domingo, 25 de setembro de 2011

Fractais: A Matemática ajudando a salvar vidas!

por Ednilson Rotini

Os fractais deram origem a um novo ramo da matemática, muitas vezes designado como a geometria da natureza. As formas estranhas e caóticas dos fractais descrevem alguns fenômenos naturais, como os sismos, o desenvolvimento das árvores, as redes hidrográficas, a estrutura da casca de uma árvore, a forma de algumas raízes, como do gengibre, a linha de costa marítima, as nuvens. É importante ressaltar que figuras que no século passado eram vistas como anomalias matemáticas, hoje apresentam um papel fundamental na interpretação da realidade. Além disso, este tipo de geometria aplica-se em variados ramos como na Arte, na Astronomia, no Cinema, na Economia, na Hidráulica, na Geologia, na Meteorologia e até na Lingüística, onde a teoria dos fractais é utilizada na evolução dos dialetos.

Aplicação dos Fractais na Medicina:

Uma outra área do conhecimento, onde se aplica a teoria dos fractais é a Medicina. De maneira geral, esta teoria matemática apresenta características em fenômenos cardíacos e pulmonares, além de uma aplicação notável na tomografia computadorizada, através da análise de imagens geradas, possibilitando aos médicos uma nova visão da anatomia interna do corpo humano.

Neste artigo, pretende-se dar uma idéia de uma aplicação recente que vem sendo dada aos fractais junto ao diagnóstico de câncer bucal. Salienta-se que existe um grupo de matemáticos e patologistas que estão concentrando seus esforços nesta pesquisa.

Primeiramente, é fundamental fornecer uma explicação breve sobre uma ferramenta matemática denominada contagem de caixas. Imagine uma figura qualquer, como por exemplo, a folha de uma planta e que sobre esta imagem, seja colocada uma espécie de “malha quadriculada transparente”, conforme a figura 1.

Essa malha é composta de um número x de quadradinhos – chamados de caixas –, sendo que a medida do lado de cada caixa é y. Imagine que sejam colocadas sobre a figura outras malhas do mesmo tamanho, porém “mais finas”, isto é, malhas cujas caixas tenham medidas menores do que y. Veja a figura 2 a seguir.


Pode-se então contar quantas caixas de cada malha são necessários para cobrir a imagem. No primeiro caso, cada caixa tem 100 milímetros de lado e são necessários 26 caixas para cobrir a imagem da folha; para a segunda malha que possui caixas com lados medindo 50 milímetros são necessários 90 caixas; e finalmente, para a terceira malha com caixas medindo 25 milímetros são necessários 315 caixas. Com isso, geram-se três pontos: (100;26), (50;90), (25;315). Quanto mais malhas diferentes forem utilizadas, mais pontos serão gerados e com todos esses pontos plota-se uma reta do tipo y = a . x, onde a é a inclinação ou coeficiente angular da reta[1]. Esse coeficiente angular fornece também a dimensão do gráfico que pode ser inteira ou fracionária como na geometria fractal. No exemplo utilizado acima, temos o seguinte gráfico e coeficiente angular ou inclinação da reta (figura 3).


Agora vamos aplicar essa ferramenta matemática no processo de diagnóstico de câncer bucal. Para facilitar o entendimento, vamos realizar por comparação. Primeiramente, observe a imagem feita por um patologista, onde identifica, através de uma linha amarela a separação entre o epitélio[2]  e o estroma[3]  (figura 4).


Em seguida, observe uma outra imagem, onde foi feito o mesmo processo de identificação por um patologista – figura 5. Neste caso, percebe-se que o epitélio se encontra com neoplasia[4] .

A partir disso, têm-se duas linhas relacionadas cada uma com um tecido em estágios diferentes. Da mesma maneira que foi feito com a folha, faz-se com essas duas linhas, ou seja, utiliza-se o processo de contagem das caixas sobre estas linhas, conforme observa-se nas figuras 6 e 7 abaixo.

Assim, para cada imagem de tecido, é gerado um sistema de pontos, que por sua vez dá origem a uma reta, cuja inclinação fornece a dimensão fractal (não-inteira) do gráfico (figuras 8 e 9).

