quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A Música para os Pensadores e a História da Música - Parte I

Por Elaine Barbosa

Falar de música é falar de sentimento, é libertar o nosso íntimo e colocar na partitura todo o ser de uma pessoa. Ali iremos encontrar o romantismo, o amor, a solidão, a desilusão, os encontros e desencontros, a revolta sobre aquilo que não pode ser mudado ou apenas a manifestação de um pensamento ilusório diante de uma realidade muitas vezes não tão promissora como deveria ser. Música é a arte de mostrar, exprimir os diversos sentimentos através do som. Vejamos o que alguns estudiosos declararam sobre esta arte.

Para Platão (Atenas 427-347 a.C) “a música é um meio mais poderoso do que qualquer outro porque o ritmo e a harmonia têm a sua sede na alma (razão). Ela enriquece, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação”.

Para Aristóteles (Estagira 384-322 a.C) – “A música tem o poder de formar a personalidade e podem-se distinguir os diferentes gêneros de música fundados em diferentes modos pelos seus efeitos sobre o caráter. Tal gênero determina a melancolia, a moleza, encoraja o abandono; o outro, o autodomínio e o entusiasmo”.

Santo Agostinho de Hipona (Tagaste 354-430) – “Confesso que ainda agora encontro algum descanso nos cânticos que as vossas palavras vivificam, quando são entoados com suavidade e arte. Quando ouço cantar essas vossas palavras com mais piedade e ardor, sinto que o meu espírito também vibra com devoção mais religiosa e ardente”.

Jean Jacques Rousseau (Genève 1712-1778) – “Mesmo que toda a natureza esteja adormecida, o que a contempla não dorme, e a arte do músico consiste em substituir a imagem imensurável do objeto pela dos movimentos que a sua presença excita no coração do contemplador”.

Georg Freidrich Wilhelm Hegel (Estugarda 1788-1860) – “O que principalmente caracteriza a música é o vai e vem, a subida e a descida, movimentos harmônicos e melódicos, a progressão mais ou menos retardada, mais ou menos acelerada”.

A música eleva a alma. Conhecida por Platão como razão, faz com que o ser que a ouve seja inebriado pela sua poesia e sua magia. A música acompanhou o desenrolar e o desenvolvimento humano, tanto intelectual como social, onde o homem expressou - e ainda expressa - sua criatividade, dando enfoque à época e aos fatos que estão ocorrendo no momento. A prosperidade de uma sociedade é colocada em letras musicais, o abandono do povo também é descrito nas partituras e lidas como poemas ou mesmo como desabafo pelo descaso com a população. É a voz dos rejeitados pela sociedade, ou,, simplesmente, uma expressão da realidade vivida e que muito pouco pode ser alterada.

Como os povos viam e vivenciavam a música durante a história?

Na Idade Antiga, os povos contemplavam a música de formas diversas. Em Roma importavam canções e instrumentos musicais e os discursos no Senado tinham acompanhamento musical. O 1º teatro com acústica foi construído em Pompéia em 55 a.C. e comportava 40 mil pessoas, além do favorecimento às Artes por Nero.

Para os Sumérios, a música exercia papel importante para os ritos solenes. Nos Assírios, a música é associada ao poder e os músicos dos povos conquistados sempre eram poupados. Na comunidade Hebraica, era utilizada na religião ou festas e, após Davi, ocorre um pleno desenvolvimento da música. Os Chineses respeitavam os músicos que pertenciam a uma classe social privilegiada. Os Gregos atribuíam aos deuses a sua música, um meio de alcançar a perfeição. Mas para os Egípcios a música era pouco valorizada e tocada por classes inferiores (escravos).

Na Idade Média existiam os Cantos litúrgicos vocais. Gregório Papa em 590 compilou e selecionou vários cânticos dignos de culto (cantos gregorianos), onde a língua usada era o latim. A partir do século XI, o uso da pauta tornou-se habitual.

Na Idade Moderna ocorrem três fases na criação de músicas:

Renascentista: 1400 a 1600 d.C. músicos: Claúdio Monteverdi, William Byrd, Josquin des Préz, Henrique VIII – influencia apenas sugestiva ainda mantinha a música da Idade Média.

