segunda-feira, 1 de setembro de 2014

GEL DA VIDA

Por: Rafael Vitorino De Oliveira


HISTÓRICO DA AIDS

Em 1981, uma das principais causas de morte de nosso tempo irrompeu no cenário mundial. A nova doença foi denominada Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS, na sigla em inglês, ou SIDA, em português). Originalmente, o vírus parecia atingir a comunidade masculina homossexual nos Estados Unidos, mas logo ficou claro que o vírus se espalhou, desapercebido na maior parte do mundo.

E não discriminou suas vítimas. Em 2007, havia levado 25 milhões de vidas. O vírus da imunodeficiência humana (HIV) foi identificado em 1983, e se espalha, principalmente, através da relação sexual desprotegida. Além da contaminação por relações sexuais, também foi identificado o contágio entre usuários de drogas, através do compartilhamento de agulhas, bem como através de transfusões de sangue não filtrada. Nas décadas seguintes, a taxa de infecção aumentou drasticamente, assim como a taxa de vítimas mortais. Mas, eventualmente, novos tratamentos antirretrovirais começaram a estender as vidas daqueles que foram infectados.

Em 2007 a porcentagem de pessoas vivendo com HIV se estabilizou, embora a um nível inaceitavelmente elevado. O número anual de novas infecções decaiu de três milhões em 2001 para 2,7 milhões, enquanto o número daqueles vivendo com o HIV aumentou em todo o mundo para cerca de 33 milhões. Isto foi, em grande parte, resultado dos efeitos benéficos e da maior disponibilidade de terapia antirretroviral.


SIDA (AIDS) NO BRASIL

Segundo o relatório da ONU, o Brasil tinha 730 mil pessoas com AIDS vivendo no país em 2013, número que representa 2% do total mundial. Estima-se que 44 mil pessoas tenham contraído o HIV apenas no ano passado, montante que também representa 2% do total global. O documento não apresenta a quantidade de casos existentes em 2005, apenas o percentual comparativo.

Os dados das Nações Unidas afirmam que 16 mil pessoas com HIV morreram no ano passado e que 327.562 pessoas utilizavam antirretrovirais. Em relação à América Latina, 47% dos novos casos registrados no ano passado surgiram no Brasil, sendo o México o segundo país com mais contaminações novas.

De acordo com a ONU, os grupos particularmente vulneráveis a novas infecções são transexuais, homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo e seus clientes, além de usuários de drogas injetáveis.

No fim do ano passado, o Ministério da Saúde havia divulgado que o país tinha cerca de 700 mil pessoas infectadas pelo vírus, sendo que 39 mil descobriram estar contaminadas em 2013. Além disso, o governo informou que 300 mil pessoas estavam em tratamento em 2013.


ÁFRICA, AMÉRICA LATINA E ÁSIA

A África continua sendo o continente mais afetado pela doença, com 1,1 milhão de mortos em 2013, 1,5 milhão de novas infecções e 24,7 milhões de africanos que vivem com o HIV.
África do Sul e Nigéria encabeçam a lista de países mais afetados, e a Unaids recorda que na África Subsaariana ainda é muito difícil o acesso às camisinhas: cada indivíduo sexualmente ativo tem acesso a apenas oito preservativos por ano, em média.

A América Latina tinha 1,6 milhão de soropositivos em 2013 (60% deles, homens) e o número de novos infectados permaneceu estagnado, com um recuo de apenas 3% entre 2005 e 2013. Na Ásia, os países que mais preocupam são Índia e Indonésia, onde as infecções aumentaram 48% desde 2005.

O relatório da Unaids destaca os avanços no acesso aos tratamentos antirretrovirais, com 12,9 milhões de pessoas atendidas em 2013, contra apenas 5,2 milhões em 2009. Mas o importante avanço é inferior à meta da ONU, que espera 15 milhões de atendidos em 2015.

Figura 01: Gel Microbicida. Fonte: pampa.com.br


GEL MICROBICIDA

Um novo gel microbicida apresentado em Madri pode prevenir a transmissão do vírus da AIDS, o HIV, durante as relações sexuais em um período de 18 a 24 horas, afirmaram os pesquisadores espanhóis responsáveis.

