas que é a digital, facilitando assim o entendimento das imagens por meio de computadores. Por esta razão a paciência, persistência, concentração e a honestidade com o que se observa são características primordiais a um bom ilustrador botânico. 



Figura 01 - Ilustrações de Dulce Nascimento Foto: Arquivo/Dulce Nascimento

REFERÊNCIAS:

http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI315107-18095,00-ILUSTRACAO+BOTANICA+E+CARREIRA+PROMISSORA+NO+PAIS.html

http://www.ceciliatomasi.com.br/?page_id=10

http://www.dulcenascimento.com.br/NewFiles/ilustracao.html

terça-feira, 14 de outubro de 2014

ORIGEM DA ÁGUA NA TERRA

Por: Marcelo Domingos Leal

Fonte: http://www.diaadiarevista.com.br/

No começo dos anos 2000, alguns estudos foram publicados demonstrando que a água que hoje temos em nosso planeta, foi trazida para cá através de cometas, chamados de planetessimais ou protoplanetas. Segundo os cientistas estes corpos teriam se chocado com a Terra durante milhões de anos, abastecendo nossos então futuros mares e oceanos.
Porém, uma nova pesquisa lançada em fevereiro deste ano (2014), começa a trazer uma luz maior sobre a real origem da água no planeta. Esta pesquisa realizada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Guaratinguetá, em colaboração com colegas da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e do Instituto de Astrobiologia da agência espacial norte-americana (Nasa), desenvolveram um modelo mais preciso para determinar a origem da água e da vida na Terra. Realizado no âmbito do projeto de pesquisa “Dinâmica orbital de pequenos objetos”, apoiado pela FAPESP, o modelo foi descrito em um artigo publicado no The Astrophysical Journal, da Sociedade Americana de Astronomia, e apresentado no dia 24/02/2014 no UK-Brazil-Chile Frontiers of Science.
Segundo este novo modelo, a crença de que apenas cometas tenham trazido a água para nosso planeta estaria desatualizada. A quantidade de água que esses objetos celestes, compostos de gelo, podem ter fornecido a Terra (baseado na medição da quantidade de deutério (o hidrogênio mais pesado) da água deles), revelaram, no entanto, que estes não foram as maiores fontes. Estes corpos não poderiam ter contribuído com uma fração tão significativa de água para o planeta como se estimava. As simulações computacionais dizem aos pesquisadores que esta contribuição foi de no máximo 30%.
Mas se apenas 30% da água que temos hoje chegou a Terra por estas vias, de onde veio o restante. Esta pesquisa e outras publicadas também no inicio dos anos 2000, sugerem que uma parte deste recurso possa ter vindo de outros objetos planetesimais (que deram origem aos planetas), como asteróides carbonáceos – o tipo mais abundante de asteróides no Sistema Solar –, por meio da interação com planetas e embriões planetários durante a formação do Sistema Solar. A hipótese foi confirmada nos últimos anos por observações de asteróides feitas a partir da Terra e de meteoritos (pedaços de asteróides) que entraram na atmosfera terrestre.

Outras possíveis fontes de água da Terra, também propostas nos últimos anos, são grãos de silicato (poeira) da nebulosa solar (nuvem de gás e poeira do cosmos relacionada diretamente com a origem do Sistema Solar), que encapsularam moléculas de água durante o estágio inicial de formação do Sistema Solar.

As pesquisas realizadas pela equipe conseguiram estimar a contribuição de cada um desses objetos celestes com base nesse “certificado de origem” da água encontrada na Terra, por meio de simulações computacionais. Além disso, conseguiram determinar qual o volume de água que cada uma dessas fontes forneceu e em que momento se deu esta contribuição durante a formação da Terra.

“A maior parte veio dos asteróides, que deram uma contribuição de mais de 50%. Uma pequena parcela veio da nebulosa solar, com 20% de participação, e os 30% restantes dos cometas”.