A análise e o estudo de vários casos contribuiu na elaboração de um gráfico de parâmetros (figura 10) que pode ajudar no diagnóstico de uma inflamação ou de uma displasia[5]  ou de um carcinoma[6]. É claro, que isso é apenas mais uma ferramenta para auxiliar os médicos, mas mostra a participação efetiva da Matemática em outras áreas, aparentemente sem ligação alguma.
[1] Este processo é feito com auxílio de computadores para uma maior precisão.
[2] Uma ou mais camadas de células epiteliais que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.
[3] Tecido conjuntivo de sustentação de um órgão, com abundante circulação, por onde o tecido essencial do órgão é nutrido e enervado.
[4] Neoplasia é o crescimento celular descontrolado que sucede a ausência de demanda fisiológica.
[5] Displasia é o crescimento celular anômalo, resultando em células que diferem de tamanho, formato ou arranjo em relação às outras células do mesmo tipo de tecido.
[6] Carcinoma é o câncer de células epiteliais; é a forma mais comum de câncer em humanos. Pode ser expansivo ou infiltrativo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Veja sua escola no site e no blog do Parque!



A partir da primeira semana de outubro teremos uma seção no site e no blog do Parque com fotos das instituições que nos visitaram na semana anterior. Todas as visitas escolares serão documentadas pela equipe do Parque (4 fotos, em média) e estarão disponíveis por duas semanas, separadas em álbuns de acordo com a data da visita e nome da instituição.


II FOCAR capacita professores em Astronomia!


Entre os dias 31 de agosto e 03 de setembro foi promovido o II FOCAR - Curso de Formação Continuada em Astronomia, contando com a participação de aproximadamente 100 educadores dos NREs AM Norte, AM Sul, Curitiba e Paranaguá. O evento foi organizado pela equipe do Parque da Ciência, em conjunto com o Observatório Astronômico da UEPG e com o DEB - Departamento de Educação Básica da SEED.

A exemplo do I FOCAR (ocorrido entre os dias 06 a 10 de junho em Ponta Grossa), os principais temas da Astronomia foram assunto de diversas palestras e oficinas, ministradas por pesquisadores de renome no cenário astronômico brasileiro, visando capacitar e atualizar o profissionais da educação em ciências, através da abordagem dos conceitos mais fundamentais presentes no currículo escolar, do contato com telescópios em  oficinas de observação do céu e dos últimos avanços no campo da Astronomia. Também foram apresentadas estratégias e recursos pedagógicos que incrementariam o processo ensino aprendizagem, como o uso de softwares, dinâmicas e de programas como o TnE - Telescópio na Escola. 

Os participantes receberam materiais e recursos, merecendo destaque o Galileoscópio (luneta de baixo custo cedida pela Organização da Olimpíada Brasileira de Astronomia e entregue para cada escola representada), um CD compilado pela equipe do Parque contendo o material utilizado pelos docentes durante o evento (apresentações, vídeos, animações, leituras), bem como sugestões de práticas, softwares livres e seus manuais, a fim de subsidiar as práticas pedagógicas no ambiente escolar.

As avaliações realizadas mostraram a elevada satisfação dos participantes, que ressaltaram a alta qualidade do evento, a didática dos docentes envolvidos, o uso de diversos recursos e a estrutura do Parque da Ciência, propiciando uma abordagem interdisciplinar, contextualizada e atualizada da Astronomia.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer os parceiros e colaboradores que nos auxiliaram: Observatório Astronômico da UEPG, DEB, Observatório e Planetário do Colégio Estadual do Paraná, Olimpíada Brasileira de Astronomia, Projeto FIBRA - UFPR, Clube de Astronomia da UTFPR, Sociedade de Astrônomos Amadores e CINETVPR.

Para 2012 estão previstas mais 3 edições do FOCAR: Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu. Então professor, fique atento ao site do projeto "Céu do Paraná" - ceudoparana.uepg.br, e ao Blog do Parque da Ciência!

Parque da Ciência socializa suas experiências em evento sobre Milton Santos!


As ideias do prof. Milton Santos foram objeto de discussão da 9ª Semana Acadêmica de História e do 8º Congresso Curitibano de Geografia, realizados entre os dias 15 e 20 de agosto de 2011 pela FIES - Faculdades Integradas "Espírita" . Durante os 6 dias de evento foram promovidos diversos debates enfocando várias nuances da obra do prof. Milton Santos, com a participação de pesquisadores como Nilson Cesar Fraga, Francisco de Assis Mendonça e Rosa Moura, entre outros.

A equipe de Geografia do Parque da Ciência submeteu um artigo relatando as experiências e resultados das práticas desenvolvidas nesta área do conhecimento. A Sala 3D Milton Santos, a visita temática Entre Trilhas e Rumos e o projeto Bicho do Paraná, destinado às séries iniciais, são algumas das atividades de Geografia ofertadas pelo Parque da Ciência.

