sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Do que são feitos os planetas: Parte II

 Por Marcos Diego Lopes

Após o cinturão de asteroides, que é formado por mais de 400 mil destes, surgem os Gigantes gasosos, embora se componham apenas em parte de gás. A superfície visível de todos é coberta por enevoadas atmosferas superiores.

Júpiter impediu a formação de um planeta nessa localização alterando e perturbando e alterando as órbitas destes asteroides.

 Cinturão de asteroide entre Marte e Júpiter. Fonte: Planetário Dorio
Figura 1: Cinturão de asteroide entre Marte e Júpiter. Fonte: Planetário Dorio

Os planetas Jovianos têm suas atmosferas mais espessas. Além de terem massas bem maiores, não há uma superfície que separe nitidamente a atmosfera do interior destes planetas.

Figura 2: Planetas Gasosos. Fonte: IAG USP

Sua composição é feita de elementos leves sendo:

- Júpiter basicamente de hidrogênio, com uma pequena quantidade de hélio. A abundância de hidrogênio lhe dá uma composição mais parecida com a do Sol do que com os demais planetas. O hidrogênio é gasoso na camada mais externa do planeta, sua atmosfera e seu estado mudam com a profundidade, à medida que a densidade, a pressão e a temperatura se elevam. O núcleo de rocha, metal e compostos de hidrogênio, tem uma camada interna de hidrogênio e hélio metálicos, outra camada externa de hidrogênio e hélio líquidos e uma camada atmosférica com hidrogênio (89,8%) e hélio com traços de metano e amoníaco (10,2%);

Possivelmente algum satélite de Júpiter poderá servir de plataforma de uma existência da vida extraterrena. Em Io existe vulcões ativos, indicativos da existência de temperaturas mais amenas próximas à superfície congelada. Outras foram sendo desvendadas pelas missões espaciais mais recentes que estudaram os planetas gigantes e seus satélites. No satélite Europa, foi descoberta indícios de água em estado líquido abaixo da crosta gelada, tal como acontece no oceano Ártico.

Figura 3: Lua Europa – Júpiter. Fonte: hypescience

- Saturno tem o núcleo de rocha e gelo, uma camada mais interna de hidrogênio e hélio metálico líquidos com uma camada externa de hidrogênio e hélio na fase líquida. Sua atmosfera possui gases de hidrogênio (96,3%), hélio e traços de outros gases (3,7%);

- Urano possui estrutura com um núcleo de rocha e possivelmente gelo, camada de gelos de água, metano e amônia com atmosfera de hidrogênio (82,5%), hélio (15,2%) e metano (2,3%);

- Netuno em sua estrutura a camada mais externa é sua atmosfera, feita principalmente de hidrogênio (79%), hélio (18%), metano e traços de outros gases (3%). O núcleo de rocha e talvez gelo, e camadas de metano e gelos de água e amônia.

Existem várias teorias cosmogonias, mas a que vem se firmando no decorrer dos anos é que o Sistema Solar surgiu a partir da Nebulosa Solar Primitiva, primeiramente proposta por Laplace, em 1796, onde os planetas seriam subprodutos da formação do Sol, e todo o Sistema Solar teria se formado da matéria interestelar. Confirmam esta proposta a semelhança das abundâncias relativas de elementos químicos (deutério, hidrogênio, lítio, silício e ferro) dos planetas e do meio interestelar e as idades do Sol e dos Planetas confirmadas pela datação dos meteoritos rochosos (basicamente um aglomerado de poeira cósmica feita de silicatos). As abundâncias relativas menores de deutério e lítio do Sol podem ser explicadas através da destruição pelas reações termonucleares.

REFERÊNCIAS

FRIAÇA, Dal Pino, SODRÉ, Laerte Jr., JATENCO-PEREIRA, Vera. Astronomia: Uma Visão Geral do Universo - 2ª edição – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006.

HORVATH, J. E. O ABCDE da Astronomia e Astrofísica - 1ª edição – São Paulo: Editora Livraria da Física, 2008.

RIDPATH, Ian. Guia ilustrado Zahar astronomia – Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar Editor Ltda, 2007.


Alguns sites:

http://astro.if.ufrgs.br.htm Acesso:1 07/2014;

http://www.iag.usp.br/ Acesso: 07/2014;

http://www.planetariodorio.com.br Acesso: 07/2014;

http://hypescience.com/ Acesso: 07/2014

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