segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Adeus Niemeyer, arquiteto centenário!

Por Sergio A. B. Faria

Aos 104 anos morreu, quarta-feira 5 de dezembro, no Rio de Janeiro, Oscar Niemeyer, o expoente maior da arquitetura brasileira. O Parque da Ciência Newton Freire Maia, como instituição pública dedicada à divulgação da ciência e da tecnologia.

Com obras em vários países como França, Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra, Estados Unidos, Noruega,Russia, etc., Niemeyer sofreu forte influencia do arquiteto suíço Le Corbusier, com o qual colaborou no projeto Edifício das Nações Unidas em Nova York.

No início dos anos quarenta, tornou-se respeitado quando projetou, convidado por Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Nesta obra, sua criação mais significativa, é a Igreja de São Francisco de Assis. Sua forma inovadora e a presença de pinturas de Portinari fortemente influenciadas pelo cubismo e pelo surrealismo, impediu que fosse consagrada durante 17 anos, por decisão das autoridades das autoridades eclesiásticas. 





Em 1956, foi convidado pelo então presidente da República para projetar os prédios públicos da nova capital que seria construída no planalto Central dos quais se destaca a maravilhosa Catedral de Brasília. Após atravessar o túnel de acesso de pouca luminosidade, chega-se ao seu interior onde se descortina a imensa abóboda iluminada de vitrais, com seus enormes anjos pendendo do teto. Tem-se, então, uma sensação de paz. É aí que se pode verificar a grandeza e humanidade do gênio que mesmo sendo ateu criou um templo cuja funcionalidade está no fato de ser um lugar onde os que creem podem sentir-se em contato com a sua divindade.

Em Curitiba, temos um belo exemplo de sua produção  no edifício do Museu Oscar Niemeyer.

Como projetista ele levou a tecnologia do concreto ao extremo da perfeição estética.

Ao completar 100 anos, Niemeyer explicou como escreveria um verbete sobre si mesmo em uma enciclopédia.


"Diria que é um ser humano como outro qualquer – que nasceu, viveu e morreu. Sou um homem comum – que trabalhou como todos os outros. Passou a vida debruçado sobre uma prancheta. Interessou-se pelos mais pobres. Amou os amigos e a família. Nada de especial. Não tenho nada de extraordinário. É ridículo esse negócio de se dar importância".

Ave Niemeyer! Os que permanecem vivos te saúdam!


Fonte das imagens: Matosinhos Andrade, giulienymatos.blogspot.com,  wmblog.blogspot.com.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O que são os Halos lunares?

Por Aline Veiga

A observação de objetos celestes sempre fascinou e intrigou a humanidade, causando até mesmo temor em povos antigos, que buscavam em lendas e mitos a explicação para fenômenos naturais observados em seu cotidiano. Estes mitos carregavam muito de suas crenças religiosas, e serviriam – por exemplo – para demarcar épocas do ano.

A Lua fazia parte destes mitos. Se tomarmos como exemplo a concepção da cultura Guarani, temos o céu como uma representação perfeita de tudo que existe na Terra; e a Lua como Jaci, criadora dos vegetais e de frutos cintilantes do céu (Jaci-tata) – as estrelas.

Durante algumas noites, quando observamos a Lua, é possível perceber ao seu redor a presença de alguns “círculos”.

Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap121203.html

Muitas explicações do senso comum baseiam-se em mitos para explicar a existência destes arcos em volta Lua. Mas afinal, como e por que eles se formam?

http://nautilus.fis.uc.pt/personal/dario/astro/halos.jpg
Estes círculos são chamados de “halos”, e formam-se pela presença de minúsculos cristais de gelo suspensos na atmosfera terrestre.

Quando a luz emitida pelo  Sol e refletida pela Lua, passa pelos cristais de gelo ocorre o fenômeno da refração; ou seja, os cristais de gelo comportam-se como prismas, mudando a angulação da luz quando esta muda de meio. O resultado é a formação dos círculos ao redor da Lua que podemos observar.


