segunda-feira, 16 de maio de 2016

Dinossauros - Senhores do Mesozóico: Pampadromaeus

Figura 01 – Pampadromaeus barberenai Fonte: Ciência Hoje.
O Pampadromaeus barberenai foi nomeado em referência ao local onde foi encontrado, os Pampas Gaúchos sendo então, o “Corredor dos Pampas”. O nome barberenai é uma homenagem a um dos mais importantes pesquisadores de vertebrados do Rio Grande do Sul, Dr. Mário Barberena.

Sua descoberta data de 2004 porém, os resultados finais foram apresentados apenas em novembro de 2011, após a identificação pelos pesquisadores Max Langer, Jonathas Bittencourt e colaboradores. Esta nova espécie foi encontrada em rochas sedimentares do Período Triássico, em uma formação denominada Santa Maria, localizada em um pequeno açude na região próxima ao município de Agudos, na região central do Rio Grande do Sul. Este espécime foi coletado pelo Dr. Sergio Furtado Cabreira da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA.

Provavelmente este não será o último achado na região de Agudos, pois a cidade de colonização alemã e que tem sua economia voltada para a agricultura, tem se mostrado um dos maiores centros fossilíferos do Brasil, e um dos mais importantes do mundo, visto o grande número de pequenos afloramentos fossilíferos do triássico (200 a 250 m.a.a.). Mas, além de Agudos, os municípios de Faxinal do Soturno, Dona Francisca e São João do Polêsine formam um quadrilátero de terrenos fossilíferos que estão dentro da “Rota Paleontológica”.

A primeira exposição do exemplar se deu no ano de 2006 pelo Museu de Ciências Naturais da universidade gaúcha, quando ainda estava incrustado em um bloco de arenito de aproximadamente 220 quilogramas. Em dezembro de 2006 a espécie foi tombada como patrimônio do Museu da ULBRA, e, desta forma, o estudo sobre o fóssil pôde ser divulgado em uma revista científica - na revista alemã “Naturwissenchaften”.

Figura 02 – Rocha contendo maior parte do esqueleto do Pampadromaeus barberenai Fonte: Ciência Hoje. Foto: Sergio Cabreira et al/ Naturwissenschaften 
Esta espécie é pequena e leve - com apenas 50 cm de altura, aproximadamente 1,2 m de comprimento e com uma massa que girava em torno de 15 Kg. Porém, apesar de pequeno e leve, ele foi considerado uma das maiores descobertas da paleontologia brasileira e talvez mundial devido ao estado de conservação de seu esqueleto. Foram achados membros (muito completos), vértebras e praticamente todo o crânio do animal, o que fez o Dr. Sergio Furtado Cabreira vibrar: “Parece que este animal morreu há poucos meses”.

O Pampadromaeus, segundo os pesquisadores, talvez possa participar de uma classe de animais que, hipoteticamente, seriam ancestrais comuns de todos os dinossauros. Pesquisas apontam que ele representa um membro antigo dos sauropodomorfos, os famosos pescoçudos, ou seja, hebívoros de cabeça pequena, pescoço longo, corpo em forma de barril e longa cauda - como o Amazonssauro, que viveu no Brasil. Porém, características apontam para uma forma de locomoção mais próxima de terápodes mais modernos como o Tiranossauro, um carnívoro muito conhecido do público em geral.

A análise dentária deste animal sugere que ele possa ter se alimentado tanto de carne como de vegetais, sendo então um onívoro, como outro dinossauro, o Gallimimus bullatos. E como todos os outros dinossauros (ou seus descendentes), o Pampadromaeus barberenai viveu na Era Mesozóica, mas em um período chamado de Triássico Superior, há cerca de 230 milhões de anos atrás.


PARA SABER MAIS:

Smithsoniam. Pampadromaeus: Brazil’s Triassic Plains Runner. Disponível em: http://www.smithsonianmag.com/science-nature/pampadromaeus-brazils-triassic-plains-runner-312826/?no-ist

PET Geologia UFOP. Fóssil de dinossauro gaúcho com 228 milhões de anos é encontrado. Disponível em: http://petgeologiaufop.blog.com/page/60/

Por Marcelo Domingos Leal


REFERÊNCIAS

Ciência Hoje. Dinossauro Primitivo dos Pampas. Acesso em: 2016. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/cacadores-de-fosseis/dinossauro-primitivo-nos-pampas

Planeta Universitário.com Pampadromaeus barberenai – A descoberta de um novo dinossauro foi apresentada na ULBRA. Acesso em 2016. Disponível em: http://www.planetauniversitario.com/index.php/ciencia-e-tecnologia-mainmenu-75/25079-pampadromaeus-barberenai-a-descoberta-de-um-novo-dinossauro-foi-apresentada-na-ulbra

Laboratório de Paleontologia USP – Ribeirão Preto. Pampadromaeus barberenai. Acesso em: 2016. 
Disponível em: http://sites.ffclrp.usp.br/paleo/fosseis.htm

PET Geologia UFOP. Fóssil de dinossauro gaúcho com 228 milhões de anos é encontrado. Acesso em: 2016. Disponível em: http://petgeologiaufop.blog.com/page/60/

Smithsoniam. Pampadromaeus: Brazil’s Triassic Plains Runner. Acesso em 2016. Disponível em: http://www.smithsonianmag.com/science-nature/pampadromaeus-brazils-triassic-plains-runner-312826/?no-ist

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