Barroca: Vai do surgimento da ópera por Monteverdi até a morte de Bach em 1750. Música fecunda e revolucionária, é a época mais importante da música ocidental, se opõe ao modo gregoriano – Vivaldi, Boccherini.

Romântica: 1815 a início séc. XX. Músicas emocionam tem sentimento, intuição. Sinfonias e concertos são escritos. Chopin, Verdi, Wagner, Mendelssohn, Schumann, Tchaykovsky, Rachmaninov, Strauss.

No século XX a música sofre influência do jazz, música eletrônica e aleatória em uma reação contra o estilo romântico, tendo como características: melodias curtas e fragmentadas, ritmos vigorosos e dinâmicos, uso de vários ritmos ao mesmo tempo, timbres e sons novos retirados de aparelhagem eletrônica. Músicos como: Stravinsky, Francisco Mignone, M. Ravel, Villa Lobos, fazem parte desta fase.

A Música contemporânea destaca-se pela imensa habilidade musical, imaginação e criatividade, com usos de equipamentos eletrônicos como sintetizadores, computadores e softwares de composição.

Mas de onde vem toda esta criatividade? Qual é a métrica de toda esta criação sonora?  D’onde partiu a pauta ou pentagrama onde se escreve as notas musicais? Quais as notas musicais? O que é melodia, timbre, harmonia, ritmo? Quais são os tipos de instrumento que escutamos? Onde a música é utilizada? Iremos responder estas questões, mas lembremos que, talvez, nosso padrão melódico se desenvolva a partir daquilo que nos habituamos a ouvir desde criança.

Astronomia em Toledo: IV FOCAR e XXIX EREA!


O Curso de Formação Continuada em Astronomia (FOCAR) e 29º EREA (Encontro Regional de Ensino em Astronomia) foram realizados no Campus da PUC em Toledo, entre os dias 18 e 21 de julho de 2012.
 
O evento reuniu aproximadamente 170 participantes, entre professores da rede estadual e municipal e acadêmicos. Durante os 4 dias de atividades, foram realizadas diversas palestras e oficinas que enfocaram a discussão de conceitos e fenômenos astronômicos e a construção de materiais didáticos, como, por exemplo, foguetes ar/água, relógios de sol, modelos de sistema Sol-Terra-Lua, entre outros. Foram realizadas também, sessões de reconhecimento do céu a olho e observações solares e noturnas através de telescópios.

Um dos destaques do evento foi a palestra do astronauta brasileiro Marcos Pontes, realizada no Teatro Municipal de Toledo e reuniu aproximadamente 700 pessoas. Em aproximadamente 2 horas de fala, Marcos Pontes contextualizou sua carreira, os desafios que enfrentou, como foi o processo de seletivo, o treinamento e curiosidades sobre a I Missão Espacial Brasileira.

O FOCAR integra o Projeto "Céu do Paraná", coordenado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e realizado em parceria com o Parque da Ciência, Observatório Astronômico e Planetário do Colégio Estadual do Paraná, UFPR, UTFPR e Sociedade de Astrônomos Amadores.

O próximo FOCAR está previsto para a primeira semana de outubro e será realizado em Cascavel. Para maiores informações estarão disponíveis no blog do Parque da Ciência e no site "Céu do Paraná".
 
Oficina de montagem do Galileoscópio.
Lançamento dos foguetes ar/água.
Palestra do astronauta Marcos Pontes.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Ubiratã e Clevelândia recebem Paraná em Ação em agosto!


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Em agosto o programa Paraná em Ação estará presente em Ubiratã (entre os dias 10 e 12/08) e Clevelândia (24 a 26/08), ofertando serviços gratuitos de confecção de documentos, orientação jurídica e realização de exames de saúde, além de atividades de educação, cultura e lazer.

O Parque da Ciência é parceiro no evento estará presente com as sessões do Planetário do Projeto Céu do Paraná e com diversos experimentos científicos.

