quinta-feira, 31 de março de 2016

A classificação dos seres vivos


Figura 01: Diversidade de seres. Fonte: Rockntech,
A classificação dos seres vivos é parte da sistemática, ciência que estuda as relações entre organismos que inclui a coleta, preservação e estudo de espécimes e a análise dos dados vindos de várias áreas de pesquisa biológica.

Nós nunca estamos sozinhos no mundo. Por mais isolado que você possa estar existem formas de vida das mais variadas que ocupam os locais mais inesperados, desde uma gota de água até profundidades oceânicas, no solo, no ar em quase todos os lugares. De uma coisa sabemos, a vida se manifesta de muitas formas.

Com essa biodiversidade foi preciso criar um mecanismo de divisão para facilitar o estudo dos seres vivos, ou seja, criou-se um sistema de classificação.

Até meados do século XVIII, tudo que era conhecido havia sido dividido em três grupos; Animais, Vegetais e Minerais. Com o avanço do conhecimento, esses três grupos foram refeitos e deram origem a dois grandes conjuntos: Seres Vivos e Não Vivos.

Para facilitar nosso compreensão, vamos, então, entender a diferença entre um ser vivo e um ser não vivo ou matéria bruta. Podemos utilizar a seguinte definição para ser vivo: os seres vivos são aqueles que são constituídos por células, nascem, movimentam-se, têm reações aos estímulos físicos e químicos, crescem, desenvolvem-se, reproduzem-se e morrem. Vale lembrar que, ao analisarmos a fundo a definição de seres vivos esbarramos em algumas peculiaridades que podem gerar equívocos, mas de maneira geral e simplificada vamos levar em consideração a definição acima.

Para concretizar a leitura acima, observe a imagem abaixo e tente identificar quais são seres vivos e quais são seres não vivos ou matéria bruta. Observe o desenho e tente imaginar quais possuem células e quais não possuem.

Figura 01: Exemplo de Seres Vivos e Seres não vivos. Fonte: Smartkids

Necessidade da Classificação dos Seres Vivos


O sistema de classificação de seres vivos sempre foi de interesse de estudiosos. À medida que novas espécies foram sendo descobertas e suas peculiaridades detectadas, surgira, então, a necessidade de um sistema de classificação.

A principal função de uma classificação é a de facilitar o estudo dos seres vivos mas, também auxiliou no processo de evolução do método científico. Neste temos como base a observação, identificação e a classificação, passos estes de extrema importância para o método cientifico.

O primeiro sistema de classificação foi o de Aristóteles no século IV a.C., que ordenou os animais pelo tipo de reprodução e por terem ou não sangue vermelho. O seu discípulo Teofrasto classificou as plantas por seu uso e forma de cultivo.

As formas seguintes classificação eram baseadas na morfologia, ou seja, observando de maneira direta apenas a forma do ser vivo. Imagine a confusão que isso pode causar, por exemplo, ao avaliar uma lagarta que posteriormente vire uma borboleta? Morfologicamente são extremamente diferentes, mas trata-se da mesma espécie. Ao longo dos tempos vários outros critérios de classificação foram sendo adotados para facilitar o trabalho e minimizar erros.

Atualmente, o conhecimento em genética veio para mudar esse conceito morfológico de classificação pois, graças a ele, hoje podemos afirmar com precisão um parentesco entre diferentes espécies.

Ao processo de transcrição e nomenclatura que é empregado na classificação biológica chamamos de taxonomia.

O objetivo da classificação dos seres vivos foi inicialmente o de organizar as plantas e animais conhecidos em categorias que pudessem ser referidas. 

Em 1735, um botânico sueco chamado Carl Von Linné (em português, Carlos Lineu), publicou um trabalho, Systema Naturae, em que sugeria a classificação dos seres vivos em grupos ou categorias, constituindo uma hierarquia. No seu sistema de classificação, Lineu classificou os seres vivos em dois grandes grupos, Reino Animal e Reino Vegetal. Além disso, usou palavras latinas para designar cada um dos seres classificados.

Para alguns especialistas, Taxonomia é sinônimo de Sistemática. Para outros, porém, a Sistemática envolve, além da Taxonomia, o estudo das relações de parentesco entre as espécies. Portanto, o objetivo de quem trabalha com sistemática não é apenas descrever a diversidade existente e elaborar um sistema geral de referência mas também, contribuir para a compreensão dessa diversidade.

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Por Rafael Vitorino de Oliveira 


REFERÊNCIAS

Celso Esteves, Taxonomia, Sistemática, Classificação e Nomenclatura Zoológica, com exemplos em moluscos. Disponível em: http://www.conchasbrasil.org.br/materias/faq/faq1.asp  acesso em: 2016.

Classificação dos Seres vivos, disponível em:
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/bioclassifidosseresvivos.php  acesso em:2016.

Mariana Aprile. Taxonomia: Como funciona o sistema de classificação dos seres vivos. Disponível em: http://educacao.uol.com.br/ acesso em: 2016.

A criação do sistema universal de classificação dos seres vivos.
Disponível: http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/62085/a-criacao-do-sistema-universal-de-classificacao-dos-seres-vivos#ixzz44Fd0eKD2 acesso em: 2016.
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