A formação do Halo Lunar é um fenômeno óptico, assim como o arco-íris, e também pode formar-se em torno do Sol – Halo Solar.
http://apod.nasa.gov/apod/image/1202/rafael_schmall_lunar_halo_2012_02_02_2_600c.JPG

O universo na forma de um relógio: as sociedades industriais e a criação de uma visão de mundo à sua forma e semelhança.

Por Eduardo Cordeiro Ulhmann
 
Em “O Tao da libertação: explorando a ecologia da transformação”  Mark Hathaway e Leonardo Boff defendem a ideia de que a maneira como compreendemos o universo influencia a forma de nos relacionarmos com o que há ao nosso redor.

Eles dizem que muitos dos problemas que enfrentamos atualmente, sejam eles ambientais como a extinção de espécies, a poluição, a destruição das florestas, os processos de desertificação, sejam eles sociais, tais como a priorização  do homem em detrimento da participação da mulher, a má distribuição dos recursos, a opressão de uns povos por outros, tem por base uma visão de mundo que permite, justifica e incentiva ações que geram estes problemas.

Cada um de nós tem uma visão de mundo, todos aprendemos a ver o mundo de uma certa maneira e mesmo que possamos não pensar conscientemente nela, essa “cosmovisão” nos dá um entendimento básico da realidade.

Para Hathaway e Boff, as modernas sociedades industrialistas adotam uma cosmovisão da qual podemos delinear algumas características-chave:

1)    “Há uma realidade objetiva que existe fora de nossas próprias mentes;(...)
2)    A mente e a matéria são entidades separadas.
3)    O universo é composto de matéria, uma substância sem vida formada por minúsculos átomos (...) e por outras partículas que são ainda menores, imutáveis e elementares.
4)    Todo verdadeiro fenômeno pode ser percebido pelos sentidos, e muitas vezes isso ocorre com a ajuda de instrumentos. (...) O espírito e a alma são assim descartados, ignorados e marginalizados como coisas subjetivas. O mundo real é reduzido ao mundo material, o qual pode ser medido e quantificado. Nas palavras de Galileu: “O livro da natureza é escrito na linguagem da matemática” (apud ROSZAK, 1999:9).
5)    A maneira de pensar preferida é por natureza a argumentativa e analítica; ou seja, o pensar com um enfoque que caracterize, identifique elementos e defina. (...) Quanto mais objetivo e imparcial o observador, mais acuradas serão suas observações.
6)    A natureza e o cosmo são entendidos em termos mecânicos. O universo se parece com um maquinário gigantesco exemplificado pelos movimentos dos planetas e das estrelas.
7)    Visto que a natureza da realidade é mecânica, podemos entendê-la por completo se identificarmos suas partes (ou reduzi-la a seus componentes) e estudá-las uma por vez. (E esse enfoque é geralmente chamado de “reducionismo”).
8)    A natureza e o cosmo não tem um propósito. Mas há leis eternas e fixas que governam tudo e por todo o tempo. Assim, se as condições forem idênticas, um experimento irá sempre dar os mesmos resultados.
9)    O tempo é entendido como sendo linear. Assim, causas sempre precedem efeitos e todo efeito tem uma causa ou um grupo de causas.
10)    O determinismo e  e as leis mecânicas imperam no cosmo. Se pudéssemos ter um conhecimento absoluto do atual estado da matéria, seria possível prever o futuro com toda a certeza. Qualquer coisa de novo é algo essencialmente impossível.
11)    O Universo é eterno é imutável por natureza, e suas leis são evidência disso. Se considerado em grande escala, sua estrutura não muda com o tempo; a evolução da Terra deve ser entendida como uma anomalia isolada e não como a norma.
12)    Toda a vida na Terra está envolvida numa contínua competição pela sobrevivência. A evolução é movida pelo impulso da dominação, pela “sobrevivência do mais forte”. A mudança, quando ocorre (é só dentro dos limites do determinismo), é causada pela competição ou mesmo pela violência.”

