quarta-feira, 2 de abril de 2014

BRASIL, RÚSSIA, CHINA, ÍNDIA E ÁFRICA DO SUL NO CONTEXTO MUNDIAL: OS BRICS

Por: Aline Veiga

Apesar do histórico de domínio e grande hegemonia política e econômica mundial da Europa e dos Estados Unidos, que sempre expandiram seu poder para além de suas fronteiras nacionais, no inicio do século XXI forma-se um grupo de nações que se destacam na nova organização geopolítica mundial.

Este grupo foi denominado pelo economista Jim O’Neill, em 2001, como BRIC, sendo formado por Brasil, Rússia, Índia e China. Em 2010 juntou-se ao grupo a África do Sul, alterando a sigla para BRICS (S para South Africa).

Figura 1. Bandeiras das nações integrantes do BRICS.  Fonte: jornal.ceiri.com.br 
Os BRICS são considerados nações com grande potencial de crescimento econômico. Apesar de não possuírem grandes afinidades em relação a sua inserção e interesses internacionais, Rússia, China, Brasil, Índia e África do Sul ocupam posição relevante no lugar em que estão inseridos, em relação a política, economia, taxa populacional e proporção territorial.

Mesmo após o fim da União Soviética, e após ter passado por uma crise na década de 1990, a Rússia mantém-se como potência econômica e militar mundial, retomando o crescimento econômico principalmente a partir dos anos 2000.

A China destaca-se pelo número de sua população dentro do quadro mundial. Além disso, busca a hegemonia política e militar em territórios asiáticos. Também se mostra atuante em outros continentes, por exemplo, na América do Sul.

Atualmente, a Índia também é considerada potência militar, ao mesmo tempo em que demonstra desenvolvimento expansionista no quadro econômico. Possui relações com a China quando se trata de disputas territoriais, a fim de conquistar segurança energética, através de núcleos para importação do petróleo.

O continente africano teve forte influência das colônias europeias e do interesse norte-americano às suas regiões petrolíferas. Assim como o Brasil, a África do Sul possui grande importância econômica para sua região, porém não exerce grande participação econômica e política no contexto mundial. 
Historicamente o Brasil teve papel de “periferia” das grandes potências mundiais, passando a exercer influência política e econômica na América do Sul. Porém, de modo geral, sua participação no mercado mundial continua se dando de maneira mais expressiva a partir da exportação de commodities – matéria prima sem grandes alterações provenientes de processos industriais.

Figura 2. Líderes das nações pertencentes ao BRICS em encontro em Durban, África do Sul, em março de 2013. 
 Fonte: envolverde.com.br

Mesmo representando potências emergentes da nova conjuntura geopolítica mundial, estas nações ainda enfrentam grandes dificuldades para seu pleno desenvolvimento econômico. Dentro dos BRICS, por exemplo, as exportações estão voltadas para a China, sem grandes conquistas de outros mercados; outro fator negativo é a grande desigualdade social existente nessas nações, apesar do crescente avanço econômico.


REFERÊNCIAS

FIORI, José Luís. A nova geopolítica das nações e o lugar da Rússia, China, Índia, Brasil e África do Sul. OIKOS – Revista de Economia Heterodoxa, n. 8, p. 77-106, 2007.

SANTOS, Leandro Bruno; DONZELLE, Luis José. Papel do BRIC na economia mundial. Mercator, v. 9, n. 19, p. 19-35, ago. 2010. 

Share:

0 comentários:

Postar um comentário