O programa Paraná em Ação é coordenado pela Secretaria Especial de Relações com a Comunidade e visa ofertar serviços e atividades que promovam a inclusão social e a cidadania. Mais informações podem ser encontradas no site do programa www.serc.pr.gov.br.

Parque da Ciência apresentou trabalhos no II SNEA!


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O Instituto de Física da Universidade de São Paulo sediou o II Simpósio Nacional de Educação em Astronomia entre os dias 24 e 27 de julho. O objetivo do evento é favorecer a interação entre pesquisadores da área e discutir o panorama da educação em Astronomia. Cerca de 240 pesquisadores, professores e interessados inscreveram-se para o evento.

O Parque da Ciência participou do evento expondo a metodologia e as impressões preliminares dos Cursos de Formação Continuada em Astronomia (FOCAR) realizados até o momento


 

Ponto Ciência: muitos recursos e ideias a disposição do educador!

Por Anisio Lasievicz

O site Ponto Ciência dispõe de um vasto material envolvendo experimentos da  Matemática, Física, Astronomia,Química, Biologia, entre outras áreas. A maioria das atividades é realizada com materiais simples, disponíveis em qualquer lugar. 

Todos dispõem de um roteiro para a realização das experiências e alguns têm vídeos demonstrativos no youtube. Com certeza é um recurso muito poderoso no enriquecimento docotidiano escolar.

Para visitar o site do Ponto Ciência, acesse o link abaixo:









domingo, 29 de julho de 2012

Fascínio do Universo: Livro disponível para download gratuito!

Por Anisio Lasievicz

Quer conhecer mais sobre a Astronomia e os principais avanços e mistérios nesta área do conhecimento? O Livro "Fascínio do Universo" é uma boa opção.

Editado pelos pesquisadores Augusto Damineli e João Steiner do IAG - Instituto de Astronomia Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, aborda temas como evolução da vida, galáxias, sistemas planetários, exoplanetas entre outros, com uma linguagem simples e detalhada.

O livro "Fascínio do Universo" pode ser baixado através do link abaixo:

http://www.astro.iag.usp.br/fascinio.pdf

É necessário dispor de um leitor de arquivos PDF.

Edições da Revista Ciência Hoje ainda estão disponíveis para acesso gratuito!

Por Anisio Lasievicz

Em 2012 a Revista Ciência Hoje comemora 30 anos de existência disponibilizando todas as suas edições gratuitamente on-line. São centenas de artigos abordando temas das principais áreas do conhecimento com uma linguagem acessível a todos.

Confira acessando o link abaixo:

http://assinaturadigital.cienciahoje.org.br/revistas/

segunda-feira, 23 de julho de 2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

IV FOCAR E XXIX EREA!


Entre os dias 18 e 21 de julho serão realizados o 4º Curso de Formação Continuada em Astronomia (FOCAR) e 29º Encontro Regional de Ensino de Astronomia, em Toledo. 

Os eventos serão realizados simultaneamente no campus da Pontifícia Universidade Católica em Toledo e contarão com diversas palestras, oficinas e outras atividades destinadas à discussão de conceitos e práticas pedagógicas em Astronomia. Uma das participações especiais é a presença de Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro, o qual dará uma palestra no Teatro Municipal de Toledo.

O Parque da Ciência é parceiro no projeto "Céu do Paraná", do qual o Curso de Formação em Astronomia é uma das linhas de ação e estará presente ministrando a oficina "Conhecimento e reconhecimento do céu noturno".

As atividades são resultado da parceria entre a Olimpíada Brasileira de Astronomia, o Projeto "Céu do Paraná" e o Núcleo Regional de Educação de Toledo.


Maiores informações sobre as inscrições e a programação podem ser encontradas no site do Núcleo Regional de Educação de Toledo
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Parque da Ciência em Quedas do Iguaçu!


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A 7ª edição em 2012 do programa Paraná em Ação chega ao município de Quedas do Iguaçu entre os dias 20 e 22 de julho. A população contará com diversos serviços, como a confecção de diversos documentos, orientação jurídica, realização de exames e atividades de educação e lazer.

