terça-feira, 30 de outubro de 2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Fantasma na Máquina - notas sobre inteligência artificial.

Por Sérgio Faria

O título do artigo é uma expressão de Gilbert Ryle, “The concept of mind”, no qual ele faz uma crítica devastadora à separação cartesiana entre corpo e alma.

A primeira questão a ser colocada é se as máquinas podem, em relação ao pensamento, conhecimento e ação, simular um ser indistinguível do humano. Isto é, ir além da máquina realizadora de atividades programadas através de algoritmos previamente estabelecidos pelo homem.

Tentando aclarar este tema busco na cinematografia, que tem apresentado questões instigantes sobre este tema, dois filmes emblemáticos sobre esta questão. Primeiro, “Eu, robot” de Alex Proyas apresenta a possibilidade da máquina simular humanos, isto é, ser dotada de inteligência artificial forte – AIF, em oposição à inteligência artificial fraca – aif, que só confere a capacidade de realizar tarefas pré-progamadas. AIF só se manifestaria, no filme, como “trechos de códigos randômicos que se uniram para formar protocolos inesperados. De forma não esperada, esses radicais livres elaboram perguntas sobre livre arbítrio, criatividade, e até mesmo sobre a natureza daquilo que chamamos alma. Por que será que quando armazenados no escuro eles [os robôs] se agrupam ao invés de ficarem sós? Como explicar tal comportamento? Segmentos de códigos randômicos? Ou algo a mais? Quando um esquema de percepção se torna uma consciência? Quando calcular probabilidades começa a busca da verdade? Quando é que uma simulação de personalidade se torna o doloroso átomo de uma alma?”

As questões aí colocadas remetem para a possibilidade da AIF a partir de ventos incertos não previstos na programação que poderiam resultar na autocriação da consciência e, portanto, de identidade pelas máquinas.

Deixando de lado o problema da alma, que se encontra no terreno do sobrenatural, e que, portanto, não é verificável pela ciência, pode-se dizer que a criatura, máquina, traria em si o germe da condição ontológica do seu criador, o homem, na medida em que este só se erigiu da natureza como animal gregário. Por outro lado, a consciência não é um mecanismo de redes lógicas, é antes o resultado de um longo e doloroso processo de interação com o mundo junto e através de outros homens. Neste processo, desejos, frustrações e repreensões têm um papel decisivo.

Lembrando Ryle, “o sujeito é um agente que se constrói pela interação com o meio-ambiente através do conjunto de suas ações.” Podemos afirmar que há um mundo de ações além das estruturas formais de pensamento onde a aprendizagem da língua tem um papel destacado. Ocorre, porém, que a linguagem não é apenas um conjunto de significantes, normas e formas de uso, isto é, não se trata apenas de uma sintaxe, é antes um conjunto de estruturas vivas em constante transformação que precede os indivíduos. Para a construção do robô humanizado, o grande obstáculo a superar é a necessidade de uma completa linguagem artificial que comportasse todas as infinitas possibilidades de significação, que abriga em cada situação o dito, o não-dito, a forma com que é dito incluindo o gestual que acompanha. Isto inclui o piscar com um olho só do detetive Spooner, na busca de articulação de uma cumplicidade com o robô Sony.

Outro filme instigante é “Blade Runner” de Ridley Scott, no qual a Los Angeles de 2019 é invadida por seis replicantes. Replicantes são uma fusão entre homem e máquina produzidos por intervenções de biotecnologia e eletrônica que só podem ser diferenciados dos humanos através de um teste científico-psicológico, sofisticado, aplicado por um especialista bem treinado. Os replicantes são programados para terem somente quatro anos de vida e são banidos da Terra para realizarem tarefas no espaço. Os seis replicantes rompem o banimento e por isso devem ser caçados e exterminados. Eles vêm à Terra em busca de suas origens e de mais vida. Ao final, o último replicante, Roy, em combate mortal com o seu caçador, Dick Deckark (Harisson Ford) começa a morrer e num gesto final, salva o seu caçador e diz que viu “coisas inimagináveis para além de Orion e que todos os momentos são como lágrimas na chuva. É hora de morrer”. Pouco antes ele havia pedido para Deckark : “ Mostre-me do que você é feito!” Em seguida, Deckark declara aos que vêm resgatá-lo: “Eu não sei por que ele salvou a minha vida, talvez porque naqueles últimos momentos ele tenha amado a vida mais do que nunca. Afinal, tudo o que ele queria era as mesmas respostas que o resto de nós: de onde eu vim? Para onde eu vou? Quanto tempo eu tenho? E tudo o que eu pude fazer era sentar-me lá e vê-lo morrer.”