Além da comunicação oral, foi realizada uma sessão em 3D para os participantes do evento no auditório, onde os equipamentos para a projeção especial foram adaptados.

Abertas as inscrições para a FACE 2011!

O QUE É A FACE?

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A Feira Anual do Conhecimento Escolar, promovida pelo Parque da Ciência Newton Freire Maia e que neste ano realiza a sua quarta edição, é uma oportunidade para estudantes e professores da Educação Infantil e dos Ensinos Fundamental e Médio apresentarem suas produções científicas, artísticas e culturais realizadas em suas instituições.         


Neste ano, os objetivos da FACE são:
  • Promover um espaço e um momento de divulgação e intercâmbio de conhecimentos nas mais diversas áreas do saber;
  • Incentivar o espírito de pesquisa entre estudantes e educadores;
  • Estimular o desenvolvimento de trabalhos na área artística e cultural;
  • Oportunizar a troca de diferentes aprendizados e a socialização dos conhecimentos integrando estudantes, professores, escolas e comunidade em geral.
MOSTRA DE TRABALHOS:

Este ano, a FACE promove uma MOSTRA regional de produções científica, artística e cultural desenvolvidas pelos estudantes em suas instituições de ensino.

Os trabalhos selecionados ficarão expostos no Parque da Ciência em espaço apropriado a este fim durante o período de 17 de outubro à 30 de novembro e serão visitados por estudantes, professores e comunidade em geral que agendarem visitas ao Parque da Ciência. A previsão de visitantes nesse período é de aproximadamente 6.500 pessoas, as quais, além de visitarem a mostra, auxiliarão na escolha dos trabalhos que mais se destacarem em cada categoria.

CATEGORIAS DE PARTICIPAÇÃO:

Mostra de Pinturas à dedo com o tema: “A natureza e eu”
Mostra de Desenhos com o tema: “Mudanças climáticas”
Mostra  de Poemas com o tema: “A história de minha cidade”
Mostra de Maquetes com o tema: “Minha escola”
Mostra de Fotografias com o tema: “A natureza que me cerca”
Mostra de Grafites com o tema: “A ciência e o homem”
Apresentação de Experiências: “A química do dia-a-dia”

INSCRIÇÃO:

Para a inscrição na FACE 2011, é necessário preencher o Formulário de Inscrição, onde deverão ser fornecidos os dados pessoais, bem como a indicação de qual(is) categoria(s) deseja participar e um breve descritivo do trabalho. 

O prazo de inscrição e de envio dos trabalhos é até 30 de SETEMBRO e os Formulários de Inscrição devem ser enviados por e-mail (pcgc@pnfm.pr.gov.br) ou por fax (41 - 3666–6156).

MAIORES INFORMAÇÕES:

O Regulamento e o Formulário de Inscrição estão disponíveis no site: www.pnfm.pr.gov.br – link pequenos cientistas. Para maiores informações: pcgc@pnfm.pr.gov.br e (41) 3666-6156, com o coordenador da FACE, Ednilson Rotini.


Quinta da Astronomia no Parque da Ciência!

Todo o dia é dia de Astronomia no Parque da Ciência. Entretanto, as noites de quinta-feira ganham atrativos extras: a possibilidade de observação do céu através de um telescópio e a substituição das sessões do Planetário por  apresentações ao ar livre sobre constelações e outros elementos celestes.

O Parque possui um telescópio equatorial Celestron C8-N com GoTo,  isto é, um sistema que além de compensar  o movimento de rotação Terra,  busca automaticamente as principais estrelas, planetas, nebulosas, aglomerados e demais objetos visíveis.

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Estudantes observando Saturno.
Outra atividade de destaque é a apresentação das constelações tradicionais e de outras culturas no céu real,  mediante o uso de um ferramenta chamada de Sky pointer - um laser especial que emite um facho de luz visível que aparenta "tocar" as estrelas, com o qual podemos mostrar as constelações visíveis naquele horário in loco.

Gostou? Então agende sua visita!

domingo, 11 de setembro de 2011

Ciência Móvel agita Telêmaco Borba e outras cidades!

Planetários infláveis.
Observação do Sol com filtros.
Observação do céu com telescópios.

       
Durante os mês de julho o Ciência Móvel visitou as cidades de Assis Chateaubriand, Marechal Cândido Rondon, Cascavel, Prudentópolis, Irati e Telêmaco Borba. Cerca de 3.00 pessoas participaram das sessões de planetário e de observação do Sol (com os devidos filtros!) e do céu noturno.