    Os autores afirmam essas suposições são aceitas como verdade sem muita crítica, mas “quando quando começamos a examinar a nova cosmologia que vem surgindo das ciências durante o último século, fica cada vez mais claro que  aquelas suposições podem ser questionadas e que algumas são na verdade extremamente falsas. Contudo (…) continuam a dominar e moldar o entendimento da realidade da maioria das pessoas nas sociedades modernas”.

     O Tao da libertação: explorando a ecologia da transformação / Mark Hathaway, Leonardo Boff – Petrópolis, RJ: Vozes, 2012

Notas sobre inteligência artificial - O teorema de Gödel e a Inteligência Artificial

Piergiorgio Odifreddi                                                        Tradução: Sergio A B Faria

Fonte: lucasamorim.net.br
 Dois livros - “Gödel, Escher e Bach” de Douglas Höfstadter, e “A Nova Mente do Imperador” de Roger Penrose – contribuíram para manter vivo, nos anos 80, o debate sobre inteligência artificial. O sucesso de público, num campo não muito familiar ao grande público tal como a divulgação científica, mostra como os seus autores são mestres na arte de atrair a atenção.

Ambos produzem um espetáculo de fogos de artifício. Höfstadter dispara no ar paradoxos lógicos, cânones com tentáculos, geometrias não euclidianas, cromossomos, neurônios, pedra da roseta, cristais aperiódicos, supercondutores, aforismos zen e formigueiros.  Penrose, com paradoxos quânticos, relatividade geral, mundos paralelos, fresta do tempo, fractais, fótons, a torre de Pisa, o Big Bang, buracos negros e brancos, tessitura periódica do plano, quase-cristais e um número binário que ocupa duas páginas.

Como todo programa de auditório que se preze, os dois autores apresentam convidados famosos ao seu lado. A sala de visitas colorida de Höfstadter recebe Frederico, O Grande, Bach e família, Aquiles e a tartaruga, Lewis Carroll e Alice, Euclides e Ramanujan, Escher e Magritte. A de Penrose, mais austera, acolhe Galileu e Newton, Schröodinger e seu gato, e Mandelbrot, Platão e Einstein, e certamente o criador.

Disputado por ambos os autores, o verdadeiro visitante de honra é o lógico matemático Kurt Gödel, cujo resultado nos anos 30, conhecido como ‘teorema de Gödel’, já havia atraído a atenção de filósofos, jornalistas, e (por que não?) poetas, inspirando até um poema para a música. Os dois não são assim, particularmente originais, desse ponto de vista. O aspecto interessante está no fato de que suas teses são opostas: ambos usam o teorema de Gödel para argumentar sobre a inteligência artificial, só que Höfstadter a favor e Penrose contra. Para entender de que lado está a razão, é necessário apresentar os termos do debate e enunciar o teorema de Gödel.

A inteligência artificial

Em 1936, o matemático inglês Alan Turing desenvolveu as bases teóricas da informática, introduzindo um modelo abstrato de máquina de calcular programável, atualmente chamada apenas máquina de Turing. Ele inspirou-se na análise do processo mental do cálculo e, ainda que seu trabalho fosse puramente matemático, Turing usou várias vezes uma terminologia antropomórfica, falando especificamente de ‘estados mentais’ para se referir a configurações internas da máquina. Poucos anos depois ele começou a acalentar o sonho de construir fisicamente tal máquina e continuou a usar a analogia original, falando do seu projeto como da construção de um cérebro. Tais expressões não eram mais que analogias estimulantes, mas superficiais, e deste modo, eram vistas por aqueles que conheciam Turing, como, por exemplo, Max Newmann, orientador de sua tese de mestrado, teve um papel de destaque na construção do primeiro computador inglês. No necrológio de Turing Newmann disse que Turing tinha um grande talento para analogias cômicas, mas brilhantes, como aquela que introduziu as discussões sobre cérebros e máquinas.

