segunda-feira, 13 de julho de 2015

SENHORES DO MESOZÓICO: AEOLOSAURUS

Aeolosaurus máximus. Fonte: Wikimédia.
O nome Aeolosaurus sps. remete à mitologia grega, pois Aeolus é o protetor dos ventos e, como o primeiro exemplar foi encontrado na Patagônia, região ao sul da Argentina cortada por intensos ventos, este nome veio a cair bem. Existem pelo menos três espécies descritas de Aeolosaurus: A. maximus, o A. colhuehuapensis e o A. rionegrinus. A primeira, maximus, ainda gera discussão entre alguns paleontólogos.

Este gênero foi descoberto em 1986 na Argentina, na Província de Rio Negro, que dá o nome a uma das espécies (rionegrinus), pelo paleontólogo argentino Jaime Powell. No Brasil, os fósseis deste animal foram encontrados no Distrito de Peirópolis, Uberaba, Minas Gerais e no Estado de São Paulo. Seus fragmentos foram coletados na bacia sedimentar denominada de Bacia Bauru, na formação Adamantina e Marília. Porém, se na Argentina temos a data de descoberta do animal, aqui no Brasil esta informação é desconhecida. Além do mais, muitos paleontólogos discutem se os fósseis encontrados em território brasileiro são mesmo de Aeolosaurus. Para a identificação desta nova espécie os paleontólogos contaram algumas vértebras caudais e cervicais, ossos das patas dianteiras e traseiras e algumas costelas.

O Aeolosaurus pertencia a uma classe de dinossauros denominada Saurópodes (os famosos dinossauros pescoçudos), e parentes próximos dos Terápodes. Os Saurópodes possuíam características como pescoço alongado, cabeça pequena, corpo volumoso e cauda longa, além da garra no polegar das patas dianteiras. Era uma espécie de porte pequeno, se comparado com outros Saurópodes, com cerca de 12 m de comprimento, por até 4 m de altura, e uma massa de aproximadamente 20 toneladas. Apesar de ser um parente próximo dos Terápodes (carnívoros), era um dinossauro essencialmente herbívoro, então seus hábitos alimentares incluíam a ingestão de folhas, principalmente de gimnospermas, as espécies dominantes na época.


Por Marcelo Domingos Leal


PARA SABER MAIS:

ANELLI, L. E. O Guia Completo dos Dinossauros do Brasil. Ilustrações de Felipe Alves Elias. São Paulo: Peirópolis, 2010.


REFERÊNCIAS:

ANELLI, L. E. O Guia Completo dos Dinossauros do Brasil. Ilustrações de Felipe Alves Elias. São Paulo: Peirópolis, 2010.

LEAL, M. D. Apostila Procurando os Dinossauros. Pinhais: PNFM, 2007.

Prehistoric Wildlife. Aeolosaurus. Acesso em: 2015. Disponível em: http://www.prehistoric-wildlife.com/species/a/aeolosaurus.html

GEA – Journal of Geoscience. Discussões sobre a presença do gênero aeolosaurus, Powell 1987 (dinosauria, titanosauria) no cretáceo superior do Brasil. Acesso em 2015. Disponível em: http://revistas.unisinos.br/index.php/gaea/article/view/4522

FABESP – Biblioteca Virtual. A new sauropod (Macronaria, Titanosauria) from the Adamantina Formation, Bauru Group, Upper Cretaceous of Brazil and the phylogenetic relationships of Aeolosaurini. Acesso em: 2015. Disponível em: http://www.bv.fapesp.br/pt/publicacao/25976/a-new-sauropod-macronaria-

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