quarta-feira, 30 de setembro de 2015

ATIVIDADE DE ASTRONOMIA REÚNE MAIS DE 200 PARTICIPANTES NO PARQUE DA CIÊNCIA!

Apesar do tempo chuvoso, mais de 200 pessoas compareceram ao Parque da Ciência na expectativa de contemplar a Superlua e o Eclipse Lunar total na noite do dia 27/09/2015. 

Para este evento raro, a equipe do Parque organizou uma programação especial iniciando às 20:00h, a qual envolvia sessões de planetário, observação do céu com telescópios e identificação das principais constelações e estrelas até às 23:30h.

Infelizmente, as condições climáticas não permitiram a observação direta destes e outros fenômenos e objetos celestes, mas acreditamos que as sessões de planetário tenham preenchido esta lacuna, por mais que a expectativa de todos era presenciar o fenômeno ao vivo.

Outras atividades semelhantes estão programadas até o final do ano. Para manter-se informado, siga a página do Parque no Facebook (www.facebook.com/parquedaciencia) ou visite o site ou blog do Parque da Ciência! 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PARQUE DA CIÊNCIA PROMOVERÁ OBSERVAÇÃO DO ECLIPSE LUNAR NESTE DOMINGO!


Parque da Ciência estará com uma programação especial neste domingo dia 27/09/2015, a partir das 20:00h, disponibilizando seus telescópios à população para que possa contemplar o Eclipse Lunar total e a Superlua, entre outros astros e fenômenos celestes até as 23:30h. 

O Eclipse Lunar ocorre em função da Lua atravessar o cone de sombra da Terra, ou seja, nosso planeta bloqueia a luz proveniente do Sol que é responsável por iluminar a a Lua. Tal fenômeno deveria deixá-la com um aspecto escuro porém, uma pequena parcela da luz solar que atravessa a atmosfera de nosso planeta perde energia neste processo e atinge a superfície lunar com uma tonalidade próxima do vermelho, dando-lhe o aspecto da famosa "Lua de Sangue".

Já a superlua é a coincidência da Lua Cheia ocorrer quando esta encontra-se no ponto de sua órbita de menor distância em relação à Terra, chamado de perigeu, conferindo-lhe tamanho  e brilho ligeiramente maior do que o normal.

O eclipse deste domingo é particularmente raro porque coincide com o fenômeno da Superlua, fato que só se repetirá em 2033.

Então, venha observar a Lua, Saturno, constelações e outros objetos curiosos do céu!

Não há limite de idade e as atividades são gratuitas! Em caso de tempo fechado, serão ministradas sessões de Planetário.


EVENTO: OBSERVAÇÃO DO CÉU EM GERAL E DO ECLIPSE LUNAR TOTAL


QUANDO: 27/09/2015, A PARTIR DAS 20:00h.

ONDE: PARQUE DA CIÊNCIA NEWTON FREIRE MAIA (ANTIGO PARQUE CASTELO BRANCO)
ESTRADA DA GRACIOSA 7400 - KM 20 - JD. BOA VISTA - PINHAIS

INFORMAÇÕES: (41) 3666 - 6156

ATIVIDADE GRATUITA!

COMO CHEGAR:


VIA TRANSPORTE PÚBLICO:

1) LINHA 073 - CTBA/Q BARRAS (GRACIOSA)

Deslocar-se até o Terminal do Guadalupe no centro de Curitiba e pegar a linha 073 - Curitiba / Quatro Barras (Graciosa). Descer no ponto em frente à Portaria do Globo de Madeira do Parque da Ciência.

VIA AUTOMÓVEL:

Partindo de Curitiba, deslocar-se até a BR 116, pista sentido São Paulo. Passando o Clube de Campo Santa Mônica e o Posto Colina, atentar para as placas indicativas à direita da pista. Após o Posto Colina, seguir pela saída à direita observando as placas com o nome "Parque Newton Freire Maia". Seguir cerca de 2km pela Rua Luis Berlesi até trecho novo da Estrada da Graciosa devendo, então, virar à esquerda e seguir até a Portaria do Globo de Madeira.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

sábado, 5 de setembro de 2015

ROBÔS COM INSTINTO ANIMAL. SERÁ?

