segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Adeus Niemeyer, arquiteto centenário!

Por Sergio A. B. Faria

Aos 104 anos morreu, quarta-feira 5 de dezembro, no Rio de Janeiro, Oscar Niemeyer, o expoente maior da arquitetura brasileira. O Parque da Ciência Newton Freire Maia, como instituição pública dedicada à divulgação da ciência e da tecnologia.

Com obras em vários países como França, Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra, Estados Unidos, Noruega,Russia, etc., Niemeyer sofreu forte influencia do arquiteto suíço Le Corbusier, com o qual colaborou no projeto Edifício das Nações Unidas em Nova York.

No início dos anos quarenta, tornou-se respeitado quando projetou, convidado por Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Nesta obra, sua criação mais significativa, é a Igreja de São Francisco de Assis. Sua forma inovadora e a presença de pinturas de Portinari fortemente influenciadas pelo cubismo e pelo surrealismo, impediu que fosse consagrada durante 17 anos, por decisão das autoridades das autoridades eclesiásticas. 





Em 1956, foi convidado pelo então presidente da República para projetar os prédios públicos da nova capital que seria construída no planalto Central dos quais se destaca a maravilhosa Catedral de Brasília. Após atravessar o túnel de acesso de pouca luminosidade, chega-se ao seu interior onde se descortina a imensa abóboda iluminada de vitrais, com seus enormes anjos pendendo do teto. Tem-se, então, uma sensação de paz. É aí que se pode verificar a grandeza e humanidade do gênio que mesmo sendo ateu criou um templo cuja funcionalidade está no fato de ser um lugar onde os que creem podem sentir-se em contato com a sua divindade.

Em Curitiba, temos um belo exemplo de sua produção  no edifício do Museu Oscar Niemeyer.

Como projetista ele levou a tecnologia do concreto ao extremo da perfeição estética.

Ao completar 100 anos, Niemeyer explicou como escreveria um verbete sobre si mesmo em uma enciclopédia.


"Diria que é um ser humano como outro qualquer – que nasceu, viveu e morreu. Sou um homem comum – que trabalhou como todos os outros. Passou a vida debruçado sobre uma prancheta. Interessou-se pelos mais pobres. Amou os amigos e a família. Nada de especial. Não tenho nada de extraordinário. É ridículo esse negócio de se dar importância".

Ave Niemeyer! Os que permanecem vivos te saúdam!


Fonte das imagens: Matosinhos Andrade, giulienymatos.blogspot.com,  wmblog.blogspot.com.


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