QUANTIDADE E DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NO PLANETA

Toda a biota, assim como a maior parte dos ecossistemas terrestres, além dos seres humanos necessita de água doce para sua sobrevivência. Entretanto, cerca de 97,5% da água de nosso planeta está presente nos oceanos e mares, na forma de água salgada, ou seja, imprópria para o consumo humano e da maioria dos outros seres vivos. Dos 2,5% restantes, que perfazem o total de água doce existente, 2/3 estão armazenados nas geleiras e calotas polares. Aproximadamente 0,77% de toda a água está disponível para o nosso consumo, sendo encontrada na forma de rios, lagos, água subterrânea, incluindo ainda a água presente no solo, atmosfera (umidade) e na biota (Figura 1).



Figura 01 – Distribuição Água na Terra
Fonte: Ciência hsw UOL 

No nosso planeta, a água se apresenta em diferentes compartimentos, conforme mostra a Tabela 1 (USGS, 1999). A quantidade de água presente em cada um destes compartimentos, assim como o seu tempo de residência, varia bastante. Os oceanos se constituem no maior destes compartimentos, onde a água tem um tempo de residência de aproximadamente 3 mil anos. Eles são ainda a fonte da maior parte do vapor d’água que aporta no ciclo hidrológico. Sendo grandes acumuladores do calor oriundo do sol, os oceanos desempenham um papel fundamental no clima da Terra. O segundo maior reservatório de água do planeta são as geleiras e calotas polares. O continente Antártico contém cerca de 85% de todo o gelo existente no mundo. O restante pode ser encontrado no Oceano Ártico, Groenlândia e uma pequena parcela no cume das montanhas.

As águas subterrâneas encontram-se abaixo da superfície em formações rochosas porosas denominadas aquíferos. Estas águas têm influência e também são influenciadas pela composição química e pelos minerais com os quais estão em contato. Os aquíferos são reabastecidos pela água que se infiltra no solo e eventualmente flui para reservatórios que se localizam abaixo de seu próprio nível.

Corpos de água doce em contato direto com a atmosfera compreendem lagos, reservatórios, rios e riachos. Coletivamente, estas águas são chamadas de superficiais. A concentração de sais na água faz com que as águas superficiais sejam divididas em duas grandes categorias. Águas doces se distinguem de águas salinas pelo seu baixo conteúdo de sais, sendo normalmente encontradas em rios e lagos. O exemplo mais significativo de águas salinas é o das águas oceânicas. Via de regra, águas salinas apresentam níveis de cerca de 35 g.L-1 de espécies dissolvidas, entre as quais as predominantes são formadas por íons de sódio e cloreto. O encontro das águas doces e salinas resulta em regiões denominadas estuários. Nestas regiões, observa-se geralmente um gradiente de salinidade, cujos níveis aumentam à medida que se aproxima da foz do rio.

Finalmente, a atmosfera é o compartimento que contém a menor quantidade de água, além de ser aquele onde a água tem o menor tempo de residência, cerca de 10 dias. A atmosfera contribui para a precipitação, que em última instância é o meio através do qual a água que se evapora predominantemente dos oceanos é devolvida à terra. O ciclo hidrológico (Figura 2), através da evaporação das águas oceânicas e da precipitação, principalmente, é responsável pela reposição da água doce encontrada no planeta (Manahan, 1997).


 Figura 02 – Ciclo Hidrológico. Fonte: http://www.estudopratico.com.br

Contudo, como todos nós sabemos, a ocorrência de chuva no planeta se dá de forma bastante diferenciada. Regiões com regimes de precipitação bastante abundantes dão suporte a densas florestas. Outras regiões têm ocorrência de chuvas praticamente nula e se constituem em desertos. Em virtude disto, podemos imaginar volumes bastante variáveis de água circulando sobre diferentes regiões do globo. Em regiões com índices elevados de ocorrência de chuva, existe água suficiente para toda a biota natural, assim como para os seres humanos. Entretanto, em regiões mais secas, especialmente aquelas com elevada densidade populacional, existe um número crescente de conflitos em função das necessidades humanas e naturais.

DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA NO PLANETA
RESERVATÓRIOS
VOLUME, KM3
PERCENTUAL, %
Oceanos
1.320.305.000
97,24
Geleiras e Calotas Polares
29.155.000
2,14
Águas Subterrâneas
8.330.000
0,61
Lagos
124.950
0,009
Mares
104.125
0,008
Umidade do Solo
66.640
0,005
Atmosfera
12.911
0,001
Rios
1.250
0,0001
Total
1.358.099876
100

 Tabela 1 – Percentual Água na Terra. Fonte: Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola

Mas, se temos a noção e os dados de como a água está distribuída no planeta, como podemos quantificar a sua distribuição nos continentes e nos fragmentos de territórios criados pelo homem, os países. Na figura 03 abaixo, podemos analisar como a água está dividida entre os continentes, e podemos imaginar como isto afeta os 191 países reconhecidos pela ONU (não constam neste número Taiwan, que não é reconhecido pela China e o Vaticano), conforme a sua localização.

 Figura 03 – Distribuição relativa dos recursos hídricos no planeta. Fonte: Conexão Química

Na figura acima fica evidente que a distribuição de água doce no planeta é desigual, e isto afeta diretamente a população dos países que estão principalmente em continentes como a África, a Oceania e a América Central. Aliada a esta distribuição irregular deste recurso, podemos ver na figura 04 abaixo, que a escassez de água não se dá apenas pela falta deste recurso, mas também por questões econômicas e políticas.


Figura 04 – Distribuição e Disponibilidade de Água.  Fonte:Blog Profa Rosemary Cintra

Esta falta de recurso hídrico causou e ainda vem causando conflitos entre governos de cidades, estados e países, espalhados pelo planeta. Abaixo alguns dos mais interessantes destes conflitos pelo controle deste bem, que segundo muitos estudiosos será o estopim para a 3° Guerra Mundial.
  • 1924 Califórnia, Estados Unidos – O aqueduto de Los Angeles foi bombardeado durante sua construção, na tentativa de impedir que a água do Owens Valley fosse desviada para abastecer a cidade de Los Angeles.
  • 1965-1967 Israel e Síria – Conflito armado gerado por obras efetuadas pela Síria para o desvio das nascentes do rio Jordão, o que supostamente iria causar um colapso no abastecimento do aqueduto nacional de Israel. Houve fogo cruzado até que a Síria suspendeu as obras em meados de 1966, sendo que Israel destruiu esta mesma em 1967.
  • 1990 África do Sul – Depois de seguidos protestos contra a falta de saneamento e condições de vida, políticos pró-apartheid cortaram o fornecimento de água para um bairro onde moravam 50 mil negros.
  • 1999- 2000 Namíbia, Botsuana, Zâmbia – Disputa entre estes países pelo acesso a água do rio Zambezi. O conflito foi julgado na Corte Internacional de Justiça, em Haia, na Holanda
  • 2001 Chile, Bolívia – Conflito entre estas nações pelo direito de uso da água do rio Lauca.

Além dos conflitos pela água, a água durante a história da humanidade também tem sido utilizada como arma, e abaixo estão listados alguns conflitos que usaram a água como arma.

  • Vietnã 1959-1976, Trilha Ho Chi Minh – Esta trilha que abastecia o exécito comunista Vietcong com munição, armas e suprimentos afins, cortava o Laos e o Camboja, sem que houvesse confrontos desnecessários com as tropas capitalistas. Nestas trilha, muitas armadilhas usando a água da plantação de arroz para esconder lanças, ou buracos coberto por água na floresta foram usados pelos vietnamitas. Além disso, as altas taxas pluviométricas eram uma arma do exécito viecong
  • 1970 Argentina, Brasil e Paraguai – O anúncio da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, uma parceria entre Brasil e Paraguai, utilizando o rio Paraná como base, causou reações não muito amigáveis do governo argentino. Este mesmo declarou que a construção da usina iria inviabilizar a construção da Represa de Yacyretá em seu território, além de provocar sérios danos ambientais. Outro agravante é que esta barragem poderia ser usada como arma caso os dois países entrassem em conflito armado, e toda a água do Lago de Itaipu iria inundar cerca de 40% do território argentino.