Figura 1 – Robô Águia. Fonte: Technology Blog

Acredito que a maioria dos leitores deste texto já assistiu ou, pelo menos, ouviu falar dos filmes “Exterminador do Futuro”, “Star Wars”, “Blade Runner”, “Matrix”, “Robocop” ou “Gigantes de Aço”. Nesses filmes, os robôs que faziam parte da ficção científica ganharam “vida” e se tornaram presentes na Terra.

O fato real é que a robótica já está presente em nosso cotidiano. Desde máquinas high-tech funcionando em fábricas e indústrias, passando por robôs que desarmam bombas e minas terrestres, chegando até aos robôs minúsculos que podem entrar em nosso corpo e detectar doenças.

Figura 2 – Robô industrial. Fonte: fgv-eaesp.blogspot.com.br
Figura 3 – Robô desarmando bomba. Fonte: inovacaotecnologica.com.br
Figura 4 – Nano robô . Fonte: Nanomedicina.webnode.
Entre os vários aspectos da robótica na atualidade, quero destacar neste texto uma nova conquista em relação à inteligência artificial. 

Um dos principais elementos que permitiu ao homem realizar suas conquistas como espécie foi a capacidade de planejar e de se adaptar. E isso é um dos principais desafios ao se construir um robô. Até hoje, qualquer robô do mundo, por mais sofisticado que seja, é incapaz de prever algo inesperado que não tenha sido previamente programado em sua central de comando.

Neste contexto, o trabalho publicado por cientistas da França e dos Estados Unidos na revista Nature descrevendo o experimento de um robô de seis pernas que conseguiu se adaptar para manter sua trajetória mesmo após algumas avarias foi considerado um grande feito na Ciência.

Figura 5 – Robô com “instinto animal”. Fonte: Fonte: www.lanacion.com.ar. 

Estes cientistas inspiraram-se na excelente capacidade dos animais para adaptar-se a lesões e ferimentos e desenvolveram um algoritmo que permite aos robôs se adaptarem a falhas e problemas em poucos minutos, voltando sozinhos a executar as tarefas originais. Esse algoritmo foi nomeado de Tentativa e Erro Inteligente e, de acordo com os cientistas idealizadores, esse algoritmo permite ao robô danificado selecionar a melhor estratégia com base em experiências e simulações de um robô sem avaria.

Dessa maneira, o robô usa uma simulação computacional de si mesmo para elaborar um mapa detalhado do espaço onde deve desempenhar suas ações e esse mapa representa, então, as intuições do robô, como uma espécie de “instinto” assim como observado em animais. 

No experimento realizado, o robô antes do problema sofrido havia armazenado em seu cérebro informático milhares de possibilidades de movimentos que eram possíveis pelo seu corpo e pelo espaço no qual se movia, semelhantemente aos seres humanos e aos outros animais. Assim, quando o robô perde uma pata ou sofre um dano em uma de suas articulações (conforme o experimento executado pelos cientistas), o algoritmo revê as melhores opções disponíveis e, em poucos minutos, o robô consegue se adaptar e realizar a tarefa que estava inicialmente prevista. Veja o esquema abaixo:

Figura 6 – Infográfico sobre o experimento do robô com “instinto”. Fonte: Jornal Estadão.

Os autores ressaltam que esse projeto foi possível devido à simplicidade do robô e também do número reduzido de opções que o robô deveria avaliar. Entretanto, esta técnica ajudará a desenvolver no futuro novos robôs mais robustos, eficientes e autônomos. O tipo de inteligência utilizado nesse experimento ajudará na construção de robôs capazes, por exemplo, de sobreviver a avarias depois de catástrofes nucleares, terremotos ou incêndios florestais, assim como melhorar os algoritmos que são usados em veículos sem motoristas e em robôs que realizam tarefas domésticas. 

Finalmente, essa inovação é importante, pois representa um passo em direção a robôs capazes de atuar fora de ambientes fechados e controlados como laboratórios e fábricas, e colocá-los no mundo imprevisível da vida real.

Por: Ednilson Rotini


REFERÊNCIAS

CASTRO, Fábio de. Robôs se adaptam sozinhos a defeitos para continuar funcionando. Jornal O Estado de São Paulo, seção Ciência. Disponível em: <http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,robos-se-adaptam-sozinhos-a-defeitos-para-continuar-funcionando,1695444>. Acesso em: 05/06/2015.