Estas questões, embora fictícias, remetem para o fato de que todos somos blade runners, pois estamos correndo sobre a lâmina que separa homens e máquinas, cuja espessura diminui a cada dia.

Vem aí a V FACE e a I Mostra Artística, Científica e Cultural da SEED!



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 A 5ª edição da  Feira Anual do Conhecimento Escolar (FACE) e a I Mostra Artística, Científica e Cultural da Secretaria de Estado da Educação trarão ao Parque da Ciência as produções científicas e artísticas dos estudantes e professores, as quais serão apresentadas durante os dias 24 a 26 de outubro

A FACE consiste em uma oportunidade para estudantes e professores  apresentarem suas produções científicas, artísticas e culturais realizadas em suas instituições.

Nestaedição, a FACE  terá como público alvo os estudantes e educadores da educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental, visto que é um evento integrado à I Mostra  Artística, Científica e Cultural promovida pela SEED, que contará com a apresentação de trabalhos científicos e diversas apresentações culturais, de estudantes dos anos finais do ensino fundamental, médio e técnico dos 32 Núcleos Regionais de Educação do Paraná.

Abertas as inscrições para novos cursos do Atelie de Arte do Parque da Ciência!


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Estão abertas as inscrições para os cursos de Cestaria e Artesanato em bambu, ofertados pelo Atelie de Arte do Parque da Ciência em parceria com o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). Ambos os cursos são voltados aos educadores das disciplinas de Arte, Ciências e Biologia da rede estadual, atuantes nos Núcleos Regionais de Curitiba, Área Metropolitana Norte e Área Metropolitana Sul. Confira as datas:

  • Curso de Cestaria: 1ª Fase (56 horas): 12 e 13/11/2012; 2ª Fase: 26 a 30/11/2012;
  •  Artesanato em Bambu (16 horas): 03 e 04/12/2012.

Os interessados deverão inscrever-se de acordo com o procedimento padrão da SEED com os técnicos responsáveis de cada NRE.
 

Docentes Indígenas visitam o Parque da Ciência!


Os participantes do Curso de Formação Docente Indígena da SEED de 16 aldeias do Paraná visitaram o Parque da Ciência no dia 02/10/2012. Durante aproximadamente duas horas, eles conheceram os principais espaços do Parque, como a Sala 3D Milton Santos e o Planetário Indígena, que é um dos poucos no Brasil a apresentar um modo diferente de interpretar o céu e os fenômenos celestes, baseado na cosmogonia Kaingang e Guarani.

O Curso de Formação Docente Indígena é uma iniciativa da SEED e visa fortalecer a atuação do educador indígena em suas comunidades, através do respeito à diversidade e à cultura indígena.
 
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Centro Cívico, Bairro Novo e Cidade Industrial receberam o programa Paraná em Ação em Curitiba!


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Em setembro a capital paranaense recebeu três etapas do programa Paraná em Ação, executadas no Centro Cívico, no Bairro Novo e na Cidade Industrial. Nelas, a população teve acesso a serviços como confecção de diversos  documentos, orientações e abertura de processos jurídicos, diversos tipos de exames de saúde, além de conhecer programas e projetos de diversas instuições e participar de atividades educativas, lúdicas e recreativas. 

O Parque da Ciência marcou presença com experimentos interativos sobre Ciência e com a apresentação de sessões de Planetário, atendendo mais de 2.000 pessoas nas três etapas.

O programa Paraná em Ação é coordenado pela Secretaria Especial de Relações Com a Comunidade e visa ofertar serviços que promovam a cidadania e a  inclusão social.  Para saber mais, consulte o site www.serc.pr.gov.br.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Morre Eric Hobsbawm!

Por Pedro Monteiro Bittencourt

Faleceu nesta segunda-feira, dia 1º, devido a uma pneumonia, o historiador britânico Eric J. Hobsbawm. Nascido no Egito em 1917, é considerado um dos maiores historiadores do século XX e continuou produzindo até recentemente, escreveu inclusive um livro que ainda está em revisão, e deve ser lançado em 2013. Sua visão política marxista (sendo membro do partido desde os 14 anos de idade) influenciou bastante sua produção acadêmica e ele deu destaque à história social e cultural.