COMO USAMOS A ÁGUA

Quando ligamos a torneira em nossas casas, temos a impressão que este é o único meio do qual utilizamos água. Porém, o uso de água por um indivíduo pode estar relacionado comm várias práticas. Vejamos quais são estas:

A utilização da água pelo homem depende da sua disponibilidade, da realidade socioeconômica e cultural, das formas de captação, tratamento e distribuição. Os principais usos da água são:

Abastecimento público – uso mais nobre da água – subdividido em uso doméstico (como fonte de vida, bebida, no preparo de alimentos, higiene pessoal, limpeza na habitação, irrigação de jardins e pequenas hortas particulares, criação de animais domésticos, entre outros) e público (moradias, escolas, hospitais e demais estabelecimentos públicos, irrigação de parques e jardins, limpeza de ruas e logradouros, paisagismo, combate a incêndios, navegação, etc). 
Industrial – como matéria-prima, na produção de alimentos e produtos farmacêuticos, gelo e etc, em atividades industriais onde a água é utilizada para refrigeração, como na metalurgia, para lavagem nas áreas de produção de papel, tecido, em abatedouros e matadouros, etc e em atividades em que é utilizada para fabricação de vapor, como na caldeiraria, entre outros. 
Comercial – em escritórios, oficinas, nos centros comerciais e lojas, em bares, restaurantes, sorveterias, etc. 

Agrícola e pecuário – na irrigação para produção de alimentos, para tratamento de animais, lavagem de instalações, máquinas e utensílios 

Recreacional – Em atividades de lazer, turismo e socioeconômicas, nas piscinas, lagos, parques, rios, etc. 

Geração de energia elétrica – Na produção de energia através da derivação das águas de seu curso natural. 

Saneamento – Na diluição e tratamento de efluentes.

Estes usos da água citados acima também podem ser sintetizados de uma forma mais simples, como no quadro abaixo, que nos mostra como a água é utilizada por três importantes setores da nossa sociedade.


Figura 05 – Uso da Água por Região e Setor. Fonte: Planeta Orgânico
 


PEQUENA HISTÓRIA DA ÁGUA

Se a água está em nosso planeta há mais de 3 bilhões de anos, e foi fundamental para o surgimento e manutenção da vida no planeta, para nós seres humanos ela vem sendo de suma importância a poucos milhares de anos, tempo de surgimento da nossa espécie.

Há milhares de anos, dez sóis aqueciam terrivelmente a Terra, e então fora chamado um grande arqueiro que atirou suas flechas certeiras e derrubou nove dos dez enormes planetas de fogo, impedindo assim que toda a nossa água se perdesse.

Esta lenda chinesa, assim como tantas outras pelo mundo afora, tentava ensinar a importância da água aos povos, para que soubessem como usá-la com parcimônia. Pela história passaram dezenas de deuses d’água, adorados por muitas religiões, mas hoje, principalmente nas grandes metrópoles, essa importância foi deixada de lado. “Apenas culturas “modernas” avançadas, guiadas pela ganância e convencidas de sua supremacia sobre a natureza, não reverenciam a água”, diz um trecho do livro “Ouro Azul”, de Tony Clarke e Maude Barlow, que estiveram em Porto Alegre para a terceira edição do Fórum Social Mundial em 2005. “A menos que mudemos nosso comportamento drasticamente, entre metade e dois terços da humanidade estará vivendo com severa escassez de água doce nos próximos 25 anos” dizem T. Clarke e M. Barlow.