DOMINGUEZ, N. Robôs com instinto animal é a nova conquista da inteligência articifial. Site Uol Notícias, seção Ciência. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2015/05/28/robo-com-instinto-animal-e-a-nova-conquista-da-inteligencia-artificial.htm>. Acesso em: 13/07/2015.

GARCIA, Marcelo. Admirável mundo das máquinas. Site Ciência Hoje. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/09/admiravel-mundo-das-maquinas/?searchterm=Admir%C3%A1vel%20mundo%20das%20m%C3%A1quinas>. Acesso em: 13/07/2015.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O QUE É MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA?

Figura 01: Pintura comemorativa, representando a proclamação do Segundo Império (Reich) Alemão. Fonte: Wikimedia.

O CAMINHO PARA A MODERNIZAÇÃO


Qual é o caminho para a modernidade? De fato, pode-se dizer que existe mais de uma forma de levar adiante o desenvolvimento. O pesquisador Barrington Moore Jr. (1913-2005) investigou a trajetória de diversos países rumo ao desenvolvimento industrial, apontando alguns fatores importantes na passagem das sociedades que a população dependia principalmente do campo e da agricultura para um estágio em que as cidades e a indústria passam a ser um elemento preponderante para a referida sociedade como um todo.

Assim, seu estudo indica que alguns países, tendo passado por agitações que poderíamos chamar de “revoluções burguesas”, colocaram em xeque as tendências centralizadoras do poder, favorecendo o florescer de experiências democráticas com maior participação da população na substituição de leis arbitrárias e na elaboração de leis mais justas (MOORE, p. 478). Este seria o caso de países como os Estados Unidos, a França e a Inglaterra que, através de conflitos bastante violentos, como a guerra Civil Americana, a Revolução Francesa e a Revolução Puritana, viram crescer a influência de grupos sociais com bases econômicas independentes.

Estes grupos, mais favoráveis ao capitalismo e à democracia, conduziam a sociedade de maneira que, à medida que a economia no molde capitalista ia se estabelecendo, ocorria o desmantelamento da sociedade rústica anterior.

Em outros países, como a Rússia, a nobreza não se direcionou ao desenvolvimento de uma agricultura comercial, conservando “suas propriedades e seu poder sobre os servos” (MOORE, 482), assim, ao mesmo tempo que se distanciava do czarismo, evitava também uma revolução de caráter burguês. De maneira análoga, a sociedade chinesa ficou, também, impedida de se organizar mais democraticamente, acumulando as tensões das massas camponesas de forma a eclodirem em revoluções que levariam ao estabelecimento de ditaduras comunistas.

Um terceiro conjunto de países experimentou um certo crescimento das atividades comerciais e industriais sem que houvesse uma ampla modificação das estruturas sociais, no sentido de uma democracia parlamentar. Neste grupo estariam, por exemplo, a Alemanha e o Japão, que tiveram um grande avanço industrial no início do século XX, contando com uma aproximação entre parcelas das seculares elites proprietárias de terras (como os Junkers alemães ou os samurais japoneses) e os comerciantes e industriais que conquistavam importância.

Figura 02: Aproximação entre samurais e soldados do exército imperial no período final do Xogunato. Fonte: Wikimedia.

A convergência dos interesses destes grupos sociais elevados contra camponeses e operários teve um efeito reacionário – enfatizado pela lealdade para com os superiores, pelas noções tradicionais de honra e pelo repúdio ao trabalho e às atividades geradoras de lucro. A preservação destes elementos da ética militar entre a nobreza foi um obstáculo à criação de uma sociedade livre formada por pessoas teoricamente iguais, o que levou à passagem por um período democrático instável que culminaria em regimes de orientação fascista.

No caso alemão, a “revolução vinda de cima” contou com o apelos patrióticos contra inimigos estrangeiros para, através da exaltação das tradições militares aristocráticas, canalizar a lealdade das populações em direção ao Estado unificado em torno da fortalecida monarquia prussiana dos Hohenzollern. (MOORE, p. 503-506)

Soma-se ao estímulo à indústria de armamentos, a formação de uma estrutura burocrática e repressiva, em que os militares e a polícia mantém em xeque os grupos que podem oferecer resistência à centralização dos poderes, ocasionando uma separação entre “governo e sociedade”. Como sugeria um ditado alemão, mencionado por Barrington Moore Jr., “contra os democratas só os soldados” (MOORE, p. 508).

