segunda-feira, 24 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

terça-feira, 4 de abril de 2017

segunda-feira, 3 de abril de 2017

quinta-feira, 30 de março de 2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

Parque da Ciência abre inscrições para Curso Gratuito de Desenho e Pintura em Tela!



O Curso Gratuito de Desenho Básico e Pintura em Tela ofertado pelo Parque da Ciência está com inscrições abertas. São 15 (quinze) vagas para os interessados em entrar neste universo ou para os que já possuem uma certa experiência e querem aperfeiçoar suas técnicas. O único pré-requisito é ter idade igual ou superior a 14 anos. 

Durante o curso serão abordadas a estruturação do desenho e da imagem, luz e sombra, técnicas de desenho, teoria da cor, pintura em tela com tinta acrílica.

As atividades do curso serão realizadas sempre as quartas feiras pela manhã, das 09:00h às 11:30h, no Parque da Ciência, iniciando em 19/04/2017.

Interessado? Basta entrar em contato com a secretaria do Parque para efetuar sua inscrição. 

Informações/Inscrições: (41) 3666 - 6156
Parque da Ciência Newton Freire Maia
Estrada da Graciosa 7400 - km20
Jd. Boa Vista - Pinhais/PR.
CEP.: 83.327-000
parque@parquedaciencia.pr.gov.br
facebook.com/parquedaciencia

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Venha observar o céu no Parque da Ciência!

Nesta quarta-feira (09/11) tem Noites no Parque!

A partir das 19:30h nossos telescópios estarão disponíveis para observação dos planetas visíveis, da nossa Lua e de outros astros!

Traga seus familiares e amigos para aprender um pouco mais sobre o céu e as constelações!

A atividade é gratuita e não há necessidade de agendar, basta comparecer na Portaria do Globo de Madeira do Parque da Ciência entre 19:30h e 22:00h!

MAS ATENÇÃO: CASO O TEMPO ESTEJA NUBLADO OU CHUVOSO A ATIVIDADE SERÁ CANCELADA! ACOMPANHEM O FACEBOOK DO PARQUE PARA MAIORES 
INFORMAÇÕES, OU VIA TELEFONE (41) 3666 - 6156.

Parque da Ciência
Endereço: Estrada da Graciosa 7400 - km 20.
Jd Boa Vista - Pinhais - PR
CEP: 83.327-000
Informações: (41) 3666-6156

terça-feira, 1 de novembro de 2016

domingo, 30 de outubro de 2016

SELEÇÃO NATURAL: UMA VISÃO REVOLUCIONÁRIA DA VIDA

Figura 1: Representação metafórica do processo de seleção natural.

Um filósofo de grande influência em sua época, Aristóteles (384-322 a.C) levou em consideração que as espécies eram unidades fixas por meio de suas próprias observações da natureza, determinando que as espécies seriam incapazes de sofrerem alterações. Ele reconheceu uma certa afinidade entre as espécies existentes, e que estas poderiam ser organizadas em uma escada com aumento de complexidade, onde cada ser vivo teria o seu lugar.

Tais ideias tinham uma semelhança muito grande com o criacionismo, mencionado no Velho Testamento, onde as espécies teriam sido individualmente desenhadas por Deus. Muitos cientistas no período do século XVIII interpretaram a adaptação entre organismos e ambiente como sendo uma evidência de que Deus teria desenhado cada espécie com uma finalidade. Carolus Linnaeus (1707- 1778), físico e botânico foi um do que procurou classificar essa diversidade da vida, baseado nestes pressupostos, ou seja, não relacionando a semelhança entre as espécies por um parentesco evolutivo mas sim, através de um padrão de criação.

Um século mais tarde, o naturalista inglês Charles Darwin (1809 – 1882) criou argumentos para que a classificação fosse baseada em relações evolutivas. Varias foram as fontes de informação que Darwin utilizou mas, em particular, os registros fósseis tiveram fundamental importância na estruturação de suas ideias.