Merece destaque o engajamento da população de Telêmaco Borba, onde foram atendidas 1.500 pessoas em um dia, onde o projeto contou com o apoio irrestrito do Sindicato do Papel.

ENEM no Parque da Ciência!

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        A partir do dia 06/08/2011 (primeiro sábado de agosto) o Parque da Ciência disponibilizará seu acervo científico e sua equipe de professores e estagiários para auxiliar de forma específica você que vai fazer o exame nacional do ensino médio. O exploratório científico, composto de maquetes, experimentos e painéis temáticos, propicia ao estudante uma maior aproximação entre as teorias dos livros didáticos com a materialização de fenômenos que permeiam as grandes áreas do conhecimento: ciências naturais, ciências exatas e ciências humanas.
Para participar do projeto e poder contar com a assistência da equipe pedagógica do Parque da Ciência aos sábados, ligue para o número 3666-6156 e agende sua visita.

Em busca dos dinossauros: projeto temático do Parque da Ciência!

O que faz um paleontólogo para encontrar as mais diversas estruturas que podem ter milhares ou milhões de anos? Ele escava, e identifica! E qual a melhor forma de entender sobre o trabalho de um paleontólogo senão praticando, ou seja, escavado e identificando os fósseis de dinossauro por você encontrado. É este o trabalho realizado pelos monitores de biologia do PNFM, o de tentar passar aos alunos um pouco do dia-a-dia da arte de um paleontólogo, principalmente no que diz aos dinossauros. Venha então participar da oficina de Paleontologia “A Procura dos Dinossauros” do PNFM e descubra um pouco mais sobre este mundo pré-histórico e fascinante.
Para conhecer mais sobre as visitas temáticas  oferecidas pelo Parque da Ciência, clique aqui.

Equipe do Parque faz visita técnica ao Zoológico de Curitiba!

Dando continuidade às atividades de formação continuada , a equipe do Parque da Ciência realizou uma visita técnica no dia 11/07/11 ao Zoológico  Municipal de Curitiba. O Zoológico fica localizado no Jardim Paranaense, no Alto Boqueirão, extremo sul da cidade de Curitiba. Nesta visita, orientados pelas biólogas Priscila e Claudia, os monitores do PNFM tiveram acesso a lugares restritos ao restante do público, como a área para procriação de espécies de aves e mamíferos, a cozinha, o local onde ficam os animais estressados - ou com algum problema de saúde ou comportamento, entre outros.
Interessado em conhecer o Zoológico? Então visite http://www.turismo.curitiba.pr.gov.br/.

Vem aí o II FOCAR - Curso de formação continuada em Astronomia!

O Parque da Ciência sediará a 2ª edição do FOCAR - Curso de Formação Continuada em Astronomia, que ocorrerá entre os dias 31/08 e 03/09. O evento contará com diversas palestras, oficinas e outras atividades, que visam instrumentar os professores na abordagem de conteúdos relativos à Astronomia.
O FOCAR consiste em uma das linhas de ação do projeto "Céu do Paraná", coordenado pelo Prof. Dr. Marcelo Emílio (UEPG) e desenvolvido em colaboração com a UFPR, UTFPR, Parque da Ciência, OACEP e  SAA.
 
Em breve teremos uma edição especial do Boletim Ciência e Diversão, divulgando a programação e os procedimentos para inscrição, que também estarão em nosso site (www.parquedaciencia.pr.gov.br), em nosso blog (parquedaciencia.blogspot.com) e no site do projeto (ceudoparana.uepg.br).

Equipes da SEED visitam o Parque da Ciência!

Os Técnicos Pedagógicos do Departamento de Educação Básica da SEED  visitaram o Parque da Ciência no dia 06/07. O Departamento de Educação Básica (DEB) é responsável por discutir e implementar políticas que orientem práticas pedagógicas e a formação continuada dos professores da educação básica. A equipe do DEB conheceu a sistemática de funcionamento do Parque, bem como seus espaços expositivos, a fim de estabelecer parcerias que visem fortalecer ainda mais as ações educativas.
No dia 20/07 recebemos o Prof. Paulo Afonso Schimdt - assessor especial de educação, Jaime Sunye - superintendente da SUDE (Superintendência de Desenvolvimento Educacional ) e Omar Sabbag Filho, diretor presidente do LACTEC - Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento, que vieram conhecer a estrutura e os projetos em andamento, visando contribuir para a ampliação das das ações desenvolvidas pelo Parque.

domingo, 17 de julho de 2011

Como ficaria o Brasil com os novos Estados?