Dentre suas muitas obras, a que recebeu mais destaque foi “A Era dos Extremos”, que cobre o período da Primeira Guerra Mundial até a queda da URSS, chamado por ele de “o breve século XX”. As outras “Eras” de Hobsbawm cobrem o “longo” século XIX, em três volumes ele contextualiza o período entre a Revolução Francesa e o início da Primeira Guerra. Merece destaque também a “História Social do Jazz”, que trata de uma as outras paixões dele, a música.

As diversas manifestações após sua morte, em especial na Inglaterra, mostram como ele foi respeitado, mesmo por pessoas que discordam de sua visão marxista. Interessado também em política e na conjuntura atual, ele se mantinha constantemente atualizado, concedia entrevistas e participava de reuniões com diversas pessoas influentes e estadistas. Entre esses, vale ressaltar sua relação com Lula, Hobsbawm chegou a afirmar que ele “ajudou a mudar o equilíbrio do mundo ao trazer os países em desenvolvimento para o centro das coisas”.

Eric Hobsbawm pensou o século XX de maneira diferente, viveu esse século de maneira intensa, fala com propriedade sobre o século dos extremos, o “século mais extraordinário e terrível da história humana".

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

100 Anos de Contestado!

Por Jeffrey Cássio de Toledo e Vinícius Prado


Há cem anos atrás, a construção de uma estrada de ferro, que ligaria os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, seria responsável por um dos maiores conflitos armados no Brasil: a Guerra do  Contestado (1912-1916). A região, rica em erva-mate e madeira, era alvo de disputa entre os estados de Paraná e Santa Catarina. O Brasil encontrava-se neste momento em um período de consolidação da Republica, que fora proclamada a pouco mais de duas décadas, o presidente então era o Marechal Hermes da Fonseca, sobrinho do primeiro presidente da republica, Marechal Deodoro da Fonseca, e primeiro militar eleito. Neste período eclodiam em várias regiões do pais revoltas e movimentos que contestavam a instalação do regime republicano, e defendiam o retorno da monarquia, e é neste cenário que o movimento que ficou conhecido como Guerra do Contestado surge.
           
No contexto do conflito podemos, também, perceber a figura messiânica do monge José Maria, considerado por muitos como um homem santo. José Maria conseguiu reunir milhares seguidores, dentre a sua maioria, camponeses que, após ficarem desempregados com o fim da construção da estrada de ferro. O monge pregava idéias de mundo novo, regido pelas leis de Deus. “Para ele a República era a 'lei do diabo'. Por isso, nomeou como 'Imperador do Brasil' um fazendeiro que não sabia ler nem escrever, criou a comunidade de 'Quadro Santo' e montou uma guarda de honra de 24 cavaleiros que ele intitulou de 'Doze Pares de França', fazendo uma alusão à cavalaria de Carlos Magno na Idade Média.”¹

Além da questão religiosa, outro aspecto determinante para o início do conflito foi a instalação da empresa estadunidense que construiria a estrada de ferro na região. A Brasil Railway Company, comprou uma extensa área de terras entre os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul podendo, assim, aproveitar-se dos usos da terra na região. Foi concedida a empresa, uma faixa de terra de 15 quilômetros de cada lado da ferrovia para exploração de erva-mate e madeira. Assim, progressivamente, ao longo dos anos, os moradores acabaram sendo desalojados, dando inicio a uma série de conflitos entre a população e o governo federal.

Hoje, uma série de reportagens e encontros debatendo o assunto podem ser vistos pelo país inteiro. Podemos perceber que a importância deste acontecimento não está restrita ao sul do país. Um exemplo disso é a série publicada pelo portal Estadão.com.br. Na série de reportagens podemos acompanhar a trajetória de vida de três “crianças” que sobreviveram a rebelião. Para conhecer um pouco mais sobre o conflito e sobre a história do Brasil durante a Republica Velha confira a reportagem no site http://topicos.estadao.com.br/contestado.

A Arte de Aprender Brincando.