A distribuição e a disponibilidade de água potável (do latim potabìlis = “que pode ser bebido”; do grego potamós = “torrente, água que se precipita; rio”), determinou numerosos aspectos da vida econômica, sociocultural e histórica das civilizações antigas. As primeiras civilizações surgiram ao longo de rios e de seus deltas interiores e marítimos. Foi assim no rio Nilo, no Ganges, Tigre e Eufrates, no Mecong, no Iguaçu, Solimões, Colorado, no Jordão, entre outros. Mas não foi fácil lidar com essa água, e muitas civilizações beneficiadas por rios também sofreram com enchentes, secas, salinização das áreas irrigadas, proliferação de mosquitos e doenças causadas por veiculação hídrica. Uma das regiões mais famosas é a do Crescente Fértil, que se constituía numa região do Antigo Oriente excelente para agricultura, exatamente num local onde a maior parte das terras vizinhas era muito árida para qualquer cultivo. O Crescente Fértil começa na costa leste do Mar Mediterrâneo, tomando a forma de uma meia-lua e avançando na direção do Golfo Pérsico. Algumas das terras mais ricas do Crescente Fértil situavam-se na faixa estreita entre os rios Tigre e Eufrates, que os gregos chamavam de “terra entre rios”, nascia então o nome Mesopotâmia. As primeiras civilizações urbanas que manipularam a água para benefício de uma população surgiram nesta região. Com o surgimento destas conseguimos ter noção de uma fração da cronologia sobre a história d’água em nosso planeta a partir dos povos antigos, veja a mesma:

  • Primórdios (a.C.): Potes de barro não cozidos surgiram por volta de 9.000 a.C, e a cerâmica propriamente dita aparece cerca de 7.000 a.C. passando a ser fundamental para o incremento da capacidade de armazenamento da água pelos povos primitivos. Com a formação de sociedades cada vez mais complexas, a irrigação começa a ser utilizada em 5.000 a.C., na Mesopotâmia, na China e no Egito, e nessa altura já se obtinha habitualmente água doce a partir de poços, utilizando-se um balde (embora a maior parte dos aldeamentos se situasse perto de rios).

O sarilho (figura abaixo) e dispositivos semelhantes eram utilizados para aumentar a rapidez da retirada de água dos poços. Juntamente a estas novas tecnologias, os canais de drenagem que recuperam áreas pantanosas do delta do Nilo e dos rios Tigre e Eufrates também tiveram importante papel para as civilizações antigas.


Figura 06 – Sarilho. Fonte: http://aguasdivertidas.ccems.pt

E quanto à distribuição e armazenamento deste recurso? A primeira represa para armazenar água foi construída no Egito em 2.900 a.C. pelo faraó Menes para abastecer a capital, Memphis, e a primeira represa de pedra foi construída pelos assírios em 1.300 a.C. Um sistema eficiente de distribuição de água surgiu em 2.500 a.C. no Vale do Indo, na Índia, e abastecia a cidade de Mohenjo-daro, sendo que este sistema incluía canais para levar água até as casas, além de um sistema completo de coleta de esgoto.

Outro grande avanço em questão de distribuição d’água foram os aquedutos, que são conhecidos da humanidade a milhares de anos. Em 700 a.C. Ezequiel, rei de Judá, construiu o primeiro aqueduto para abastecer Jerusalém, e Senaqueribe da Assíria em 691 a.C., constrói um canal de 80 km e um aqueduto para abastecer a cidade de Nínive. Porém os maiores e mais surpreendentes aquedutos foram os construídos pelos romanos. Christer Bruun, professor de arte clássica na Universidade de Toronto, Canadá, diz que “Os antigos aquedutos romanos eram monumentais maravilhas tecnológicas e arquitetônicas, mesmo quando comparadas às realizações modernas”. Tais aquedutos transportavam água fresca por 90 Km para abastecer uma cidade com mais de um milhão de habitantes, além de que os romanos também separavam a água potável da que era usada para limpar o sistema sanitário.

  • Era Moderna (d.C): As primeiras cidades europeias começam a construir sistemas de abastecimento de água, e o primeiro a ser descrito em 1550, foi o de Ausburgo (figura abaixo) na Baviera (Alemanha). Neste sistema eram utilizadas noras que acionavam parafusos de Arquimedes, os quais elevavam a água até torres altas, aonde esta era canalizada para as residências dos consumidores. No século XVII em Marly, na França, deu-se por terminado um sistema hidráulico extraordinário. Este era acionado por uma série de noras gigantes, desenvolvendo cada uma delas uma força superior a 100 HP (cavalos força), o que facilitou extraordinariamente a retirada de água de poços.