Em seguida, a analogia de Turing ficou perdida e, quando os computadores se tornaram disponíveis, a analogia entre eles e o cérebro começou a ser levada a sério. Em certo sentido, isso era previsível: ao longo da evolução científica, muitas vezes, tentou-se assimilar o cérebro à última maravilha tecnológica. Por exemplo, Descartes descreveu-o como um sistema hidráulico que permite o fluxo periódico de espíritos vitais de uma bacia central para os músculos, e Pearson viu como um sistema de telefone, composto de fios fixos e conexões móveis. Chegou-se mesmo a propor o computador avançado como um modelo para todo o universo, do mesmo modo que no século XVII, o universo foi comparado a um relógio mecânico, e no século XIX a uma máquina a vapor.

Claro que não estamos negando o fato de que a novidade tecnológica pode ser útil para o entendimento do mundo em geral, ou do cérebro, em particular. Por exemplo, o modelo de Pearson foi aplicado no estudo da resposta dos reflexos espinhais, e Arbib está usando há muitos anos computadores para modelar funções cerebrais específicas. O que está em discussão é o reducionismo exagerado daqueles que acreditam ter atingido as fronteiras do conhecimento. Em relação a isso, nos advertem as “Investigações Filosóficas” de Wittgenstein com o lema: "o progresso parece sempre maior do que realmente é."

No estado actual do conhecimento, as relações entre cérebro e computador são apenas superficiais: o cérebro é um órgão eletroquímico com um grande número de conexões, que trabalham com ações maciçamente paralelas e globais (holística) a baixa velocidade, e de baixo consumo de energia, capaz de gerar continuamente novos elementos e novas conexões; o computador é, ao contrário, um sistema eletrônico de ligações fixas, operando quase sequencialmente e apenas localmente, em alta velocidade.

Não se coloca, portanto, o problema de identificar o cérebro e os computadores como máquinas, mas sim de compará-los em relação aos seus comportamento e desempenho. Na verdade, quando o computador se tornou disponível, começou-se a usá-lo não só para cálculos matemáticos para os quais foi concebido, mas também para simular diferentes aspectos da atividade mental humana. Por exemplo, Turing começou a escrever programas para jogar xadrez e, gradualmente, mudou para projetos mais ambiciosos, tais como: a resolução de problemas, prova de teoremas, representação do conhecimento, análise de linguagem, reconhecimento de imagem, capacidade de aprender com a experiência etc..

Sucessos, ainda que parciais, não faltam: basta lembrar dos sistemas em que o conhecimento de especialistas em um determinado campo está codificado num conjunto de regras e tornam-se capazes de responder a perguntas relacionadas com os dados de campo, substituindo assim os especialistas. Ou da robótica, onde a atividade de uma máquina é programada, para que ela possa substituir operadores humanos.
Mas, como acontece muitas vezes, o sucesso sobe à cabeça. Aquilo que impulsionava Turing para construir um cérebro, tornou-se o programa da Inteligência Artificial (na esperança de recuperar, se não a cabeça, pelo menos, o seu conteúdo). Porém aquilo que para Turing significava somente  construir um computador, é agora reinterpretado com a irreverência de Prometeu, como a construção de um programa capaz de simular a atividade do cérebro humano e isso mudou todo sentido da questão, deixando de lado o problema discutido anteriormente, se o cérebro é ou não é, realmente, um computador.

Falamos até aqui de atividade cerebral e não de pensamento, para permanecer no campo científico e assim evitar discussões metafísicas, das quais, nem o debate sobre a Inteligência Artificial, nem Hofstadter, nem Penrose, permaneceram imunes. Citamos apenas, a título de exemplo, o problema de saber se é possível falar de "inteligência" de um programa (perguntas  semelhantes podem ser feitas sobre "criatividade", "autoconsciência", e assim por diante).