Em contraste ao pensamento de Cuvier, outros cientistas como James Hutton (1726-1797) e Charles Lyell (1797-1875) sugeriram que profundas mudanças seriam sim possíveis de ocorrer, por conta de um efeito lento e cumulativo. Essas ideias tiveram importante influência nos pensamentos de Darwin, levando em consideração esses efeitos Darwin concordou que as mudanças geológicas são lentas, portanto ele chegou a conclusão de que o planeta seria muito mais velho do que se acreditava na época – apenas alguns milhares de anos. Um tempo depois, Darwin sugeriu que processos lentos e sutis poderiam produzir também, mudanças biológicas. Devemos lembrar que Darwin não foi o primeiro a citar mudança gradual ligada a evolução biológica.

Figura 2: Jean-Baptiste, cavaleiro de Lamarck.
Fonte: Portal do professor - MEC.
No decorrer do século XVIII, naturalistas sugeriam que existia uma evolução da vida diretamente ligada a mudança de ambientes. Somente um propôs um mecanismo para tentar explicar a mudança da vida ao longo do tempo: o biólogo Jean-Baptiste, cavaleiro de Lamarck (1744-1829). Portanto, devemos lembrar de Lamarck por sua visão pioneira, onde mudanças evolutivas explicariam a adaptação dos organismos aos ambientes e as semelhanças fósseis, e não pelo mecanismo incorreto proposto por ele.


A PESQUISA DE CHARLES DARWIN

Charles Darwin (1809-1882) nascido em Shrewsbury na Inglaterra, apresentou, desde menino, interesse por assuntos ambientais. O pai de Darwin o orientou a fazer medicina mas não se adaptou, abandonando-o e ingressando na Universidade de Crambridge com a intenção de ser um clérigo.

Após sua formação, Darwin partiu para uma viagem ao redor do mundo  no navio do jovem capitão Robert FitzRoy.

Figura 3: Roteiro da viagem feita por Darwin ao redor do mundo. Fonte: Wikimedia.
Por Rafael Vitorino de Oliveira

REFERÊNCIAS

http://www.ib.usp.br/evosite/evo101/IIIENaturalSelection.shtml

sábado, 29 de outubro de 2016

NOVIDADES SOBRE A PRÉ-HISTÓRIA DA AMAZÔNIA

Até pouco tempo acreditava-se que a chegada dos primeiros seres humanos a América do Sul havia ocorrido apenas no começo do holoceno ou no pleistoceno tardio, sugerindo uma dispersão súbita e uma adaptação notável capaz de explicar a diversidade cultural até então catalogadas. Todavia, considerações e datações recentes discutidas por Araújo (2008), situaram a provável chegada e dispersão dos primeiros seres humanos na América do Sul a um período entre 33000 a 14000 anos atrás, o que implica em um processo de ocupação mais gradativo e de evolução cultural e social mais realista.

Na Amazônia, as mais antigas datações foram realizadas no sítio arqueológico da Pedra Pintada (PA), onde foi encontrado um volumoso sinal de indústria lítica e de pintura rupestre, sugerindo uma provável ocupação entre 10000 e 11200 anos atrás. Alguns pesquisadores chegam a especular datações mais antigas, considerando a raridade de sítios arqueológicos preservados. Acredita-se que por conta da intensa atividade orgânica e do clima absolutamente úmido dos últimos 3000 anos, as possibilidades de vestígios arqueológicos anteriores ao médio holoceno sejam mínimas na Amazônia, assim, a maioria dos sítios arqueológicos observados hoje nessa região, com raras exceções, são relativamente recentes, remontando aos últimos dois milênios (PROUS, 2006).

Outra ideia questionada pelos estudos arqueológicos mais recentes é a de que a Amazônia, enquanto uma região hostil pela dimensão e intensidade de sua natureza e pelas condições inférteis dos solos, não poderia conter agrupamentos humanos elaborados e fixos, dotados de conhecimento técnico e em pleno exercício cultural e político capazes de coalizar uma sociedade complexa e numerosa. Aceitava-se que as populações amazônicas estariam niveladas como caçadores-coletores marginalizados das regiões mais favoráveis à vida, em sua maioria nômades que não praticavam dedicadamente a domesticação das plantas e animais e as inovações tecnológicas ali manifestadas, como a cerâmica, eram oriundos da mesoamérica ou dos Andes. 

