quarta-feira, 19 de março de 2014

Viagem no tempo: realidade ou ficção?

Por Rafael Gama Vieira

Figura 1.
Já imaginou poder viajar ao passado, vivenciar eventos que mudaram o mundo e conhecer pessoas importantes que já morreram? Ou então viajar para o futuro e ver como o mundo estará daqui a 1000 anos ou como será sua aparência daqui a 20?
Este assunto desperta bastante interesse e, inclusive, já foi tema de diversos filmes, livros, seriados, etc. Porém, será que isto é possível no mundo real ou apenas na ficção?
Quando Isaac Newton formulou as três leis do movimento, ficou implícito que todas as pessoas ao observarem um movimento o descreveriam da mesma maneira, calculando a mesma velocidade e tempo de deslocamento, por exemplo.

Porém, em 1905, Albert Einstein publica a teoria da Relatividade Especial, contradizendo Newton. Nesta teoria, tempo e espaço estariam conectados, formando um espaço em quatro dimensões, três espaciais e uma temporal. Logo, o tempo não seria mais absoluto, ou seja, cada pessoa pode sofrer uma variação temporal, dependendo do seu movimento.

Segundo esta teoria, se uma pessoa se movimentar com uma velocidade próxima a da luz (aproximadamente 300.000km/s), verá que o tempo passou mais devagar do que para pessoas que permaneceram em repouso.

Para entender melhor, podemos citar o famoso experimento mental conhecido como paradoxo dos gêmeos.

Imagine dois irmãos gêmeos A e B, em repouso sobre a superfície da Terra. Agora imagine que o irmão A entra em uma nave capaz de viajar com velocidade próxima à da luz, viaja por certo tempo nesta velocidade e retorna ao nosso planeta. Ao chegar aqui, o viajante estaria muito mais novo do que seu irmão que permaneceu na Terra.

Este experimento consiste em um paradoxo pois, considerando o referencial do irmão B que ficou na Terra, este pode ver a nave se deslocando, logo, afirmará que seu irmão A retornará mais novo. Porém, se considerarmos o referencial do irmão A que está na nave, este vê a Terra se afastando dele, logo, pode afirmar que seu irmão B estará mais novo quando ele retornar.

A solução deste experimento é que apenas o irmão B que está na Terra realmente permaneceu em um referencial inercial, logo, apenas este pode afirmar que o tempo passará mais lento para o irmão A.

Conforme comentado anteriormente, para tornar possível a viagem no tempo seria necessário atingir velocidades próximas a da luz. Infelizmente ainda não há tecnologia e nem recursos suficientes para tal. 

Ao longo da história surgiram outras teorias para tornar possível esta viagem. Uma delas baseia-se nos chamados Worm Holes (buracos de minhoca), também conhecidos como Ponte de Einstein - Roses, que consistem em túneis capazes de conectar dois pontos no espaço.

Figura 2:  Buraco de minhoca. Fonte universogenial.wordpress.
Para entender o que é um buraco de minhoca, imagine que você tem um pano grande e esticado. Agora uma bola de basquete é colocada sobre este pano. O tecido sofrerá uma deformação causada pelo peso da bola. Segundo Einstein, esse mesmo efeito é causado no espaço por corpos muito massivos, como estrelas, planetas e buracos negros, por exemplo. Imagine agora, que existem dois buracos negros deformando o espaço a sua volta. Se estas deformações se encontrassem, isto criaria um túnel, ligando dois pontos distantes.

Se considerarmos a existência de buracos de minhoca e que estes podem ser transportados, podemos voltar ao caso dos gêmeos e imaginar que o irmão A que viajou com sua nave leva uma das pontas do buraco de minhoca para o espaço, enquanto a outra ponta permanece na Terra com seu irmão B. Novamente o irmão A estará mais novo devido à sua viagem com velocidade extremamente alta. Porém neste caso criou-se uma conexão entre o passado e o futuro, onde o irmão B pode entrar no buraco e viajar para o passado e o A viajar para o futuro.

Anteriormente, foi citado que o efeito relativístico seria notado para corpos se movimentando com velocidades próximas a da luz, porém, este efeito já pode ser observado para velocidades menores. Este conhecimento é aplicado em sistemas de GPS, como pode ser visto nos textos GPS I e II.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Ciência Uol.  Acesso em 2013. Disponível em <http://ciencia.hsw.uol.com.br/viagem-no-tempo.htm>

Info Escola. Acesso em 2013. Disponível em <http://www.infoescola.com/fisica/teoria-da-relatividade/>

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