É claro que se inteligência é definida como uma qualidade humana, um programa não pode ser inteligente. Turing - pensando que este problema era demasiado sem sentido para merecer uma discussão - simplesmente propôs considerar inteligente qualquer programa cujo comportamento seja indistinguível do dos seres humanos (ou seja, se define, de modo operativo: tudo o que se comporta de maneira inteligente), e sugeriu também como provocação inserir no referido programa um elemento aleatório, tal como uma roleta, de modo a imitar a imprevisibilidade do comportamento humano.

Voltando à questão do cérebro, a pesquisa de Sperry (que lhe valeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1981) mostrou que as atividades dos dois hemisférios são complementares e absolutamente diferenciadas. O hemisfério esquerdo é responsável pelo pensamento abstrato e atividades de comunicação, escrita e cálculo. O direito é mudo, mas responsável pelas atividades de reconhecimento, de percepção, de criatividade. Enquanto o primeiro grupo de atividades é precisamente aquele em que os computadores sobressairam-se, o segundo é aquele no qual está se batendo a Inteligência Artificial.

Este debate não é mais que uma reencarnação de um confronto semelhante que ocorreu na década de 20 entre formalistas e intuicionistas, comandados respectivamente por Hilbert e Brouwer, sobre a posssibilidade ou não de se comprimir o raciocínio matemático dentro de sistemas formais que consistem de axiomas e regras rígidas de dedução. A versão moderna simplesmente substituiu "programas" por "sistemas formais". Agora, a disputa, longe de limitar-se aos aspectos científicos, envolve questões pessoais, acadêmicas e até mesmo legais, e degenerou a tal ponto que Einstein a comparou com a guerra dos ratos e sapos contada em um grego anônimo.

Hilbert, que via em Brouwer um perigo mortal do qual a matemática tinha de ser defendida a todo o custo, conseguiu, em 1928, removê-lo de sua posição de editor do jornal matemático mais prestigioso do seu tempo, Mathematische Annalen, resultando em uma vitória temporária para o camundongos (e a derrota final de Brouwer, que virtualmente parou de trabalhar e ter seguidores). Mas em socorro das rãs em debandada vem, em 1931, o caranguejo Gödel com seus teoremas. Desde então, esses resultados têm sido tomados por ambas as partes em litígio, como argumentos em seu favor.

 *Este artigo publicado oiriginalmente em italiano, em “La rivista dei libri” (edição Italiana do “New York Rewiew of Books”), por Piergiorgio Odifreddi, matemático e logicista italiano, apaixonado por História da Ciência, é composto de três partes. As duas outras aparecerão em números posteriores deste informativo. (Sergio A. B. Faria)

Brasil na vanguarda da pesquisa em neurociência!

Por Leandro B. Schip

Muitas vezes a expressão – pesquisa científica no Brasil, desperta pessimismo ou certa desconfiança em algumas pessoas. A ciência brasileira tem atraído cada vez mais atenção internacional por sua criatividade e eficiência. Nesse boletim o Parque da Ciência destaca os trabalhos conduzidos pelo Instituto do Cérebro (ICE) em Natal/ RN.
Existe uma corrida desenfreada travada por laboratórios altamente tecnológicos em todo o mundo, buscando uma cura para doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e o mal de Parkinson e, nesse cenário altamente competitivo, o ICE tem promovido avanços significativos. Um exemplo é o trabalho recente publicado na revista Nature Neuroscience, que identificou um grupo especial de neurônios chamado OLM. A pesquisa conduzida pelo neurocientista brasileiro Richardson Leão, em colaboração com pesquisadores da Suécia, aponta um importante mecanismo para o funcionamento da memória e do aprendizado. Segundo Leão, quando estas células são ativadas, elas fazem com que as memórias sejam evocadas, ou seja, elas te ajudam a lembrar. E quando elas estão inativadas, elas desligam essa via da lembrança e te ajudam a aprender.
As pesquisas com camundongos transgênicos demonstraram que as células OLM são sensíveis a nicotina. Um próximo passo da pesquisa agora é desenvolver medicamentos que desempenhem a mesma função, mas sem os efeitos nocivos da nicotina para que possam ser empregados no tratamento de doenças da memória como o mal de Alzheimer.