Pinturas rupestres no Parque Nacional de Monte Alegre (PA), onde já foram registrados mais de 100 sítios arqueológicos, inclusive o da Pedra Pintada, com pinturas datadas de até 11200 anos. Fonte: SEMAS-PA.

Entretanto, em 1991 a arqueóloga Anna C. Roosevelt destrinchou alguns sítios arqueológicos amazônicos (Taperinha e Caverna da Pedra Pintada), e evidenciou sinais arqueológicos que admitem a presença humana já há pelo menos 11200 anos atrás e uma complexidade técnica das populações pré-colombianas, exemplificada com cerâmicas para armazenamento e cozimento de alimentos e artefatos líticos datados em até 9000 anos, admitindo a capacidade agrícola e técnica dos povos ancestrais. Outros pesquisadores, como Robert Carneiro (2007), também demonstraram que as tecnologias e métodos evidenciados arqueologicamente na Amazônia, inclusive a agricultura, desenvolveram-se localmente, não sendo apenas uma derivação intrusiva. Além disso, segundo André Prous em seu livro O Brasil Antes dos Brasileiros, o principal elemento que veio a consolidar a ideia de que a Amazônia compreendeu povos numerosos, vastos e complexos foi a constatação da quilométrica presença de terras pretas com até 1,5m de espessura nas várzeas dos principais rios, especialmente o Amazonas. As terras pretas são solos elaborados pela ação humana através da compostagem e do acúmulo de lodo trazido pelas eventuais inundações. Altamente férteis e indiferentes à rotatividade, as terras pretas podem ter amparado agricultura intensiva de sociedades organizadas e populosas.

Murrieta et. al. em Assim Caminhou a Humanidade (2015), admite que a forma econômica que provavelmente vigorou na Amazônia pré-histórica era baseada na pesca, na coleta, na caça e no cultivo de baixa intensidade, no entanto, tais características econômicas não foram empecilhos para o florescimento de civilizações complexas, dotadas de estruturas políticas como os Cacicados, e nem mesmo impossibilitou a domesticação e seleção artificial de plantas comestíveis e medicinais, como a mandioca, o amendoim, a pimenta, o abacaxi, o guaraná e a pupunha (datados entre 4000 a.C. a 10000 a.C.) e que exprimem, junto as caças de animais terrestres e fluviais, a grande variedade dietética dos povos amazônicos.

Os Cacicados representaram o mais completo sistema político e de organização social da Amazônia. Consistiam na coesão política, cultural e até linguística de vários vilarejos, cada qual com até milhares de habitantes, que floresceram principalmente na calha do rio Amazonas, do Rio Madeira e Orenoco. Tais vilarejos ou aldeias possuíam líderes particulares que estavam subordinados a uma chefatura geral específica, que organizava a coesão de tais grupos. Os Cacicados enquanto sistema de organização política e social provavelmente perduraram até o século XVIII ou XIX, sendo gradativamente mirrados à medida que a expansão colonial invadia os territórios amazônicos e carregava consigo violências e doenças que definhavam rapidamente com os povos locais. Todavia, estes cacicados representaram a forma política estruturalmente adaptada, endêmica, às condições ecológicas da Amazônia, desencadeando manifestações simbólicas, culturais, sociais e religiosas particulares que até hoje resistem nos povos indígenas remanescentes. 

Por Anderson Rodrigo Pereira da Graça

REFERÊNCIAS:


PROUS, André. O Brasil antes dos Brasileiros: a pré-história do nosso país. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.

CARNEIRO, Robert L. A base ecológica dos cacicados amazônicos. Revista de Arqueologia, v. 20, p.117-154, jan. 2007. Disponível em: <http://revista.sabnet.com.br/index.php/revista-de-arqueologia/article/view/397/399>. Acesso em: 07 dez. 2015.

NEVES, Walter Alves; RANGEL JUNIOR, Miguel José; MURRIETA, Rui Sérgio S. (Org.). Assim caminhou a humanidade. São Paulo: Palas Athena, 2015.

ARAUJO, Astolfo Gomes de Mello. Geomorfologia e paleoambientes no leste da América do Sul: implicações arqueológicas. In: RUBIN, J.C.R., SILVA, R.T. Geoarqueologia: teoria e prática. Goiânia: UCG, 2008. Cap. 7. p. 135-180.