Por Naiara Leão, iG Brasília

Se depender dos Projetos de Decretos Legislativos (PDCs) que tramitam no Congresso, o Brasil pode ter 37 Estados e quatro territórios da União, além do Distrito Federal (DF). A divisão territorial atual do País contempla 26 Estados e o DF. A maioria das propostas pede divisões nos Estados da Região Norte. O Amazonas, por exemplo, pode ter que ceder terreno para o Estado do Alto Solimões e o Território Federal do Rio Negro, entre outros.
A diferença dos territórios para os Estados é que eles teriam verba federal e sua gestão ficaria a cargo de um gestor indicado pela Presidência. Amapá, Acre, Roraima e Rondônia já funcionaram assim antes de ganhar status de estados. Além de ser aprovada pelo Legislativo, a criação de um novo Estado depende de um plebiscito que deve ser respondido pela população local.
Além dos pedidos para criar novas unidades da federação, há uma PDC que sugere a revisão dos limites do Piauí, Ceará e do Rio Grande do Norte. Municípios que ficam na região de fronteira poderiam passar a pertencer ao Estado vizinho, se assim decidisse a população em plebiscito.
Desde 1988, já passaram pelo Congresso 92 projetos similares. O pedido mais antigo é de 1988, de autoria do então deputado Chico Humberto pedindo a criação do Estado do Triângulo, em Minas Gerais. Essa e muitas outras proposições foram arquivadas, mas as ideias de novos Estados continuam ativas em outros 25 PDCs que tramitam na Câmara e no Senado.
Veja o mapa com os Estados e territórios federais que podem ser criados:
 
Saiba mais sobre cada estado:
Estado do Alto Solimões: Diversas propostas para desmembramento da região já circularam pela Câmara. O argumento é o mesmo usado em quase todos os projetos para a região Norte: levar serviços e infraestrtutura á população distante do poder central do estado.
Estado do Araguaia: Um dos PDCs que pede a divisão do Mato Grosso diz que, ao criar “arbitrariamente” o Mato Grosso do Sul, o governo agiu “partindo corações, gerando decepções de um lado e esperanças do outro”.
Estado de Carajás: Foi aprovado pela Câmara no início do mês. Há projetos com mais de 20 anos que pediam que a região, rica em minério fosse destaca do Pará.
Estado da Guanabara: Reativação do Estado da Guanabara que existiu entre 1960 e 1975 no território da cidade do Rio de Janeiro
Estado do Gurgeia: Ficaria no sul do Piauí. Há organizações locais que lutam pela separação que divulgam em livros, palestras e manifestações.
Estado do Mato Grosso do Norte: Argumento para separar a região é a distância da população da região à capial estadual, “ainda que muito
gratos pelo carinho, apoio estímulos que receberam do Sul do Mato Grosso”, diz o PDC.
Estado do Maranhão do Sul: O PDC que propõe a criação cita não só razões econômicas, mas também culturais para a mudança. “Prova disso é que hoje a nossa juventude tem optado por centros como Belém, Goiânia, Brasília, São Paulo e Palmas para realizar seus estudos universitários”, diz o texto proposto em fevereiro deste ano.
Estado do Rio Doce: A unidade da federação contaria com municípios das regiões do Rio Doce, da Mata e de Jequitinhonha/Mucuri.
Estado Rio São Francisco: Projetos que propõe a independência do oeste da Bahia foram apresentados – e rejeitados – diversas vezes.
Estado de Tapajós: Foi votado pela Câmara no início do mês, mas volta para o Senado que deve aprovar uma pequena alteração no texto e liberar o plebiscito.
Estado do Triângulo: É o único viável economicamente, segundo estudo de 2008 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa considerava as propostas em tramitação naquele ano, entre as quais estava a do Triângulo.
Território Federal do Alto Rio Negro: A região banhada pelo Rio, no Amazonas é considerada muito isolada pela população, e por isso precisa ser um estado independente.
Território Federal do Oiapoque: A cidade mais ao norte do país pode virar território federal estratégico para vigilância de fronteiras e combate ao narcotráfico.
Território Federal do Rio Negro: Proposta por dois campeões de sugestão de novos estados: o senador Mozarildo Cavalcanti (PPB/RR) e o deputado João Herrmann Neto (PPS/SP)
Território Federal do Solimões: Também apresentado por vários parlamentares e aguardando votação da Casa há mais de dez anos.
 
 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como acontece um eclipse?


No último dia 15 de junho ocorreu um eclipse lunar, visível no centro e no leste asiático, na Austrália, parte da África e aqui no Paraná.

