sábado, 18 de outubro de 2014

Homem: A Obra prima Divina.

Por: Huellington Robert Vargas da Silva.                   

Figura 01. Homem Vitruviano. Fonte: http://pegasus.portal.nom.br

Desde o inicio da humanidade a representação da figura humana vem sendo foco de manifestações artísticas, nas pinturas rupestres, pinturas e esculturas egípcias, esculturas gregas, ilustrações bíblicas, entre outros exemplos.

A Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura nos esclarece que,

O próprio Da Vinci se encarregou de calcular as medidas do corpo de um homem jovem e anotou as oportunas correções, o Homem vitruviano, no modelo da beleza física do ser humano. O conhecimento das divinas proporções, em movimento e em repouso, era um caminho de aproximação com as leis inseparáveis da essência do cosmos – e, consequentemente, às estruturas da natureza e do corpo humano. Tanto para Leonardo como para os pensadores do Renascimento, o homem era o modelo e o centro do universo. Portanto, a razão para a importância de conhecer com exatidão suas proporções. A “maquina humana” era semelhante à “maquina do mundo”. (2007,  p. 70).

O corpo humano é considerado perfeito, “Belo”, porque ele é de forma matemática, “simétrico”. Por essa razão que escultores gregos como Policleto e Lisipo (a.C), estudaram um modo de se representar a figura humana dentro de um padrão matemático, geométrico, conhecido como Cânone ou Cânon. E é este padrão de proporção que alguns artistas se baseiam até os dias de hoje.  
Publicado em 1509, o livro Divina Proporcione, dos matemáticos Luca Pacioli e Leonardo Da Vinci, mostra que todas as coisas na natureza evoluem exponencialmente e possuem proporções exatas. Daí nasceu o conceito da proporção áurea, das proporções perfeitas que podem ser matematicamente calculadas, que passou a ser aplicado na arte e na arquitetura. (JUBRAN, 2011, p. 27).

O Artista que estuda a figura humana tem como meta o estudo da anatomia, o estudo das estruturas ósseas, musculares, que se modificam com o tipo de sexo, idade, raça, posição em que se encontra e sua perspectiva.
A arte do Antigo Egito, por motivos religiosos, não refletia o grande conhecimento que os egípcios adquiriram da anatomia humana. Já no Renascimento, houve uma renovação no interesse do estudo cientifico do movimento da figura humana, aliada aos novos conceitos de perspectiva. (JUBRAN, 2011, p. 27):
Da Vinci era um artista à frente de seu tempo, corroborando com ilustrações do corpo humano, seu fascínio para conhecer um pouco mais o que havia internamente sobre diferentes ângulos da anatomia, fez que ele estudasse em cadáveres, para aumentar a sua compreensão em seus trabalhos. 
Como afirma o ensaísta Mario Satz em sua introdução a Desenhos anatômicos de Leonardo da Vinci, “desta necessidade sentida pela cultura, surge a simbiose ciência-arte; os médicos precisam de amplos conhecimentos anatômicos e preparação dos artistas em formação passa pelo estudo da anatomia humana. (Coleção Folha, 2011, p. 92)
Os desenhos como aqueles feitos por Da Vinci referindo as entranhas do corpo físico, auxiliaram aos missionários médicos a entender melhor a organização sistemática sobre nosso corpo. Dando a estes, melhores perspectivas desta criação divina já inanimada. Aonde não existiam tecnologias de maquinas fotográficas, computadores, Raio-X, as ilustrações de artistas vêm a somar nos conhecimentos na área da medicina dos séculos posteriores, até os dias de hoje. 
Hoje consideramos nosso corpo principalmente com uma objetividade cientificamente embasada. Essa mudança em nossa percepção se deve à informação científica facilmente disponível, que oferece acesso aparentemente direto a territórios da medicina antes desconhecidos. Não foi apenas o volume de informações que aumentou, os meios de transmissão também se diversificaram. Em razão de novas técnicas de criação de imagens nas tecnologias médicas não-invasivas, nossa percepção de nossos eus corporais mudou de atitudes passivas para ativas no que se refere ao controle de nosso corpo. (CZEGLEDY, 2003, p. 128)
Os Homens são artisticamente belos, o corpo com a sua plasticidade de sua forma é perfeito, sendo e podendo ser considerado Divino, “imagem e semelhança de Deus”. O corpo desnudo passa de algo puro e belo, como algo pecaminoso por certas ideologias e crenças em determinado período da história. Dentro desses conflitos fez que culturas aceitassem como imaculado o corpo, gerando em contrapartida os tabus. Hoje em dia temos a ação tendenciosa da valorização das formas belas e a exposição desse corpo através de fotos (facebook, self’s), modismos (roupas, músicas), etc. Não querendo se arvorar dentro do que é certo ou errado, porém, a reflexão de como o corpo vem sendo demonstrado ao longo da história e, que o sensual e inocente representados nas Artes, das intenções das cenas de outrora para os dias de hoje!

Em tempo, o exploratório científico do Parque da Ciência Newton Freire Maia, possui em um de seus pavilhões, elementos relacionados a vida e obra de Da Vinci. Tais elementos compõem o acervo do Pavilhão Energia que dentre seus temas enfoca a história da ciência em sua interface com a Arte.


REFERÊNCIAS:

CZEGLEDY, N. Org. DOMINGUES. D. Arte e vida no século XXI: Tecnologia, ciência e criatividade. Arte como Ciência: ciência como Arte. São Paulo: Editora UNESP, 2003.

JUBRAN, A. Desenho à mão livre. 1.Ed. São Paulo. Editora Criativo, 2011.

COLEÇÃO FOLHA. Grandes Mestres da Pintura: Leonardo Da Vinci. Coleção Folha de São Paulo. Org. Tradução Martín Ernesto Russo. Baueri, SP: Editorial Sol 90, 2007.


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