Mais informações:
http://www.neuro.ufrn.br

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Abertas as inscrições para o V Encontro da Consciência Negra do Parque da Ciência!

O Parque da Ciência Newton Freire Maia convida a todos a participarem do V Encontro da Consciência Negra, realizado em alusão ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Este ano o evento terá como tema “O Negro na História do Paraná”, e será realizado no dia 24/11.
O objetivo do evento é propiciar a educadores, estudantes e comunidade em geral um momento de reflexão sobre as questões étnico-raciais em nossa sociedade, e contará com a participação de estudiosos e militantes desta área entre nossos convidados.
 As inscrições podem ser feitas gratuitamente por telefone (41-3666-6156) ou no próprio Parque da Ciência até o dia 16/11/2012.

PROGRAMAÇÃO

09:00 – 09:30 – Credenciamento
09:30 – 10:00 – Abertura
10:00 – 12:00 – Palestra – “A contribuição da população Negra na História do Paraná”
Prof. MSc. Luiz Carlos Paixão
12:00 – 13:30 -  Almoço (Feijoada por Adesão)
13:30 – 14:00 – Apresentação Cultural
14:00 – 15:30 – Exibição comentada do Documentário  - “Preto no Branco: O negro em Curitiba”  - Com o cineasta Luciano Coelho
15:30 – 15:45 – Café
15:45 – 17:00 – Mesa Redonda – “ O Negro na História do Paraná.”

terça-feira, 30 de outubro de 2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Fantasma na Máquina - notas sobre inteligência artificial.

Por Sérgio Faria

O título do artigo é uma expressão de Gilbert Ryle, “The concept of mind”, no qual ele faz uma crítica devastadora à separação cartesiana entre corpo e alma.

A primeira questão a ser colocada é se as máquinas podem, em relação ao pensamento, conhecimento e ação, simular um ser indistinguível do humano. Isto é, ir além da máquina realizadora de atividades programadas através de algoritmos previamente estabelecidos pelo homem.

Tentando aclarar este tema busco na cinematografia, que tem apresentado questões instigantes sobre este tema, dois filmes emblemáticos sobre esta questão. Primeiro, “Eu, robot” de Alex Proyas apresenta a possibilidade da máquina simular humanos, isto é, ser dotada de inteligência artificial forte – AIF, em oposição à inteligência artificial fraca – aif, que só confere a capacidade de realizar tarefas pré-progamadas. AIF só se manifestaria, no filme, como “trechos de códigos randômicos que se uniram para formar protocolos inesperados. De forma não esperada, esses radicais livres elaboram perguntas sobre livre arbítrio, criatividade, e até mesmo sobre a natureza daquilo que chamamos alma. Por que será que quando armazenados no escuro eles [os robôs] se agrupam ao invés de ficarem sós? Como explicar tal comportamento? Segmentos de códigos randômicos? Ou algo a mais? Quando um esquema de percepção se torna uma consciência? Quando calcular probabilidades começa a busca da verdade? Quando é que uma simulação de personalidade se torna o doloroso átomo de uma alma?”

As questões aí colocadas remetem para a possibilidade da AIF a partir de ventos incertos não previstos na programação que poderiam resultar na autocriação da consciência e, portanto, de identidade pelas máquinas.

Deixando de lado o problema da alma, que se encontra no terreno do sobrenatural, e que, portanto, não é verificável pela ciência, pode-se dizer que a criatura, máquina, traria em si o germe da condição ontológica do seu criador, o homem, na medida em que este só se erigiu da natureza como animal gregário. Por outro lado, a consciência não é um mecanismo de redes lógicas, é antes o resultado de um longo e doloroso processo de interação com o mundo junto e através de outros homens. Neste processo, desejos, frustrações e repreensões têm um papel decisivo.