Neste dia a Lua nasceu às 17:45h, exatamente no mesmo minuto em que o Sol se pôs, quando inicia então o eclipse. Como a luminosidade do final do dia ainda era grande, foi difícil perceber o fenômeno e, por isso, a Lua apareceu no céu já eclipsada. Às 18:00h a lua ficou completamente coberta e começou sair  da sombra da Terra, o que durou até aproximadamente às 19:00h.

Um eclipse acontece sempre que um corpo entra na sombra de outro, podendo ser Lunar (acontece sempre em fase de Lua Cheia) ou Solar (acontece sempre em fase de Lua Nova).

Assim, quando a Lua entra na sombra da Terra, acontece um eclipse lunar e, se o clima permitir, esse fenômeno pode ser visto por toda a parte noturna da terra, diferente do eclipse solar que pode ser visto em apenas uma pequena região, por isso é mais comum vermos um eclipse lunar do que um solar.


ECLIPSES EM 2011:

04 de Janeiro: eclipse parcial do Sol - Visível em parte da Europa, Norte da África e Ásia central.
01 de Junho: eclipse parcial do Sol - Visível apenas de altas latitudes do hemisfério Norte.
15 de Junho: eclipse total da Lua - Melhor observado do centro e sul da África central, Madagascar, Oriente Médio e Índia.
01 de Julho: eclipse parcial do Sol - Visível apenas do oceano Antártico ao sul da África.
25 de Novembro: eclipse parcial do Sol - Visível ao sul da África do Sul, Antártica, Tasmânia e parte da Nova Zelândia.
10 de Dezembro: eclipse total da Lua - Visível da Austrália, China, Japão, Mongólia, Rússia e Alaska.

Capacitação contínua: equipe do Parque da Ciência realiza visita técnica ao canyon do Guartelá e aos Arenitos de Vila Velha!

No dia 18/06, a equipe do Parque da Ciência realizou, com a colaboração da Mineropar,  uma visita técnica ao Parque Estadual do Guartelá e ao Parque Estadual de Vila Velha, dois dos mais belíssimos pontos turísticos do estado do Paraná. Esta visita faz parte do constante processo de capacitação dos monitores do Parque da Ciência para apresentar, entre os mais diversos assuntos, o espaço paranaense.

Criado em 1992 com o objetivo de assegurar a preservação dos ecossistemas típicos, oferecendo aos visitantes uma excepcional beleza cênica como os “canyons”, cachoeiras e insinuantes formações rochosas, o Parque abriga o Canyon do Rio Iapó ou Canyon Guartelá, considerado o 6º maior Canyon do mundo em extensão, além de ser o único com vegetação nativa, conforme consta no Guiness, Livro dos Recordes.

O Guartelá possui inúmeros atrativos, que configuram em belas paisagens, lugares misteriosos e insinuantes formações rochosas. Caminhar por suas trilhas ladeadas de vegetações rupestres, onde brotam em abundância plantas exóticas ou ainda pelas sinuosas trilhas entre os campos nativos, descobre-se belezas como a impressionante Cachoeira da Ponte de Pedra, com cerca de 200 metros de altura, que apresenta a formação de uma ponte cortando a cachoeira e sob a qual corre a água. Além desta maravilha natural podemos encontrar os “Panelões do Sumidouro” e o majestoso Rio Iapó que corta o desfiladeiro com grandes corredeiras.


Vila Velha localiza-se no município de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais – Segundo Planalto Paranaense. Um dos mais importantes sítios geológicos do país, o parque possui área de aproximadamente 3.122 hectares, e foi criado em outubro de 1953, através de uma Lei Estadual. Para visitação é possível conhecer o Arenito Vila Velha, as furnas e a lagoa dourada.

A característica mais marcante do Arenito Vila Velha é seu relevo em forma de ruínas. Segundo dados da MINEROPAR (Instituto Geológico do Paraná) a formação do arenito presente no local remonta a 300 milhões de anos, no Período Carbonífero, quando havia a formação do grande continente chamado de Gondwana (América do Sul ligada à África, Antártida, Oceania e Índia). A ação do intemperismo moldou formas no arenito, atualmente existem 29 catalogadas, entre estas destaca-se a Taça, símbolo de Vila Velha.

Muitas lendas indígenas explicam as formações do arenito, sendo que a principal é a da Itacueretaba, que na língua tupi significa ‘extinta cidade de pedra’.

Outro ponto de destaque do Parque de Vila Velha  é a Lagoa Dourada, que possui esse nome pela cor refletida na água pelos raios do sol ao entardecer. Tem suas águas ligadas às furnas e contém espécies de peixes como traíras, bagres, carpas e tilápias.

