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segunda-feira, 21 de julho de 2014

SUSTENTABILIDADE – COMPROMISSO E PARTICIPAÇÃO

Por: Anelissa Carinne Dos Santos Silva


Figura 01 –  Sustentabilidade fonte:  fundaplub.org.br



COMPROMISSO E REFLEXÃO

Como conseguir a participação de todos nos assuntos relacionados à sustentabilidade?
Para implantarmos mudanças, as partes envolvidas precisam se identificar com as decisões; caso contrário as iniciativas, por mais belas que sejam, tenderão ao fracasso.

De acordo com Sorrentino (em: LOUREIRO, 2005, pág. 16): “É no diálogo da diversidade de olhares que buscamos respostas para o impasse que esse modelo de desenvolvimento nos impôs”.

SOMOS INTERDEPENDENTES

Claro que não abandonaremos os caminhos do desenvolvimento das comunidades e países. Mas as análises não devem ser realizadas apenas visando o crescimento econômico.

A preservação da biodiversidade deve ser uma preocupação. Transformamos radicalmente o ambiente. Às vezes, para pior: vazamento de óleo, risco dos materiais radioativos e substâncias tóxicas de indústrias, grandes obras de engenharia civil (barragens, drenagem, etc.), desmatamento para implementação de monoculturas e pecuária, aglomerações urbanas sem planejamento, impermeabilização do solo, extinção de espécies, assoreamento... Formas de exploração irrestrita e desmedida da natureza.

Como mitigar estes impactos?

A atual crise ambiental, causada pelo ser humano, deve levar a um novo paradigma. Precisamos de um aproveitamento racional dos recursos da natureza. E “mudanças de paradigma requerem mudanças de atitudes” (SOFFIATI, em: LOUREIRO, 2005, pág. 60).
A informação deve chegar ao consumidor e este deve relacionar seu comportamento e suas escolhas de consumo à perda de qualidade de vida que enfrentamos. O consumo não deve ser almejado como um vício, como a propaganda nos faz parecer; antes, é preciso encará-lo como um direito que deve ser exercido com justiça social e consciência ambiental. Nossa felicidade não deve ser ligada às nossas conquistas materiais.


PARA SABER MAIS:


http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/especial.asp?EditeCodigoDaPagina=505


REFERÊNCIAS


LOUREIRO, C. F. B.; LAYRARGUES, P. P.; CASTRO, R. S. (orgs). Educação ambiental: repensando o espaço da cidadania. 3 ed. SP: Cortez, 2005.
MEC, MMA. CONSUMO SUSTENTÁVEL: Manual de educação. Brasília: Consumers International/ MMA/ MEC/IDEC, 2005.

terça-feira, 20 de maio de 2014

O QUE É DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?

Por: Aline Veiga

Figura 01: Desenvolvimento sustentável. 
Fonte: http://www.scielo.oces.mctes.revistas

Os modos de produção e organização das sociedades modernas geram há muitas décadas, grandes demandas sobre os recursos naturais, pois o processo de crescimento econômico só foi possível a partir da apropriação do espaço ambiental.  Como tentativa de solucionar questões de uso e ocupação do solo que geram desigualdades sociais e grandes impactos ambientais, surge o termo desenvolvimento sustentável.

Este termo foi descrito pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente das Nações Unidas, em 1987, no Relatório Brundtland, também conhecido como Nosso Futuro Comum. O relatório definiu desenvolvimento sustentável como sendo o processo que permite crescimento e desenvolvimento econômico das sociedades atuais, sem gerar ameaças ao desenvolvimento das sociedades futuras, como citado no relatório: “[...] aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades.” (ONU, 1987).

Figura 1: Definição de desenvolvimento sustentável.Fonte: http://www.scielo.oces.mctes.revistas


Porém, pode-se considerar que o termo desenvolvimento sustentável foi utilizado pela primeira vez em um relatório publicado em 1980, intitulado World ConservationStrategy – Living resourceconservation for sustainabledevelopment, pela IUC (International Union for theConservationofNature). Neste relatório, foram tratadas questões sobre a depredação dos recursos naturais, em decorrência da sustentação dos modos de produção das sociedades urbano-industriais. Em sua publicação, foi muito criticado, por ter sido entendido como um documento que pregava atrasos ao desenvolvimento econômico.