O Parque da Ciência estará presente com as sessões do Planetário do Projeto Céu do Paraná e com diversos experimentos científicos.

O programa Paraná em Ação é coordenado pela Secretaria Especial de Relações com a Comunidade e visa ofertar serviços e atividades que promovam a inclusão social e a cidadania. Mais informações podem ser encontradas no site do programa www.serc.pr.gov.br.


Vem aí a FACE 2012!


Promovida pelo Parque da Ciência, a Feira Anual do Conhecimento Escolar (FACE) é uma mostra de projetos científicos e culturais desenvolvidos por estudantes da Educação Infantil e do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Seu objetivo central é a interação e troca de experiências entre educadores, estudantes e pesquisadores.

Em 2012 a 5ª edição da FACE ocorrerá paralelamente à I Mostra Científica, Artística e Cultural, promovida pela Secretaria de Estado da Educação, que é direcionada aos estudantes e professores do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, médio e técnico.

Além da exposição dos trabalhos, a FACE contará com palestras, oficinas, visitas temáticas ao acervo do Parque da Ciência, desafios e outras atividades, além da tradicional cerimônia de premiação dos destaques com medalhas, troféus e visitas técnicas.

Em breve serão divulgados o regulamento, ficha de inscrição e demais detalhes. Fique atento!
 
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Bóson de Higgs: Após quase 50 anos, a busca pode chegar ao fim!

Por Anisio Lasievicz - Parque da Ciência

Há quase 50 anos atrás o físico Peter Higgs previu a existência de uma partícula que explicaria o motivo pelo qual a matéria teria massa. Em 04/07/2012 físicos de todo o mundo voltaram suas atenções para a sede do CERN (Organização Européia para pesquisa Nuclear) em Genebra na Suíça, onde é anunciada que a busca pode ter acabado. 



Através da análise de mais de 500 trilhões de colisões de partículas no LHC (sigla em inglês para a maior máquina do mundo - O Grande Colisor de Hádrons), os cientistas detectaram uma partícula de está de acordo com as previsões acerca das características do bóson de Higgs, o que dá uma grande certeza de sua existência e contribui para o coroamento do Modelo Padrão (teoria dedicada à explicar mundo subatômico) como uma das mais bem sucedidas de todos os tempos. 

Para saber mais:



Ciência no Brasil: o tamanho do Sol.

Por Anisio Lasievicz - Parque da Ciência

Ao questionarmos um estudante sobre quantos cientistas brasileiros ele conhece, provavelmente a resposta será nenhum, um ou talvez dois nomes, ainda mais quando as pesquisas estão relacionadas a grandes investimentos em instrumentação, como é o caso da Astronomia. 

Entretanto, diversos pesquisadores brasileiros desenvolvem trabalhos de ponta em áreas como Nanotecnologia, Química dos materiais e, especialmente, em Astronomia e assuntos correlatos. Um deles é o paranaense Marcelo Emílio, Doutor em Astronomia pela USP e professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Com a colaboração de pesquisadores americanos do Havaí e de Stanford, o pesquisador paranaense utilizou o trânsito de Mercúrio (passagem do planeta na frente do Sol em relação à Terra em 2003 e 2006) para efetuar a medição do diâmetro do astro rei mais precisa realizada até momento. A nova medição aponta que nossa estrela tem um diâmetro de 1.392.684 km, 700km a mais do que a medição anterior.

Os fenômenos associados ao Sol têm impacto direto na vida terrestre, uma vez que diversas alterações (luminosidade, vento solar, radiações, variações no tamanho) interferem nos ciclos da natureza e nos equipamentos responsáveis pelas telecomunicações e transmissão de eletricidade.

Para saber mais consulte:

Obtenção de mudas de árvores ou plantas ornamentais a partir de estacas (galhos) da planta mãe.

Por Ricardo Carilini - Parque da Ciência

Um dos produtos químicos usados no enraizamento de estacas é o Ácido Indol Butirico (também conhecido por suas iniciais AIB), um hormônio da família das auxinas - reguladoras do crescimento vegetal que atuam em partes das plantas, acelerando o seu enraizamento.