Por Elaine Barbosa

Nós seres humanos desde os primeiros meses de vida, tentamos nos comunicar com os seres que estão mais próximos de nós, este modo de comunicação inicial é através de gestos, sorrisos, gracejos e brincadeiras. A criança tenta aprender o novo mundo, familiarizar-se com ele, fazer parte deste contexto. Brincar torna-se o meio mais prático para adquirir e compreender esta fase de sua existência. Os pais por consequência iniciam a preparação do novo integrante da família antes mesmo dele nascer. Preparamos o quarto do bebê, com muito conforto, alegria e diversão. Bonecos, carrinhos, móbiles, enfeites, tudo remonta a brincadeira, os pais desejam que seu filho seja feliz, completo, sinta-se acolhido, bem recebido e demonstrar que se importam e desejam muito a sua chegada. A criança percebe todo este preparo e devolve este afeto através de uma forma única de expressar seus sentimentos, a brincadeira. Existem diferentes meios de comunicação, podendo ser gestual/corporal (olhares, movimentos de mãos, representações com o corpo); visual (cores, aparência); gráfica (escrita e desenhos) ou verbal, a criança reconhece todas essas modalidades, mas a expressão através da brincadeira é para ela uma necessidade.

Com o passar do tempo desenvolve e adquire uma autonomia na arte de brincar, surge o momento em que ela inicia o processo de transferência daquilo que vive e observa para as brincadeiras, elas não são somente um passatempo, mas a expressão dos seus sentimentos diante das situações que vive. Se elas forem situações tranquilas, equilibradas, pacíficas suas brincadeiras irão refletir essa realidade, mas também a visão oposta será igualmente transferida para as brincadeiras.

Já em idade escolar, as crianças deveriam ser estimuladas a brincar para que ocorra uma melhor aprendizagem, as escolas esquecem por vezes a importância desse ato para a socialização e firmeza de seu desenvolvimento intelectual. “Quando a criança constrói seu conhecimento a partir de suas brincadeiras e leva a realidade para o seu mundo da fantasia, ela transforma suas incertezas em algo que proporciona segurança e prazer, pois vai construindo seu conhecimento sem limitações.” (Sanny S. da Rosa). Dar sentido a brincadeira, um novo conceito, aprender através de jogos, músicas, atividades em grupo que possam colocar a criança frente a frente com o conhecimento de um modo mais lúdico, auxilia muito a compreensão de mundo do novo ser.

Nas brincadeiras, as crianças desenvolvem capacidades importantes, tais como, atenção, imitação, memória, imaginação. Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação e da utilização e experimentação de regras.

A brincadeira bem conduzida estimula a memória, exalta sensações emocionais, desenvolve a linguagem interior e exterior, exercitando a atenção e explorando diferentes estados de motivação.

Brincar favorece a interação com os colegas, propiciando situações de aprendizagens em grupo, valorizando a comunicação, o companheirismo, a vida em sociedade, evitando o egoísmo e o isolamento.

Como diria BROUGERE, apud WAJSKOP, 1995, p. 31. “A brincadeira é o lugar da socialização, da administração da relação com o outro, da apropriação da cultura, do exercício da decisão e da invenção.”

Os jogos desenvolvem na criança determinadas potencialidades como: a cabra-cega (lateralidade – noções de direção); tangran (imaginação, conhecimento de formas geométricas); pintura (noções de espaço, cores primárias e secundárias); dança em frente a espelhos (trabalha a percepção, corpo humano); xadrez (regras, lógica, concentração); construção de cidades com blocos (socialização, imaginação, colaboração) estes são apenas alguns exemplos de tantos outros jogos que podem ser utilizados para o desenvolvimento psicomotor da criança como também para uma melhor integração à sociedade.
Os jogos divertidos agilizam o raciocínio verbal, numérico, visual e abstrato, incentivam o respeito às demais pessoas e culturas, estimulam a melhor aceitação as regras e resolução de problemas ou dificuldades procurando alternativas. É pela brincadeira que a criança expressa o que teria dificuldades de colocar em palavras.

Essas brincadeiras estimulam a: imaginação, a socialização, a tolerância, a amizade e a alegria e estão sendo substituídos por jogos eletrônicos. Hoje vivemos em uma época em que as tecnologias tomaram conta das crianças, os computadores, os videogames, a internet, os brinquedos eletrônicos, tomaram o lugar de brincadeiras como o pular corda, o jogo de amarelinha, o cabo de guerra, a batalha naval, soltar pipa, brincar de casinha, com os carrinhos, etc.

A criança do presente não pede mais uma boneca ou um carrinho, mas sim um celular de última geração. A falha não está nas crianças, mas sim dos adultos que motivam, incentivam esta situação, iniciando-se em casa, continuando na escola e retornando para a casa. Devemos alterar a nossa postura e perceber que nossos filhos, alunos e crianças em geral necessitam de estimulo, vivência, carinho, aceitação, inclusão na vida dos adultos e isso tem inicio nas brincadeiras. Portanto convido vocês pais e professores: VAMOS BRINCAR?