Na área externa do Parque da Ciência, o nosso Estado é apresentado no Palco Paraná - maquete de 5.000m2, onde estão representados o relevo,a hidrografia, as sedes dos 399 municípios e as principais áreas urbanas e rodovias, durante a visitação geral ao parque e é pormenorizado durante as visitas temáticas do projeto Bicho do Paraná.

Interessado? Então visite www.parquedaciencia.pr.gov.br.

Quer saber mais sobre o Parque de Vila Velha ou sobre o
Parque do Guartelá? Então visite:
http://www.pg.pr.gov.br/parque-estadual-vila-velha
http://www.tibagi.pr.gov.br/turpage/modules/conteudo/index.php?pagenum=2

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Panelões do sumidouro - Guartelá.
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Cachoeira da ponte de pedra - Guartelá.
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Monitora apresentando as formações - Vila Velha.

Tripulação completa última caminhada espacial da história do Endeavour e astronauta bate recorde de tempo no espaço

Os astronautas Mike Fincke e Greg Chamitoff completaram no dia 27 de maio às 8h39min, horário de Brasília, a última caminhada espacial da história do ônibus espacial Endeavour, que durou 7 horas e 24 minutos. Todos os objetivos da missão foram realizados. Ao todo, a tripulação do ônibus espacial que realizou operações fora da nave durante esta última viagem ficou em seu exterior por 28 horas e 44 minutos.

Às 6h02min, Fincke e Chamitoff superaram as mil horas que astronautas e cosmonautas passaram em caminhadas espaciais para montagem e manutenção da Estação Espacial Internacional (ISS). Esta foi a 159ª caminhada espacial com estes objetivos, num total de mil e duas horas e 37 minutos.

Na noite de 27 de maio, Mike Fincke se tornou o astronauta que passou o maior número de dias no espaço, batendo o recorde de Peggy Whitson, de 377 dias. Ao todo, durante as várias missões espaciais que Mike completou, foram 381 dias.

Durante a missão de 16 dias do Endeavour no espaço, sua tripulação deixou o Espectômetro Magnético Alpha na ISS, peça central de um pioneiro experimento a partir do qual os cientistas esperam revelar os segredos da misteriosa matéria escura. Eles também repuseram peças, como duas antenas de comunicação e um tanque de alta pressão. 

Leia mais sobre esse assunto em
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/05/27/tripulacao-completa-ultima-caminhada-espacial-da-historia-do-endeavour-924548981.asp#ixzz1NZhdjV9H

Cuidando do Planeta: Um projeto de educação ambiental!

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Passagem pela trilha.
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Circuito energia.
Vivemos numa época onde cada vez mais a ação e o modo de vida do ser humano causam conseqüências marcantes ao ambiente no qual estamos inseridos. Com o objetivo de incentivar uma reflexão e uma tomada de atitude pelos estudantes das séries iniciais que visitam o Parque da Ciência o Programa Pequenos Cientistas - Grandes Cidadãos disponibiliza um projeto intitulado “Cuidando do Planeta” que procura sensibilizar as crianças a respeito dos impactos  ambientais produzidos pela geração de energia elétrica, pelo desperdício de água, pelo destino incorreto dos resíduos sólidos, pelo desmatamento e pela poluição em geral.
Este projeto é dividido em dois momentos, sendo que um deles na área interna do Exploratório e o outro na área externa em uma trilha até a Represa do Iraí, nas imediações do Parque da  Ciência.     

Dentro do Exploratório no “Pavilhão Água” os estudantes visualizam a proporção de água doce e salgada no planeta Terra e sua distribuição nos três estados físicos, bem como, o consumo consciente da água e os conflitos relacionados com a mesma. Ainda neste espaço, aborda-se a distribuição de água no Brasil, a conservação e preservação da natureza e a ação do homem na transformação do espaço levando-se em consideração seus impactos. Em outro momento no “Pavilhão Energia” são apresentadas as diferentes formas de geração de energia elétrica, ressaltando as conseqüências ambientais, sociais e econômicas e qual o papel do homem no uso racional da energia elétrica. No “Pavilhão Cidade” são trabalhados os temas de separação e reciclagem, reutilização e redução de resíduos sólidos, bem como sua destinação correta.

