segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Michael Faraday!

Por: Elisiane C. O. Albrecht


Nascido em 22 de setembro de 1791, próximo de Londres, Michael Faraday teve uma infância humilde. Seu pai um modesto ferreiro, acabou por falecer nos primeiros anos da vida do filho, forçando-o assim a buscar formas em ajudar no sustendo da família, uma vez que tinha dois irmãos e sua mãe para auxiliar. Com isto, por volta dos 14 anos procura seu primeiro emprego, aprendiz de encadernação. Neste trabalho Faraday teve muito contato com diversos livros, e acredita-se que foi ai que surgiu seu interesse pela Ciência, em especial pela química.

Figura 1: Michael Faraday.
 Fonte: Grupo de História Teoria e Ensino de Ciências USP.
Com este despertar pela ciência, Michael buscou se aprimorar e, a convite de um cliente da livraria, assistiu a uma serie de quatro conferencias do químico Humphry Davy, na Royal Institution. Esse era um brilhante químico da época, o qual possuía um dos mais equipados laboratório da Inglaterra. Após assistir a estas conferências, Faraday enviou a Davy uma cópia de suas anotações realizadas durantes as palestras e junto com esta encadernação feita por ele, também solicitou uma vaga de emprego em qualquer função relacionada à atividade cientifica no laboratório de Humphry. A vaga foi conquistada após a demissão de um assistente do químico e com isso, aos 22 anos de idade, no ano de 1813 Faraday torna-se auxiliar de Davy.

No laboratório da Royal Institution Michael conseguiu desenvolver diversos experimentos, os quais o tornaram mundialmente famoso. As primeiras atividades dele foram desenvolvidas na química; dentro destas podemos citar o estudo do cloro, experiências de difusão dos gases e liquefação, dentre outras. No final do ano de 1813, Faraday viaja pela Europa (França, Itália e Suíça), onde conhece cientistas importantes em varias áreas da ciência, os quais influenciaram em seus trabalhos futuros.

Como auxiliar de Davy ele adquiriu grande habilidade na área experimental, sendo assim um dos cientistas mais famoso nesta área.  O trabalho mais famoso de Michael foi à temática do eletromagnetismo. Na realidade a associação entre eletricidade e magnetismo só foi possível depois de alguns de seus experimentos. 

Figura 2: Experiência de Oersted.
Fonte: Seara UFC
.
Até 1820 imaginava-se que os fenômenos de eletricidade e magnetismo eram totalmente independentes entre si, após Hans Oersted ter verificado a relação entre campo magnético e corrente elétrica, portas foram abertas para um novo ramo na física, atualmente conhecido como eletromagnetismo. O experimento de Oersted constituía em passar corrente elétrica por um fio condutor gerando ao redor deste um campo magnético. Após ter contanto com relatos sobre essa experiência, Faraday começou a se questionar sobre a possibilidade de obter corrente elétrica através de campo magnético e, depois de diversos experimentos, ele consegue realizar este experimento. Nestas experiências o cientista em questão observou que ao gerar um fluxo magnético, ou seja, um campo magnético variado, é factível a existência de uma corrente elétrica, estabelecendo assim uma associação entre estas duas ciências. 


A contribuição de Farady foi além da unificação de eletricidade e magnetismo, ele nos deixou um legado muita grande na temática de experimentos e, como já foi citado, não só em física, mas também em Química. Vale ressaltar aqui que esta união não aconteceu apenas pelo cientista abordado neste texto, mas por muitos outros que também estudaram estes fenômenos.


Figura3: Experiência de Faraday, campo magnético- corrente elétrica.
 Fonte: http://rsta.pucmm.edu.do/
Após um longo período de contribuição para ciências Michael Faraday veio a falecer no dia 25 de agosto de 1867, em Hampton Court Green e foi enterrado no cemitério Highgate, em Londres.

Saiba mais:

Acesse o Texto no blog do Parque da Ciência: Motor de Faraday. Disponível em << http://parquedaciencia.blogspot.com.br/2013/03/o-motor-de-faraday.html>>. 

Referencias:

FARADAY, M. A história química de uma vela. As forças da matéria. Intr. James Clerk Maxwell. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 2003.  Disponível em < http://www.iq.usp.br/palporto/BaldinatoPortoQNEsc2008.pdf > Acessado Agosto de2014. 

Biografias Michael Faraday.  Disponível em <http://www.ghtc.usp.br/Biografias/Faraday/faradinic.htm  > Acessado em agosto de 2014.

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