Coleta Seletiva!

Por Anelissa Carinne dos Santos

O ser humano produz uma imensa quantidade de lixo todos os dias. Infelizmente boa parte dessa quantia recebe destinação inadequada. Para diminuir a quantidade de lixo que produzimos, devemos seguir 3 dicas básicas: reduzir o desperdício, reutilizar os materiais (exceto tóxicos, de limpeza, etc.) e separar os materiais recicláveis para a coleta seletiva. Estimativas apontam que cerca de 50% do material que descartamos pode ser recuperado como matéria-prima, para a fabricação de um novo produto.

A RESOLUÇÃO No 275 DE 25 DE ABRIL 2001, do CONAMA, estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva:

AZUL: papel/papelão;
VERMELHO: plástico;
VERDE: vidro;
AMARELO: metal;
PRETO: madeira;
LARANJA: resíduos perigosos;
BRANCO: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde;
ROXO: resíduos radioativos;
MARROM: resíduos orgânicos;
CINZA: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.

O que deve ir para a coleta seletiva:

Papel: Caixa de Papelão,Jornal, Revista, Impressos em geral, Fotocópias, Rascunhos, Envelopes, Papel timbrado, Embalagens longa-vida, Cartões, Papel de fax, Folhas de caderno, Formulários de computador, Aparas de papel, Copos descartáveis, Papel vegetal, Papel toalha e guardanapo.
Plástico: Copos plásticos, vasilhas, embalagens de refrigerante, sacos de leite, frascos de shampoo e de detergentes, embalagens de margarina, tubos de canos de PVC, Embalagens Tetrapak (misturas de papel, plástico e metal).
Vidro: Copos, garrafas, potes, frascos e cacos.
Metal: Latas de alumínio (cerveja e refrigerante), sucatas de reformas, lata de folha de flandres (lata de óleo, salsicha e outros enlatados), tampinhas, arames, pregos e parafusos.  Objetos de cobre, alumínio, bronze, ferro, chumbo ou zinco, canos e tubos

O que não deve ir para a coleta seletiva:

Papel: Etiquetas adesivas, papel carbono e de estêncil, papel sanitário, papel plastificado, fita crepe, papel de fax, papel metalizado, fotografias, papéis sujos de alimentos e guardanapos, tocos de cigarro.
Plástico: Tomadas, cabos de panela, nylon e poliéster.
Vidro: Espelho, lâmina, pirex, lâmpadas, vidros de janelas, box de banheiro, porcelana, cristais, vidros de automóveis, cerâmica e tubos de TV.
Metal: Clips, esponjas de aço e grampos.

A célula e a organização celular.

Por Anelissa Carinne dos Santos
 
As células são os elementos com os quais se constroem toda a imensa variedade de seres vivos – com exceção dos vírus. A maioria das estruturas celulares exige um microscópio eletrônico para que possam ser estudadas.
 
O termo célula foi utilizado pela primeira vez por Robert Hooke, em 1655. O pesquisador, usando um microscópio bastante rudimentar, observou numerosos compartimentos vazios na cortiça e os denominou células (diminutivo do termo latim cella – pequeno cômodo). Mas o que ele realmente observou foi células vazias, destituídas de matéria viva.
 
A organização celular varia conforme o ser vivo. Os procariotos não possuem núcleo celular organizado, ao contrário dos eucariotos. Num organismo pluricelular, complexo e bastante organizado, as células podem se associar de maneira a desempenhar determinada função e constituir um tecido. Vários tecidos, por sua vez, podem se agrupar, formando um órgão. Vários órgãos podem interagir, desempenhando uma determinada função no organismo, e formar um sistema. O conjunto de todos os sistemas constitui um organismo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A Terra vista do céu: novas tecnologias no ensino das Ciências da Terra

Por Rafael da Silva Tangerina - Geografia Parque da Ciência

Com a evolução dos aparatos tecnológicos a partir dos lançamentos dos primeiros satélites artificiais, o (re) conhecimento do espaço terrestre vem merecendo novas abordagens. As imagens de satélite, um dos principais produtos do sensoriamento remoto, estão cada vez mais presentes em diferentes áreas, especialmente como ferramenta para o planejamento ambiental, ações que envolvem implicações socioeconômicas e atividades ligadas à geografia como um todo. São demandados profissionais com aptidão para utilizar as imagens de satélite através de qualificada interpretação das mesmas.

