terça-feira, 7 de maio de 2013

Possibilidades do Controle Biológico!

Por Silvana Regina de Souza


Atualmente, mais de 87.000 substâncias tóxicas são produzidas pelo homem e, potencialmente, podem atingir os ecossistemas e organismos aquáticos, com impactos para a saúde humana, podendo ser: cancerígenas, mutagênicas, teratogênicas e mimetizadoras de hormônios. Substâncias como, por exemplo, o pesticida DDT (diclorodifeniltricloetano) causou o surgimento de pragas mais resistentes a inseticidas e eliminou insetos úteis e inimigos naturais de organismos danosos, além do envenenamento de rios (através de deriva, escoamento superficial ou lixiviação), colocando em risco a vida do homem e outros animais.

Há uma crescente preocupação associada à sua presença no meio ambiente, haja vista os possíveis impactos na qualidade das águas superficiais e subterrâneas e do solo. O maior risco de efeitos indesejados dos agrotóxicos ocorre por meio da contaminação do sistema hidrológico, que mantém a vida aquática e as cadeias alimentares a ele relacionadas. 

Movimento dos agrotóxicos em ecossistemas aquáticos. Fonte: Abrapoa

Políticas internacionais demandam fortemente de alternativas para os agrotóxicos, e a utilização de inimigos naturais de pragas é uma alternativa promissora. Em um país como o Brasil, que despeja, por ano, cerca de 260 mil toneladas de agroquímicos nas lavouras e onde o consumo de praguicidas cresceu 60% nos últimos quinze anos, o controle biológico parece ser uma alternativa não apenas ecologicamente correta, mas também economicamente justificável. 

O Brasil é um dos poucos países do mundo detentores da chamada megadiversidade biológica, ou seja, de ecossistemas importantes ainda íntegros. Essa biodiversidade pode oferecer uma oportunidade ímpar para o controle biológico de pragas no país, como também, em outros países do mundo, com a identificação de novos organismos vivos com potencial de serem utilizados no controle biológico. Na natureza, toda espécie de planta ou de animal possui algum organismo que dela se alimenta em algum estágio de seu desenvolvimento. Esses organismos são chamados de inimigos naturais, os quais são agentes de controle populacional. Esse fenômeno é conhecido como controle biológico e ocorre naturalmente nos ecossistemas.

Em comparação ao controle químico o controle biológico apresenta vantagens e desvantagens. Entre as vantagens pode-se citar que é uma medida atóxica, não provoca desequilíbrio, não possui contra-indicações, propicia um controle mais extenso e é eficiente quando não existe maneira de se utilizar o controle químico. Em compensação requer mais tecnologia, possui um efeito mais lento, não é de tão fácil aquisição, nem sempre pode ser aplicado em qualquer época do ano e, geralmente, é mais caro. Dentre tais inimigos naturais existem grupos bastante diversificados, como insetos, vírus, fungos, bactérias, aranhas, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. A forma mais conhecida de controle biológico é o controle de insetos por outros insetos. Isto acontece o tempo todo nos sistemas agrícolas de forma natural, independentemente da ação do homem. No entanto, em alguns casos, a interferência do homem passa a ser necessária e são introduzidos ou manipulados insetos ou outros organismos para controlar quaisquer outras espécies que possam prejudicar os cultivos, sendo que os mais utilizados no controle biológico artificial são fungos, bactérias e vírus. 

Fonte: Portal São Francisco.

Fonte: Portal São Francisco.

Os animais insetívoros (peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos), por serem inespecíficos, apesar de destruírem um grande número de insetos, não são usados em controle biológico pelo homem. Neste grupo incluem-se, por exemplo, lagartixas, sapos, rãs, tamanduás, tatus, etc. 

Referências / Para saber mais:

http://sitebiologico.blogspot.com.br/2007/10/controle-biolgico.html

www.agrosoft.org.bro

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-controle-biologico/controle-biologico-10.php

http://www.biologico.sp.gov.br/artigos_ok.php?id_artigo=124

http://www.abrapoa.org.br/boletimeletronico/n23/index.html





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