quarta-feira, 16 de abril de 2014

ILHAS: UM CAMINHO PARA SENSIBILIZAR OS SENTIDOS


Por: João Marcos Alberton


Fonte: Arquivo Pessoal

Aproveite a proximidade do nosso Litoral Paranaense da Capital, passe a mão na mochila e nos apetrechos que irão proporcionar uma viagem de aventura tranquila e relaxante.

Com destino à Ilha das Peças as saídas são feitas a partir do embarque em Paranaguá, no período da manhã (informações de horários na Secretaria de Turismo). A embarcação em ritmo de passeio corta a baía passando ao lado das Ilhas da Cotinga e das Cobras (também conhecida como Ilha do Governador e antigamente, presídio do Estado).

Durante a travessia, as aves marinhas: atobás, gaivotas e biguás, sobrevoam a embarcação em meio às canoas de pescadores e navios em direção ao porto seguido da escolta de botos que cortam as águas.

Fonte: Arquivo Pessoal

No trapiche da Ilha das Peças, ao chegar experimente os petiscos e refeições, na cooperativa de abastecimento, que são feitos pelas mulheres nativas da Ilha deslumbrando a paisagem ao fundo da Serra do Mar, com direito ao Pico Paraná ao sabor da culinária local.

O descanso à sombra das árvores prepara os ânimos para a caminhada de 12 km pela areia do mar rumo a Ilha de Superagui, a brisa do mar e a areia úmida tornam-se combustível ganhando, passo a passo, a paisagem e os detalhes do caminho.

Ao final da caminhada depara-se com a Comunidade de Superagui. Com alguns acenos de mão e camisetas, os meninos do outro lado da margem ligam os motores dos botes e vem ao encontro dos visitantes para levá-los até Superagui

Horizontes abertos, cliques fotográficos, a exuberante vegetação e animais selvagens inspiram e satisfazem o percurso. Na Comunidade encontram-se várias pousadas hospitaleiras, as refeições são oferecidas com pratos típicos da região a base de peixe fresco e camarão. Nos bares da redondeza podem-se ouvir as histórias e lendas degustando a cachaça com cataia (erva nativa da região), ouvindo o som das gaitas, tambores e a viola dos fandangueiros.

Os Ilhéus oferecem passeios diversos com barcos pelo entorno: Ilha dos Pinheiros, dormitório dos papagaios chauá ou cara roxa, que retornam no final da tarde sempre em casais pois são monogâmicos, e às vezes acompanhados por um pássaro solitário. Chegam com muito alarido agrupando-se nas árvores na encosta de pedra, oportunidade rara de boas fotos ao pôr do sol.

Fonte: Arquivo Pessoal

Existem várias cachoeiras e trilhas em meio a mata atlântica, guiadas por nativos. Na frente da Ilha forma-se uma coroa de areia pela manhã, isolada e com muitos pássaros marinhos. A trilha que acaba na praia deserta, com alguma sorte, pode ser avistado o mico-leão-da-cara-preta, animal endêmico da região. Durante a caminhada, a vegetação composta de bromélias, liquens, musgos e orquídeas compõem parte do cenário junto aos riachos cor de caramelo e manguezais silenciosos.

Fonte: Arquivo Pessoal

O gosto pelas caminhadas de origem muito remota da raça humana é demonstrado nas montanhas de conchas que em suas camadas são encontradas: ossadas de animais e mesmo de humanos, pedaços de utensílios de cerâmica e que são chamados de Sambaquis ou sítios arqueológicos com cerca de seis mil anos. O ciclo dos Sambaquis terminou a aproximadamente um milênio oferecendo inúmeros dados para a interpretação e a cronologia dos aspectos geomorfológicos da região litorânea. Para os viajantes mais ousados o trajeto da praia deserta tem cerca de 37 km pode ser feita a pé ou de bicicleta  e termina no extremo norte da Ilha de Superagui, em frente a Ilha do Cardoso, no Estado de São Paulo, numa comunidade chamada Ararapira, lugar de muitos encantos e histórias surpreendentes.


Fonte: Arquivo Pessoal



Todos os ecossistemas considerados de relevância ecológica para a sobrevivência das espécies tem como prioridade a conservação dos seus recursos naturais por oferecer um verdadeiro laboratório vivo ainda a ser estudado e, sobretudo de contato direto com a humanidade para efeito de sensibilização e de Educação Ambiental. Ao retornar da Ilha procure saber do destino do seu lixo produzido e, se possível, traga-o, você mesmo.
Fonte: Arquivo Pessoal

REFERÊNCIAS:


Arquivo Pessoal
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