segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Por uma Nueva América: A Nueva Canción Latino-americana!

Por: Luiza Valeria Canales Becerra


  Figura 01 – Mercedes Sosa em 1973.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/

Nueva Canción Latino-americana é o termo utilizado, a partir da década de 60, para referir-se ao movimento musical de renovação do canto folclórico latino-americano com um implícito caráter de denúncia social. Apresentou-se, de forma geral, como uma alternativa local frente à música estrangeira, e pretendeu estabelecer uma ponte entre o passado, tradicional, e o presente. Dentro deste conjunto, podemos incluir movimentos como o Nuevo Cancionero Argentino, a Nueva Trova Cubana e a Nueva Canción Chilena. De forma geral, o movimento englobou a maioria dos países latino-americanos.







Música Hasta Siempre Comandante de Carlos Puebla, um dos precursores da Nueva Trova Cubana.


Na argentina, por exemplo, foi incentivado pelo populismo peronista da década de 50. Sendo seus principais representantes grupos como Los Fronterizos y Los Chalchaleros e o cantautor Atahualpa Yupanqui. O Nuevo Cancionero Argentino constituiu-se, precisamente, no ano de 1958, a partir do manifesto escrito pelo poeta Armando Tejada Gómez. Dentre os seus idealizadores estavam César Isella e Mercedes Sosa.

No Uruguai as figuras principais foram Alfredo Zitarrosa e Daniel Viglietti, tendo como proposta um conteúdo lírico muito mais latino-americanista que nacionalista, como no caso argentino.

 
Música Los pueblos americanos composta por Violeta Parra,
precursora do neofolclore chileno, e interpretada por Isabel Parra, sua filha.

No México foi uma tendência de longo prazo que começou a ser concebida desde a Revolução Mexicana (1910-1920) e incorporou desde temas populares nos gêneros musicais populares como a ranchera e o corrido, até a presença de temáticas de reivindicação social. Destaque, nos anos 70, para Amparo Ochoa.
Música Maldición de Malinche, composta por Gabino Palomares e interpretada por Amparo Ochoa.

Devemos mencionar também Alí Primera e o grupo Madera, da Venezuela; Los Olimareños, do Uruguai; Carlos y Enrique Mejía Godoy, da Nicarágua; Los Jairas, da Bolívia, e tantos outros.

O movimento terminou por unir um numeroso grupo de artistas, intérpretes e compositores dos mais variados países, que configuraram uma verdadeira comunidade onde o espírito criativo da música produziu uma obra que enalteceu notavelmente a identidade dos povos latino-americanos.

REFERÊNCIA

COSTA GARCIA, Tânia. Nova canção: Manifesto e manifestações latino-americanas no cenário político mundial dos anos 60. Universidade Estadual Paulista.



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