domingo, 4 de agosto de 2013

Resenha da obra: "Emílio, ou da educação" de Jean Jacques Rousseau!

Por Evelise Gaio


No século XVIII, Jean Jacques Rousseau publicou Emílio, ou da Educação, que se trata de um romance pedagógico, contando a educação de Emílio. Rousseau partia do pressuposto de que o homem nascia naturalmente bom e que a sociedade é quem o corrompia, tornando-o mau. Seu principal objetivo é evitar que a criança se torne má e fazer com seja um adulto bom.

Na época em que Rousseau vivia não se tinha a ideia de criança, apenas de que essas eram “pequenos” adultos; a punição era a mesma para ambos. De acordo com seu texto, não se conhecia a infância, “eles (homens) procuram o homem na criança, sem ao menos pensar no que ela é antes de ser homem”. Para ele, a criança deveria ser entendida em sua complexidade, ou seja, por suas próprias características.

Sob esta perspectiva, para Rousseau, quem separa o adulto da criança é a educação. Seu principal foco é a valorização da criança como criança e, para ele, a educação é o principal meio de valoriza-la. Ela deve ser tratada como criança, porém não em excesso, pois o excesso para ele é “manha”.

Rousseau defende a ideia de se educar diferentemente os homens das mulheres. Para representar isso em seu texto, propõe exemplos e Emílio e Sofia, em que as mulheres devem ser criadas foras dos preceitos da razão, pois estas nasceram para serem submissas ao marido, criadas para o casamento e maternidade, não apresentando possibilidades de aprender conceitos científicos. Já o homem fora criado para ser forte e rico, devendo receber instrução científica. Educado desta forma, Emílio será um cidadão capaz de assumir e aceitar as exigências impostas pela sociedade sem que se sinta oprimido.

Em Emílio, Rousseau critica fortemente a educação tradicional da época, pois esta era muito racionalizada, muito técnica e muito impositiva. Devido a isso, nota-se o porquê de Rousseau ser considerado o pai da educação, uma vez que este realmente leva a sério a criança e reconhece a importância desse estágio. Inicia-se então, uma pedagogia voltada e centrada na criança, não mais reconhecendo-a como adulto, mas sim na sua essência, na  sua felicidade e na sua liberdade como criança.

No texto, Rousseau afirma que tudo o que não se tem quando se nasce (juízo, força, assistência) e do que se necessita quando crescidos, é dado pela educação e que apenas essa pode modificar o homem.~

Percebe-se que o principal foco da obra Emílio é o de como educar uma criança. Para Rousseau, deve se dar ênfase à educação desde o nascimento, pois ela nasce “pura” quem o modifica é a sociedade, e como dito acima, apenas a educação tem esse poder.

REFERÊNCIAS:

ROUSSEAU, J.–J. Emílio ou da educação. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1968. p.60-2 apud PILETTI, C. & PILETTI N. História da educação. 7. ed. São Paulo: Ática, 1997. p.94.
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