quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ASTRONOMIA VIKING

Por:  Anelissa Carinne Dos Santos Silva

Às vezes conhecidos como escandinavos, os nórdicos possuem alguns traços culturais comuns, como por exemplo, na astronomia. Uma dessas “coincidências” deve-se certamente a observação da estrela polar, praticamente fixa em relação ao movimento das demais estrelas, por conta de sua proximidade com o polo celeste boreal.

A partir de anotações sobre uma pedra rúnica que existiu na Suécia e análise de outros pesquisadores, LANGER (2013) nos traz a possibilidade de a mancha esbranquiçada observada no céu (a Via Láctea) ser representada pelos nórdicos como a árvore sagrada Yggdrassill. Esta árvore geralmente é retratada com um pássaro em seu topo e uma serpente-dragão em suas raízes.

Figura 01 – A árvore Yggdrassill. Fonte: Germanic Mythology


Alguns estudiosos acreditam que o pássaro (uma águia) seria observada no local onde vemos a constelação do Cisne; por sua vez, a serpente-dragão Nidhogg estaria no mesmo local em que os gregos imaginavam o Escorpião. Simulando o céu visível aos vikings, percebe-se que a águia é uma constelação nórdica presente próxima ao zênite nos meses de maio a julho. Mas Nidhogg surge somente próximo ao horizonte e nos meses de janeiro a julho. Isto favorece a ideia dos nórdicos de que a águia se situaria acima de Yggdrassill e Nidhogg abaixo da árvore.

A constelação de Coroa Boreal pode ser interpretada como o anel do anão Andvari ou mesmo o dedo do gigante Aurvándil. A Águia seria um pássaro da mitologia nórdica (um dos corvos de Odin, por exemplo) ou um galo, anunciador de presságios. E a constelação da Ursa Maior pode ser correlacionada à carroça do deus Odin (Odin vagn).

As constelações da Ursa Maior e Ursa Menor certamente tiveram grande importância para os vikings, auxiliando-os na arte da navegação, a qual dominavam com maestria.


PARA SABER MAIS:

Observatório Nacional: http://www.on.br

REFERÊNCIAS

LANGER, J. O céu dos Vikings: Uma Interpretação etnoastronômica da Pedra Rúnica de Ockelbo (GS 19). Disponível em: 
http://www.academia.edu/4476383/O_ceu_dos_vikings_uma_interpretacao_etnoastronomica_da_pedra_runica_de_Eckelbo_Gs_19_DOMINIOS_DA_IMAGEM_6_12_2013_pp._97-112._ISSN_2237-9126_Digital_. Acessado em Maio 2014.

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