O AIB em pó é vendido em frascos com 1g, deve ser misturado a um litro de água para obtermos a solução enraizadora. A quantidade da solução que iremos usar depende do número de estacas que queremos enraizar. Se forem poucas estacas, usamos só meio grama de AIB para meio litro de água. Depois de preparada a solução, se houver sobra, esta deverá ser conservada em geladeira, em torno de um mês sem perder as suas propriedades, sendo necessário revestir a garrafa ou recipiente com papel alumínio para que não seja atingida por claridade.

O primeiro passo é selecionar os galhos que vão ser enraizados e cortá-los, adequando o seu comprimento ao vaso para plantio, variando a altura de 20 a 50 centímetros geralmente. A espessura pode variar entre a de um lápis e um dedo.

Um fator importante para o sucesso do enraizamento é a imersão das estacas num tempo de 30 a 60 segundos. Colocar sempre a ponta da estaca com a parte mais grossa na solução, na altura de cinco centímetros. A vantagem deste enraizador é que podemos, na sequência, levar as estacas para os vasos ou plantar direto nos canteiros. O AIB é encontrado também na forma líquida é comercializada com a solução pronta e o tempo de imersão está indicado pelo fabricante.

Um método natural, mas com tempo de enraizamento demorado pode ser feito com garrafas plásticas. Corta-se a parte de cima da boca da garrafa onde está a tampa, uns 20 centímetros, mas sem tirá-la totalmente. Colocar água no fundo da garrafa até cobrir de 03 a 06 centímetros o pé das estacas. Colocar sempre a parte mais grossa dos caules para baixo. Fechar a parte aberta da tampa com uma fita crepe e deixar em local que apanhe sol e sombra. Se a água abaixar muito, complete até que comecem a surgir raízes num prazo de 20 a 40 dias.


segunda-feira, 9 de julho de 2012

O que são constelações?

Por Anisio Lasievicz

A observação do céu e dos fenômenos cíclicos da natureza confunde-se com a própria história do ser humano. Um costume que, possivelmente, fora iniciado apenas por curiosidade e fascinação, transformou-se em uma das mais poderosas ferramentas para o desenvolvimento do homem, facultando a nossos ancestrais, a possibilidade de “entender” a natureza e, principalmente, de tentar prevê-la, localizando-se no tempo e no espaço. Previsão de épocas de frio, calor, chuva, estiagem, de plantio, colheita e localização espacial são algumas das informações obtidas através do acompanhamento do céu.
Hoje, os aparatos tecnológicos e a dinâmica de nossa sociedade diminuíram essa necessidade, por mais que ainda façamos isso, porém, munidos de equipamentos sofisticados e com outros propósitos.
Figura 1

Visando organizar facilitar a identificação dos objetos e a transmissão dos conhecimentos, os povos antigos começaram a agrupar as estrelas em figuras associadas a elementos culturais (animais com os quais convivia, deidades, objetos de uso corriqueiro, entre outros). Tais conjuntos receberam o nome de constelação (do latim constellātiō - conjunto de estrelas).


Figura 2
Entretanto, para a Astronomia moderna, constelação não é mais um desenho no céu, até porque, as estrelas que formam o Cruzeiro do Sul (figura 1),  por exemplo, não têm qualquer relação, nem sequer estão próximas umas das outras. Constelações são definidas como sendo regiões do céu (figura 2), delimitadas por linhas de coordenadas constantes. 

A Astronomia reconhece 88 constelações oficiais, baseadas nas observadas pelos sumérios, babilônios gregos e egípcios, além das recentes, idealizadas no período das grandes navegações. Porém, é importante lembrar que cada civilização que passou pela face da Terra imaginou seus próprios desenhos, ou seja, a interpretação tradicional é uma das possibilidades e nada impede que você observe o céu e crie suas próprias constelações.

Saiba Mais:



Fontes das Figuras

Figura 1: http://www.starrynightphotos.com/constellations/images/crux_o.jpg
Figura 2: http://scienceinthesky.files.wordpress.com/2011/01/constellationboundaries1.jpg

quarta-feira, 4 de julho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012