Os japoneses, por outro lado, perceberam que seria inevitável aderir aos novos processos industriais para preservar o país diante de ameaças estrangeiras. A Restauração Meiji contou com a separação de uma parcela dos samurais, que passaram a se opor ao Xogunato Tokugawa, aliando-se ao imperador.

Algumas das medidas estabelecidas durante o Xogunato exigiam que os poderosos samurais – os daimyo – residissem com suas famílias na capital Edo, aumentando suas despesas e, como eram proibidos de exercer qualquer atividade comercial, os menores deles foram ficando à margem da sociedade. Alguns destes samurais empobrecidos adotavam e tornavam herdeiro algum filho de rico mercador; outros, acabaram por cortara seus vínculos, se tornando ronin que vagabundeavam dispostos a empreendimentos violentos; outros ainda se tornaram comerciantes eles próprios.

A região de Choshu se tornou um refúgio para os ronin, enquanto a região de Satsuma – a “Prússia do Japão” – mantiveram mais fortes os laços feudais e, com o enfraquecimento do Xogunato, acabaram por se aproximar do imperador. De maneira semelhante ao que ocorreu na Alemanha, esta aproximação levou ao à preservação de antigas estruturas de privilégios das antigas elites.

Por Tiago Henrique da Luz

PARA SABER MAIS...

E o Brasil, em qual destes modelos de desenvolvimento se enquadraria?

DOMINGUES, José Maurício. A dialética da modernização conservadora e a nova história do Brasil
Dados, Rio de Janeiro, v. 45, n. 3, p. 459-482, 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0011-52582002000300005&lng=en&nrm=iso>. Acessado em:  Julho de 2015. 

Diniz, E. (2010). Estado, variedades de capitalismo e desenvolvimento em países emergentes. Desenvolvimento em Debate, 1(1), 7-27. Disponível em <http://www.ideiad.com.br/seminariointernacional/arquivo7.pdf>  Acessado em Julho de 2015.


REFERÊNCIAS

MOORE, Barrington, Jr. As origens sociais da ditadura e da democracia : senhores e camponeses na construção do mundo moderno. Santos: Martins Fontes, 1967.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

UMA TRAPAÇA NAS PLANTAS

Figura 01 – Orquídea. Fonte: Biologia da Polinização.

Nas plantas pertencentes ao grupo Angiospermae, a reprodução sexuada é feita pela flor. A flor é considerada um ramo profundamente transformado, constituído de um eixo caulinar e folhas diversamente modificadas, algumas estéreis e outras férteis. As folhas estéreis auxiliam no processo de reprodução, exercendo a função de proteção dos órgãos reprodutivos ou de atração para agentes polinizadores como insetos, pássaros e morcegos. As folhas férteis formam verdadeiros órgãos sexuais masculinos (estames formados pela antera, conectivo e filete) e femininos os carpelos (formados por estigma, estilete e ovário).

A polinização é considerada como a transferência dos grãos de pólen das anteras para o estigma das flores. Dentre as estratégias das plantas para atrair os polinizadores estão os odores, a cor das flores, o tamanho, a morfologia da corola e o tipo de recursos oferecidos (óleos, pólen, néctar). Existem visitantes florais que coletam recursos em flores sem realizar a polinização, e também há espécies de plantas que atraem polinizadores sem oferecer qualquer recurso. Este tipo de associação é denominado polinização por engodo, sendo particularmente comum em plantas polinizadas por insetos. A maioria das espécies polinizadas por engodo simula a presença de recursos florais, como néctar, pólen e local de desova. Em casos extremos, algumas flores simulam características de insetos fêmeas, atraindo machos da mesma espécie que tentam copular com a flor efetuando, assim a polinização. Neste caso, os polinizadores são atraídos por estímulos visuais e olfativos exagerados dos quais se valem as plantas. Existem casos específicos em que plantas produzem aromas extremamente específicos que atraem apenas uma espécie de polinizador.