Lembrando Ryle, “o sujeito é um agente que se constrói pela interação com o meio-ambiente através do conjunto de suas ações.” Podemos afirmar que há um mundo de ações além das estruturas formais de pensamento onde a aprendizagem da língua tem um papel destacado. Ocorre, porém, que a linguagem não é apenas um conjunto de significantes, normas e formas de uso, isto é, não se trata apenas de uma sintaxe, é antes um conjunto de estruturas vivas em constante transformação que precede os indivíduos. Para a construção do robô humanizado, o grande obstáculo a superar é a necessidade de uma completa linguagem artificial que comportasse todas as infinitas possibilidades de significação, que abriga em cada situação o dito, o não-dito, a forma com que é dito incluindo o gestual que acompanha. Isto inclui o piscar com um olho só do detetive Spooner, na busca de articulação de uma cumplicidade com o robô Sony.

Outro filme instigante é “Blade Runner” de Ridley Scott, no qual a Los Angeles de 2019 é invadida por seis replicantes. Replicantes são uma fusão entre homem e máquina produzidos por intervenções de biotecnologia e eletrônica que só podem ser diferenciados dos humanos através de um teste científico-psicológico, sofisticado, aplicado por um especialista bem treinado. Os replicantes são programados para terem somente quatro anos de vida e são banidos da Terra para realizarem tarefas no espaço. Os seis replicantes rompem o banimento e por isso devem ser caçados e exterminados. Eles vêm à Terra em busca de suas origens e de mais vida. Ao final, o último replicante, Roy, em combate mortal com o seu caçador, Dick Deckark (Harisson Ford) começa a morrer e num gesto final, salva o seu caçador e diz que viu “coisas inimagináveis para além de Orion e que todos os momentos são como lágrimas na chuva. É hora de morrer”. Pouco antes ele havia pedido para Deckark : “ Mostre-me do que você é feito!” Em seguida, Deckark declara aos que vêm resgatá-lo: “Eu não sei por que ele salvou a minha vida, talvez porque naqueles últimos momentos ele tenha amado a vida mais do que nunca. Afinal, tudo o que ele queria era as mesmas respostas que o resto de nós: de onde eu vim? Para onde eu vou? Quanto tempo eu tenho? E tudo o que eu pude fazer era sentar-me lá e vê-lo morrer.”

Estas questões, embora fictícias, remetem para o fato de que todos somos blade runners, pois estamos correndo sobre a lâmina que separa homens e máquinas, cuja espessura diminui a cada dia.

Vem aí a V FACE e a I Mostra Artística, Científica e Cultural da SEED!



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 A 5ª edição da  Feira Anual do Conhecimento Escolar (FACE) e a I Mostra Artística, Científica e Cultural da Secretaria de Estado da Educação trarão ao Parque da Ciência as produções científicas e artísticas dos estudantes e professores, as quais serão apresentadas durante os dias 24 a 26 de outubro

A FACE consiste em uma oportunidade para estudantes e professores  apresentarem suas produções científicas, artísticas e culturais realizadas em suas instituições.

Nestaedição, a FACE  terá como público alvo os estudantes e educadores da educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental, visto que é um evento integrado à I Mostra  Artística, Científica e Cultural promovida pela SEED, que contará com a apresentação de trabalhos científicos e diversas apresentações culturais, de estudantes dos anos finais do ensino fundamental, médio e técnico dos 32 Núcleos Regionais de Educação do Paraná.

Abertas as inscrições para novos cursos do Atelie de Arte do Parque da Ciência!