A pesar de o termo passar a ser reconhecido em documentos legais a partir da década de 1980, discussões sobre desenvolvimento sustentável ocorrem desde 1960. Sendo muito intensificadas nos anos de 1990, quando ocorre certa confluência entre as políticas ambientais e a política do neoliberalismo. Ou seja, apresentavam-se leis e normatizações voltadas a proteção ambiental, mas os estados mostravam-se dispostos à aberturas, em busca de crescimento econômico.

É importante lembrar que o conceito de desenvolvimento sustentável não está relacionado somente a questões de equilíbrio em relação aos recursos naturais, mas também se referem ao desenvolvimento social. O desenvolvimento sustentável deve buscar crescimento econômico sem que haja segregação social, ou seja, prevê que os recursos sejam distribuídos de modo igualitário entre a sociedade, sem gerar classes de excluídos.

Ainda hoje, os modos de produção voltados para grande industrialização geram conflitos entre o crescimento econômico e as formas de sustentação desse sistema, que depende de grande consumo de energia e recursos naturais. Podemos considerar alguns dos modos de produção atuais insustentáveis, ao passo da impossibilidade de renovação dos recursos em relação a sua utilização.

REFERÊNCIAS


ONU. Nosso Futuro Comum (1987). Disponível em: <htpp//www.onu.org.br/rio20/documentos/>. Acesso em: Maio, 2014.

LASCHEFSKI, Klemens. Caderno Metrópoles: Sustentabilidade e Justiça Socioambiental nas Metrópoles. São Paulo, v. 15, n. 29, p. 143-169. Jan/jun 2013.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL I - RECESSÃO

Por: Anelissa Carinne Dos Santos Silva

A economia global enfrenta uma das piores crises de sua história. A recente recessão econômica mostra que governos e empresas não estão preparados para ameaças externas às suas economias.

A crise faz com que se diminua os empréstimos, pois as instituições não têm garantia de capital. 

“Daí, iniciou-se o "círculo vicioso": sem crédito, não há produção, demitem-se os empregados, cai o consumo, o que resulta em nova retração das atividades 
econômicas.” (RATTNER, 2009)

Há a crescente pressão para que haja investimento dos governos e que estes defendam os direitos dos trabalhadores frente às grandes empresas que objetivam o lucro independentemente dos impactos socioambientais.

Rattner (2009) nos lembra os principais impactos gerados por esta busca desenfreada por capital, listados pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente):

Aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera;
Crescente escassez de água potável;
Degradação dos solos;
Desmatamento contínuo;
Aumento do consumo de bens, os quais geram resíduos tóxicos;
Condições de saneamento nulas em muitas regiões;
Desigualdade social.
As empresas solicitam investimento do poder público, para expandir seu capital e gerar empregos. Mas quem realmente sustenta este desenvolvimento?

Figura 01: Desenvolvimento sustentável.
 Fonte: Instituto de Formação e Ação em Políticas Sociais.
Para explicar questões ambientais, não podemos observá-las somente pelo ponto de vista da Ecologia. “Faz-se necessário considerar os aspectos políticos, sociais, ecológicos, culturais e outros para que se obtenha uma visão global do problema e das suas alternativas de soluções” (DIAS, 2004, p. 07).

Com o aumento dos problemas ambientais, diminui-se a qualidade de vida.

Para alterar este cenário degradante, “é necessário construir uma racionalidade social e produtiva que, reconhecendo o limite, como condição de sustentabilidade, funde a produção nos potenciais da natureza e da cultura” (LEFF, 2001, p. 28).



REFERÊNCIAS

DIAS, G. F. Ecopercepção: um resultado didático dos desafios socioambientais. SP: Gaia, 2004.

LEFF, H. Saber Ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

RATTNER, H. Meio ambiente, saúde e desenvolvimento sustentável. Revista Ciências & Saúde Coletiva, vol. 14, no. 06. RJ, Dez 2009.

RIO + 20. Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: <http://www.rio20.gov.br/clientes/rio20/rio20/sobre_a_rio_mais_20/desenvolvimento-sustentavel.html> Acessado em: Out. 2013.