sexta-feira, 1 de agosto de 2014

BRIÓFITAS: AS MENORES PLANTAS DO MUNDO

Por: Rafael Vitorino De Oliveira


Figura 01 – Briófitas. Fonte: http://www.brasilescola.com

INTRODUÇÃO AS BRIÓFITAS

Briófitas (do grego bryon: “musgo”' e phyton: “planta”) são plantas pequenas, geralmente com alguns poucos centímetros de altura, que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados. Pertencem ao reino Plantae e, desta forma, são eucariontes, fotossintetizantes e multicelulares. Estes organismos não possuem vasos condutores de seiva, nem estruturas rígidas de sustentação, justificando seu pequeno porte. Assim, o transporte de substâncias se dá por difusão e ocorre de forma lenta, de célula para célula.

São encontradas predominantemente em ambientes úmidos, porém podem ser vistas em água doce, em locais extremamente secos ou mesmo nos polos da Terra, habitando o interior de rochas. Estão divididas em três grupos: Musgos, hepáticas e antóceros, sendo os indivíduos do primeiro grupo os mais conhecidos por nós.

Podem viver sobre troncos e ramos de árvores, folhas, troncos em decomposição, solo ou rochas. Toleram facilmente condições ambientais extremas e por isso estão amplamente distribuídas no mundo, ocorrendo assim nos mais variados ecossistemas, e numa grande quantidade de habitat’s.

Segundo Gradsteinet al. (2001), as briófitas já existiam no Paleozoico, ha cerca de 300 milhões de anos, pertencendo as mais antigas linhagens de plantas terrestres, com formas próximas as atuais. Gradsteinet al. (2001) e Shaw &Goffinet (2000) afirmam que são o segundo maior grupo de plantas terrestres, com cerca de 18.000 espécies, sendo cerca de 100 espécies de antóceros, 5.000 de hepáticas e 13.000 de musgos. A maior diversidade encontra-se na região neotropical (América Central, incluindo a parte sul do México e da península da Baja California, o sul da Flórida, todas as ilhas do Caribe e a América do Sul.), com cerca de 4.000 espécies.


ESTRUTURA DAS BRIÓFITAS

Estas plantas não possuem raiz, caule e folha, sendo que encontramos nelas estruturas semelhantes a estas: rizóides, caulóides e filoides. Faltam-lhes, por exemplo, vasos condutores especializados no transporte de nutrientes, como a água. Na organização das raízes, caules e folhas verdadeiras verifica-se a presença de vasos condutores de nutrientes.

Devido a ausência de vasos condutores de nutrientes, a água absorvida do ambiente e é transportada nessas plantas de célula para célula, ao longo do corpo do vegetal. Esse tipo de transporte é relativamente lento e limita o desenvolvimento de plantas de grande porte. Assim, as briófitas são sempre pequenas.

Figura 02 – Estruturas de uma Briófita. Fonte: http://www.brasilescola.com

A parte permanente das briófitas é o gametófito (n). O esporófito (2n) depende deste último para sua nutrição, e não perdura por muito tempo.


REPRODUÇÃO DAS BRIÓFITAS

Para explicar como as briófitas se reproduzem, tomaremos como modelo o musgo mimoso. Observe o esquema abaixo:

Figura 03 – Ciclo de vida das briófitas, Fonte: http://www.sobiologia.com.br

Os musgos verdes que vemos num solo úmido, por exemplo, são plantas sexuadas que representam a fase chamada gametófito, isto é, a fase produtora de gametas. Nas briófitas, os gametófitos em geral têm sexos separados. Em certas épocas, os gametófitos produzem uma pequena estrutura, geralmente na região apical – onde terminam os filoides. É neste local que os gametas são produzidos. Os gametófitos masculinos produzem gametas móveis, com flagelos: os anterozoides. Já os gametófitos femininos produzem gametas imóveis, chamados oosferas. Uma vez produzidos na planta masculina, os anterozoides podem ser levados até uma planta feminina com pingos de água que caem após uma precipitação.

Na planta feminina, os anterozoides nadam em direção à oosfera; da união entre um anterozoide e uma oosfera surge o zigoto, que se desenvolve e forma um embrião sobre a planta feminina. Em seguida, o embrião se desenvolve e origina uma fase assexuada chamada esporófito, isto é, a fase produtora de esporos.

No esporófito possui uma haste e uma cápsula. No interior da cápsula formam-se os esporos. Quando maduros, os esporos são liberados e podem germinar no solo úmido. Cada esporo, então, pode se desenvolver e originar um novo musgo verde – a fase sexuada chamada gametófito. 
Como você pode perceber, as briófitas dependem da água para a reprodução, pois os anterozoides precisam dela para se deslocar e alcançar a oosfera.

O musgo verde, clorofilado, constitui, como vimos, a fase denominada gametófito, considerada duradoura porque o musgo se mantém vivo após a produção de gametas. Já a fase denominada esporófito não tem clorofila; ela é nutrida pela planta feminina sobre a qual cresce. O esporófito é considerado uma fase passageira porque morre logo após produzir esporos. 


REFERÊNCIAS

Kaufman, J. S., "How Inconsistencies in Racial Classification Demystify The Race Construct in Public Health Statistics". Em: Epidemiology, 10:108-11, 1999.

Gates, H. L., "The Science of Racism". Acesso em: 2014. Disponível em: www.theroot.com/id/46680/output/print
Revista Espaço Acadêmico. Acesso em: 2014. Disponível em: http://www.espacoacademico.com.br/060/60carvalho.htm

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