A chefe de seção do laboratório de Imunobiologia Molecular do Hospital Gregório Marañón, Ángeles Muñoz, apresentou o gel, de uso tópico e que está em fase pré-clínica com uma eficácia de 85% demonstrada em experimentos com ratos.

Professor titular do departamento de Química Inorgânica da Universidade de Alcalá, Javier da Mata, disse que se espera uma eficácia de 100% do gel se combinado gel com outros dois remédios antirretrovirais.

O gel, que não é tóxico, teria uma eficácia de proteção diante do HIV entre 18 e 24 horas, e durante esse tempo se poderia manter relações sexuais sem contágio. O ideal seria aplicá-lo cerca de 8 horas antes da relação sexual prevista, segundo os especialistas.

O composto se baseia no dendrímero 2sg-s16, um tipo de partícula microscópica que bloqueia a infecção de células epiteliais e do sistema imune contra o HIV, e não é espermicida, por isso existe a possibilidade, advertem os pesquisadores, de haver gravidez.

A doutora Muñoz explicou que o experimento foi realizado em nove ratos do tipo BLT, que receberam através de cirurgia células humanas de medula, fígado e a glândula timo. Em três ratos foi usado um placebo e nos outros seis foi aplicado o gel microbicida em suas células vaginais para, em seguida, introduzir o vírus HIV.

Como resultado, cinco dos ratos tratados com o gel não foram contagiados, enquanto um sexto morreu, o que representa eficácia de 85%. Também se estudará o efeito do gel nas células retais dos ratos, já que até agora a substância só foi aplicada em células vaginais.

O gel é o primeiro do mundo contra o Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV) que utiliza dendrímeros carbosilanos, além disso, demonstrou-se que também inibe a infecção pelo Herpes de tipo-2, um tipo de herpes que têm três vezes mais possibilidades de contágio que o HIV.


PRESERVATIVO QUE DESATIVA O HIV E OUTRAS DSTS

Autoridades da Austrália aprovaram um preservativo desenvolvido no país que incorpora uma substância que desativa quase em sua totalidade o HIV e outros vírus sexualmente transmissíveis.

A empresa de biotecnologia Starpharma desenvolveu um composto antiviral chamado VivaGel, que segundo os testes de laboratório é capaz de desativar até em 99,9% o HIV, o herpes e outros vírus sexualmente transmissíveis, segundo a emissora local ABC.

A substância antiviral foi incorporada nos lubrificantes de preservativos produzidos pela Ansell, que já receberam um certificado de conformidade da Administração de Bens Terapêuticos.

A diretora-executiva da Starpharma, Jackie Fairley, disse que o sinal verde do organismo regulador australiano é um passo prévio a sua comercialização, que deve ser concretizada em poucos meses.

Ao explicar seu novo produto, Fairley destacou que o VivaGel, que tem propriedades antibacterianas e antivirais, desativa o HIV ao reduzir o número de partículas virais.

PARA SABER MAIS:

http://www.febrasgo.org.br/site/?p=3238
www.aids.gov.br

REFERÊNCIAS


ONUBR.  A ONU e a AIDS. Acesso em 2014. Disponível em: www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-em-acao/a-onu-e-a-aids/

GAZETA DO POVO. AUSTRÁLIA APROVA PRESERVATIVO QUE DESATIVA HIV E OUTRAS DSTS. Acesso em 2014. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/saude/conteudo.phtml?tl=1&id=1485752&tit=Australia-aprova-preservativo-que-desativa-HIV-e-outras-DSTs

G1. INFECÇÕES POR HIV CAEM NO MUNDO, MAS CRESCEM NO BRASIL, DIZ ONU. 
Acesso em 2014. Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/07/infeccoes-por-aids-caem-no-mundo-mas-crescem-no-brasil-diz-onu.html

TERRA. PESQUISADORES ESPANHÓIS APRESENTAM GEL MICROBICIDA CONTRA TRANSMISSÃO DA AIDS. Acesso em 2014. Disponível em: http://saude.terra.com.br/pesquisadores-espanhois-apresentam-gel-microbicida-contra-transmissao-da-aids,f6977400a8b17410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

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