Na área externa, é realizada uma caminhada até a beira da Represa do Iraí, que é um lago que abastece parte da região metropolitana de Curitiba. Durante essa caminhada são trabalhados assuntos como desmatamento, floresta ciliar, bio-indicadores, eutrofização de lagos, animais silvestres, plantas nativas e exóticas, alimentos orgânicos, entre outros assuntos. Além disso, são realizadas algumas atividades como observação de animais utilizando binóculos, dinâmicas como da teia da vida e do tempo x lenhador. O objetivo deste segundo momento do projeto é colocar os estudantes em contato com a natureza e despertar neles a consciência pelo respeito e cuidado com os elementos que compõem o nosso meio ambiente e incentivar atitudes que venham de encontro com a visão de sustentabilidade.

Aproximadamente 6 mil estudantes e professores já participaram deste projeto desde a sua criação e os resultados têm sido satisfatórios. Segundo relatos de alguns professores, o projeto vem ao encontro das necessidades da escola uma vez que os estudantes vivenciam os conteúdos de maneira prática, visual, concreta, divertida e dinâmica.

Destacamos a mensagem recebida da Professora Ana Caroline Schoegel da Escola Municipal Felipe Zeni em Pinhais, que relatou algumas mudanças de comportamento de seus estudantes com relação ao meio ambiente após a visita ao Parque da Ciência. Ela comentou que os estudantes ficaram impressionados com a quantidade de água potável disponível em nosso planeta, tanto que o desperdício de água em sua escola diminuiu. A Professora Ana revelou ainda que uma mãe a procurou querendo saber um pouco mais sobre a técnica de compostagem, após uma breve explicação de seu filho.

Percebe-se a importância deste trabalho pelo fato de que mesmo após a participação no projeto “Cuidando do Planeta” os assuntos continuam presentes na sala de aula, conforme comentou a Professora Ana Caroline.

Quer participar deste projeto? Então entre em contato com a equipe do Parque da Ciência para maiores informações.

Atividades de Ciência Móvel no mês de julho!

As atividades do projeto "Céu do Paraná" não param. Entre 06 e 10 de junho de 2011 ocorreu o I FOCAR (Curso de Formação Continuada em Astronomia) em Ponta Grossa, evento que contou com a participação de mais de 500 pessoas, entre professores, acadêmicos e público em geral. Estamos organizando a edição do FOCAR para Curitiba em agosto e, assim que concluirmos os procedimentos, teremos um boletim especial sobre o evento.

Dando continuidade às ações, estão previstas para os meses de julho e agosto, uma série de viagens a cidades do interior do Paraná, chamadas de "Ciência Móvel", começando pelo município de Imbaú nos dias 09/07/2011 e 10/07/2011. Durante estes dias, teremos sessões de planetário e, em caso de céu aberto, observação do céu no período noturno.

Se você mora em Imbaú e nas proximidades, fique atento ao site do projeto para conferir o horário e o local das atividades. Caso você more em outros municípios, consulte o site também, para verificar se sua cidade está na programação deste ano.

Informações: http://ceudoparana.uepg.br, clique no link "viagens".
LOGO - CÉU DO PARANÁ
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Palestra com o astronauta brasileiro Marcos Pontes - I FOCAR
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Planetário móvel do projeto.

2011: Ano Internacional da Química!

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Clique para visitar o site oficial.
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Laboratório de Química do Parque da Ciência.
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Laboratório de Química do Parque da Ciência
Toda a matéria que conhecemos é formada por átomos, que se combinam de várias formas produzindo desde as substâncias que são necessárias à vida, nossos alimentos, medicamentos, materiais mais econômicos, resistentes e menos poluentes, até as substâncias que causam a morte.

A Química é a área da ciência responsável pela compreensão de como os elementos da natureza reagem entre si, quais os produtos dessas reações e como se dá o ciclo da energia nesse processo. Desta forma, a Química está em todo o lugar. Em todo o instante. Inclusive, dentro de você.

Diante desta importância, 2011 foi proclamado pela 63ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional da Química, objetivando celebrar as grandes descobertas e discutir os avanços tecnológicos na área. Presta também, uma homenagem ao centenário do prêmio nobel concedido à física polonesa Marie Curie, pelo isolamento do Rádio (Ra) e do Polônio (Po).

O Parque da Ciência conta com diversos itens de seu acervo destinados à abordagem da Química. O mais importante é o Laboratório de Química localizado no Pavilhão Água, onde são realizadas experiências curiosas que visam despertar o interesse pelo estudo desta área do conhecimento, em sessões de 15 minutos em média. Para os que desejam aprofundamento na área, o Parque dispõe da visita temática "Química: da História à Tecnologia", com duração média de 2 horas, onde são abordados desde a origem da Química, até as tecnologias de ponta em desenvolvimento.