No que tange ao aspecto educacional, destaca-se que o software Google Earth continua a atrair a atenção dos jovens, graças à sua capacidade de disponibilizar as informações geográficas do mundo em apenas alguns cliques. Por todo o mundo, educadores criaram atividades pedagógicas estimulantes que, para além do ensino da geografia, permitem ensinar literatura, história, matemática, ciências da natureza e muito mais. O Google Earth para a Comunidade de Educadores disponibiliza sugestões e truques para utilizar o software como uma ferramenta pedagógica.

Centro de Curitiba - PR.
Pirâmides Egípcias - Cairo /Egito
Gran Canyon - Estado do Arizona/EUA
O Google Earth foi lançado em junho de 2005, após a compra no ano anterior da empresa Keyhole, especializada em cartografia digital e fundada por McClendon. O software permite visualizar o planeta Terra, passear por ele, e teve o acréscimo de várias funcionalidades durante os anos, como cidades inteiras em 3D. Em um de seus recursos, pode-se comparar uma imagem de hoje com a de anos anteriores e poder assim, analisar as transformações do espaço geográfico.

Acredita-se que o processo de melhoria da qualidade do ensino passa, além de outros fatores, pela utilização das tecnologias na educação, adotando novas metodologias de ensino e aprendizagem.

Saiba mais



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Curiosidade "sobre" Marte!


Por Anisio Lasievicz

Em 4 de outubro de 1957 o ser humano envia ao espaço uma bola de cerca de 80kg, cuja função principal era emitir um “bip” captado por qualquer rádio doméstico, visando testar a capacidade de comunicação no espaço. Cinco anos depois, o primeiro ser humano vai ao espaço e, em 1969, a humanidade pisa em um mundo diferente do seu.
 
Hoje, 55 anos depois do Sputnik, o homem envia um jipe robótico de 900kg – um dos laboratórios mais avançados do planeta – por mais de 80 milhões de quilômetros, em uma viagem de 9 meses. O nome da missão: Curiosidade.
 
Jipe Curiosity.
Os objetivos de tanto esforço consistem em avaliar o potencial de Marte ter abrigado vida em um passado distante, quais os níveis de radiação e o ciclo da água no planeta, em um tempo aproximado de 1 ano e 10 meses mas, as expectativas são de que a missão forneça dados por mais de uma década, uma vez que o jipe possui geradores de energia elétrica e de calor à base de plutônio.

A missão teve diversas etapas críticas, das quais o pouso foi, sem dúvida, a mais perigosa. Páraquedas e retrofoguetes não eram suficientes para frear um objeto de quase uma tonelada a 22 mil km/h na rarefeita atmosfera marciana, exigindo um sistema de içagem, ou seja, um guindaste com retrofoguetes desceu o jipe até o solo marciano. Se não bastassem todas essas complicações, os pesquisadores e controladores ainda tinham a agonia de esperar uma "eternidade" de 14 minutos para constatar se a operação foi bem sucedida (o tempo que a informação leva para visjar de Marte até a Terra).


Alguns diriam: por que tanto empenho? A curiosidade moveu o ser humano através dos tempos e é o foguete da Ciência. Esse é um motivo. Mas, ao compreendermos como outros mundos funcionam, talvez entendamos mais do nosso mundo e, principalmente entendamos como preservá-lo, reparando os erros cometidos e diminuindo a chance de novos erros.



Herbário do Parque da Ciência integra-se à rede mundial de coleções botânicas!


O Herbário IRAÍ do Parque da Ciência entrou para o Index Herbariorum, uma rede que congrega 3.400 herbários e aproximadamente 10.000 pesquisadores ao redor do mundo, gerenciada pelo Jardim Botânico de Nova Iorque. O site oferece diversos sistemas de busca personalizados, os quais fornecem dados sobre espécies, distribuição geográfica, número de exemplares, curadores, pesquisadores e especialistas em cada campo de atividade.

O Herbário IRAÍ abriga cerca de 6.500 exemplares de plantas de diversas famílias, além de frutos, sementes e amostras de madeira, com todo o banco de dados disponível para acesso on-line através do Index Herbariorum e do Species Link
Exemplar de exsicata.
Exsicatas da coleção científica.