A literatura registra cerca de 33 famílias e 146 gêneros de plantas com este tipo de polinização. As flores nestes grupos apresentam características que simulam a existência de diversos recursos, utilizados pelos polinizadores como: restos de animais em decomposição procurados por moscas e besouros saprófagos para ovoposição e alimentação, local de abrigo e sinais associados à existência de um parceiro sexual, que atraem principalmente vespas e abelhas do sexo masculino que tentam copular com determinadas estruturas florais. 

Figura 2: Stapeia sp. Fonte:Asclepidarium.
Nas plantas que simulam locais de ovoposição e alimentação, as flores possuem coloração que lembra carcaças em decomposição, mas o odor é a principal fonte de atração dos polinizadores. Os odores lembram esterco, corpos de frutificação de fungos e carne em decomposição. Os polinizadores procuram este tipo de planta para depositar seus ovos na expectativa que suas larvas terão alimento quando eclodirem ou para própria alimentação. Espécies de Stapelia (Apocynaceae) utilizam este tipo de recurso para garantia de polinização.

Já nas plantas que simulam locais de abrigo encontramos o curioso exemplo da orquídea do gênero Serapias da região do Mediterrâneo. As flores simulam locais de abrigo utilizados por espécies de besouros, vespas e abelhas solitárias. Sépalas e pétalas formam um tubo floral que se assemelha a entrada de ninhos e abrigo destes insetos, e a temperatura no interior das flores é superior àquela encontrada no ambiente. 
 
Figura 3: Serapias sp. Fonte: Orchid Species.

Dentre os tipos de polinização por engodo, a simulação de parceiros sexuais, é o mais interessante. Neste tipo de polinização os insetos do sexo masculino são os principais polinizadores, uma vez que as flores simulam a presença de fêmeas. Os machos são atraídos pelas flores á procura de fêmeas e, assim, efetuam a polinização. A polinização por pseudocópula é um caso em que a simulação do parceiro sexual atinge graus elevados de especificidade, uma vez que o inseto macho efetua a polinização quando tenta se acasalar com determinadas partes da flor, a qual simula a presença de uma fêmea. A origem deste tipo de polinização pode estar associada ao surgimento de aromas florais que foram selecionados pelas plantas para defesa contra herbivoria. Estes aromas se assemelhavam aos feromônios de insetos agressivos, os quais passaram a ser atraídos pelas flores e atuar como polinizadores. Na polinização por pseudocópula, os compostos mimetizam feromônios sexuais emitidos por insetos fêmeas, atraindo desta forma indivíduos machos que atuam como polinizadores.
 
Os casos mais famosos podem ser observados em espécies do gênero Ophrys (Orchidaceae), nas quais o labelo das flores mimetiza diversas características dos insetos fêmeas. Os machos confundem-as com fêmeas e pousa roçando seu dorso nas polínias (massas de grãos de pólen) onde as mesmas aderem-se ao inseto e este passa a outras flores fecundando o estigma contido em uma invaginação da coluna. A atração dos zangões se dá por meio visual como também por meio bioquímico, sendo que este gênero secreta a mesma substância das fêmeas de himenópteros. A fecundação é facilitada devido à emergência das ninfas dos machos antes das fêmeas, os machos após um tempo aprendem a diferença e passam a não mais polinizar as flores, portanto são favorecidas aquelas que florescem cedo. O tamanho do labelo é um modo de seleção do polinizador.

Por Tamara Francislaine Santana


REFERÊNCIAS

Boletim CAOB Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil. Nº58 Abr/ Jun, 2005. Fonte: file:///C:/Users/Herbario/Downloads/Sistemas%20de%20poliniza%C3%A7%C3%A3o%20em%20orqu%C3%ADdeas.pdf. Visitado no dia 10/08/2015 às 10:45.

DRESSLER, R. L. The Orchids, Natural History and Classification. Harvard University Press. Harvard, 1981.

GLOVER, B.J. Understanding flowers and flowering na integrated Apporoach. Oxfor press, 2007.

PERCIVAL, M. Biology floral. Pergamon Press, 1965.

RECH, A.R., AGOSTINI. K., OLIVEIRA EP.E., MACHADO I.C. Biologia da Polinização. 1ºed. Editora Projeto Cultural, 2014.

SOUZA, L.A. Morfologia e Anatomia Vegetal: Células, Tecidos, Órgãos e Plântulas. Editora UEPG, 2003.