Figura 07 – Sarilho. Fonte: http://aguasdivertidas.ccems.pt

Mas até meados de 1800 a água era apenas retirada e distribuída, e não tratada. Devemos observar que neste período a revolução industrial está a todo vapor, e os rios já começam a ser usados como canais de detritos, o que impossibilitava o consumo imediato da água em algumas regiões. 

Observando este problema, em 1791 James Peacock demonstrou que a água poderia ser filtrada com uma simples ação, deixando a mesma infiltrar-se em um leito de areia, e de pedras com diferentes tamanhos. A água foi pela primeira vez desinfetada com cloro em Dami, na costa italiana do Mar Adriático, como medida de proteção contra as doenças, e o flúor teve sua participação na purificação da água apenas em 1951. A primeira Estação de Tratamento da Água (ETA) foi construída na Inglaterra, na cidade de Londres, em 1829, e filtrava a água do rio Tamisa utilizando apenas um processo físico, a filtração por areia. Desde então as tecnologias para tratamento de água estão cada vez mais avançadas e hoje além de Estações de Tratamento de Afluentes ou Água (ETA’s), contamos também com Estações de Tratamento de Efluentes ou Esgoto (ETE’s).

A água sabe de sua importância para a humanidade há séculos e vive sorrindo dos planos e teorias de economistas, políticos, sociólogos e engenheiros para dominá-la. Basta uma seca, uma chuva torrencial ou uma inundação para produzir resultados mais espetaculares do que guerras, investimentos ou novas tecnologias. Sociedades inteiras desapareceram nas Américas, e em outras partes do mundo, por desequilíbrios ambientais, como os povos da Ilha de Páscoa e os maias, por exemplo. Um período de secas, de origem climática, acabou com a Civilização Maia, proporcionando um banho de sangue a partir de sacrifícios humanos. Muitas culturas não foram capazes de fazer face a pequenas flutuações climáticas, ligadas ao fenômeno conhecido como El Niño (o Menino), como na história da Civilização Moche no Peru, ou a um ataque generalizado de pragas ou novas enfermidades potencializadas por secas ou inundações. Alguns anos de seca e uma pitada de imprevidência humana e eis o Brasil mergulhado num “apagão” devido sua imensa dependência da energia hidroelétrica. Qual seria o resultado de cinco anos ininterruptos de seca sobre o abastecimento em água da cidade de São Paulo ou sobre a geração e o fornecimento de energia no Brasil?

Esses fatores colocam os seres humanos como dependentes da água como nenhuma outra espécie do planeta, e cuidar dela faz-se necessário para nossa sobrevivência.


REFERÊNCIAS


GRASSI, M. T. As Águas do Planeta Terra - Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola. Edição Especial, Maio 2001. UFPR – PR.

ARAUJO, L. M.; FRANÇA, B.; POTTER, P. E. Aqüífero Gigante do MERCOSUL no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai: Mapas hidrogeológicos das Formações Botucatu, Piramboia, Rosário do Sul, Buena Vista, Misiones e Tacuarembó. UFPR e PETROBRÁS, 16 p. Curitiba, Paraná - Brasil.

BARROS, C.; PAULINO, W. R. O Corpo Humano.  7ª série. Editora ática. São Paulo, 2004.

SOARES, J. L. Biologia: Volume 1 - 8ª edição. Editora Scipione. São Paulo, 1999.

KASTING, J. F. Origens da Água na Terra. Scientific American Brasil – Novas Luzes sobre o Sistema Solar. N°9 – Edição Especial, p. 30-35 fev./mar. 2005. 

ANA. Regiões Hidrográficas. Acesso em: 2014. Disponível em: http://www.ana.gov.br

INFO Abril. Pesquisadores Desenvolveram Modelo sobre Origem da Água na Terra. Acesso em: 2014. Disponível em: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2014/02/pesquisadores-desenvolvem-modelo-sobre-a-origem-da-agua-na-terra.html

Rede das Águas – Usos da Água. Acesso em 2014. Disponível em: http://www.rededasaguas.org.br/questao-agua/usos-da-agua/

Planeta Orgânico – Uso da Água na Agricultura. Acesso em 2014. Disponível em: http://planetaorganico.com.br/site/index.php/uso-da-agua-na-agricultura/