quarta-feira, 19 de março de 2014

Síntese subjetiva das sessões de psicomotricidade relacional!

Por João Marcos Alberton

Figura 1. Fonte: boanotícia.org.br
Ir ao jogo...

Disputar, provocar, autorizar e conter.

Atos e relatos na brincadeira do corpo.

Ações, aparentemente, sem limites, que se ajustam entre olhares, movimentos e contatos.

Brinquedos lançados a todos os cantos, e aos poucos tomam vida e simbolismo entre afetos e dissonâncias.

A cada um é adotado o ritmo e a cor que transforma em desenho colorido, os gritos e a correria estampada nos gestos:

Têm buscas de prazer e satisfação.

A melodia afinada de uma atmosfera pulsante, onde a responsabilidade rege sem aparência, mistura-se ao jogo, sem batuta ou platéia.

O aprender de si é troca incessante. A moeda corrente é o pulso da vida.

Honestidade e justiça vão se conhecendo entre os estímulos e o cansaço: de esgotar cada gota de suor tonificando o ser.

Existir em atitudes dançadas em conteúdos latentes que jorram o desejo de ater em cada instante: o prazer e a beleza do caminho vivido.

Nada é calma, nem hora de acabar, o tempo é um ponteiro virtuoso: sem campainha ou cuco? Há que se ouvir, sem falar, mesmo quando não há volume.

Lançar-se ao éter de cada um, e no jogo inteiro: no setting dos Anjos.

Não há mesmice, tudo muda e retorna mais claro, cristalino e transparente.

Lançados ao chão somos nada e temos tudo. Ali entre braços e pernas que sobem e descem com destreza,
num linguajar arcaico e sem alfabeto: entregamos-nos a cada um.

Um bolo sem receita: o ingrediente é novo, a forma é velha. Mexidos por todos, diretos ao calor fermentado dos corpos, que vão crescendo e acrescendo formas.

A novidade segue, minuto a minuto, vencendo um espaço desconhecido, longe e fugidio.

É hora de acabar... Descansar. Parar. Ficar quieto...

O sangue corre longe, os olhos ainda brilham e saltam a cada canto. O cansaço não chega.

A liberdade é tanta, o espaço é gigante, a fantasia é sem fim... A razão não tem lugar.

O pode do poder viver...

A angústia de parar de deparar, cessar o movimento e viver o real.

Mundo nosso de ir e vir. De ser, sentir, reconhecer.

Desenvolver e fluir são metas do destino alimentadas no relacional de si em comum-unidade. Sonhar junto
com regras facilitando o jogo, a convivência.

O acerto dos erros vividos sem culpa.

Modulação ajustada nos sentimentos e gestos, tornando-nos íntegros, tecendo a cidadania e o meio.

Viver o presente consciente para um mundo pleno...

Valorizando a criança! Nossa! Por um saber garantido e sublime.
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