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Estão abertas as inscrições para os cursos de Cestaria e Artesanato em bambu, ofertados pelo Atelie de Arte do Parque da Ciência em parceria com o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). Ambos os cursos são voltados aos educadores das disciplinas de Arte, Ciências e Biologia da rede estadual, atuantes nos Núcleos Regionais de Curitiba, Área Metropolitana Norte e Área Metropolitana Sul. Confira as datas:

  • Curso de Cestaria: 1ª Fase (56 horas): 12 e 13/11/2012; 2ª Fase: 26 a 30/11/2012;
  •  Artesanato em Bambu (16 horas): 03 e 04/12/2012.

Os interessados deverão inscrever-se de acordo com o procedimento padrão da SEED com os técnicos responsáveis de cada NRE.
 

Docentes Indígenas visitam o Parque da Ciência!


Os participantes do Curso de Formação Docente Indígena da SEED de 16 aldeias do Paraná visitaram o Parque da Ciência no dia 02/10/2012. Durante aproximadamente duas horas, eles conheceram os principais espaços do Parque, como a Sala 3D Milton Santos e o Planetário Indígena, que é um dos poucos no Brasil a apresentar um modo diferente de interpretar o céu e os fenômenos celestes, baseado na cosmogonia Kaingang e Guarani.

O Curso de Formação Docente Indígena é uma iniciativa da SEED e visa fortalecer a atuação do educador indígena em suas comunidades, através do respeito à diversidade e à cultura indígena.
 
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Centro Cívico, Bairro Novo e Cidade Industrial receberam o programa Paraná em Ação em Curitiba!


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Em setembro a capital paranaense recebeu três etapas do programa Paraná em Ação, executadas no Centro Cívico, no Bairro Novo e na Cidade Industrial. Nelas, a população teve acesso a serviços como confecção de diversos  documentos, orientações e abertura de processos jurídicos, diversos tipos de exames de saúde, além de conhecer programas e projetos de diversas instuições e participar de atividades educativas, lúdicas e recreativas. 

O Parque da Ciência marcou presença com experimentos interativos sobre Ciência e com a apresentação de sessões de Planetário, atendendo mais de 2.000 pessoas nas três etapas.

O programa Paraná em Ação é coordenado pela Secretaria Especial de Relações Com a Comunidade e visa ofertar serviços que promovam a cidadania e a  inclusão social.  Para saber mais, consulte o site www.serc.pr.gov.br.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Morre Eric Hobsbawm!

Por Pedro Monteiro Bittencourt

Faleceu nesta segunda-feira, dia 1º, devido a uma pneumonia, o historiador britânico Eric J. Hobsbawm. Nascido no Egito em 1917, é considerado um dos maiores historiadores do século XX e continuou produzindo até recentemente, escreveu inclusive um livro que ainda está em revisão, e deve ser lançado em 2013. Sua visão política marxista (sendo membro do partido desde os 14 anos de idade) influenciou bastante sua produção acadêmica e ele deu destaque à história social e cultural.

Dentre suas muitas obras, a que recebeu mais destaque foi “A Era dos Extremos”, que cobre o período da Primeira Guerra Mundial até a queda da URSS, chamado por ele de “o breve século XX”. As outras “Eras” de Hobsbawm cobrem o “longo” século XIX, em três volumes ele contextualiza o período entre a Revolução Francesa e o início da Primeira Guerra. Merece destaque também a “História Social do Jazz”, que trata de uma as outras paixões dele, a música.

As diversas manifestações após sua morte, em especial na Inglaterra, mostram como ele foi respeitado, mesmo por pessoas que discordam de sua visão marxista. Interessado também em política e na conjuntura atual, ele se mantinha constantemente atualizado, concedia entrevistas e participava de reuniões com diversas pessoas influentes e estadistas. Entre esses, vale ressaltar sua relação com Lula, Hobsbawm chegou a afirmar que ele “ajudou a mudar o equilíbrio do mundo ao trazer os países em desenvolvimento para o centro das coisas”.

Eric Hobsbawm pensou o século XX de maneira diferente, viveu esse século de maneira intensa, fala com propriedade sobre o século dos extremos, o “século mais extraordinário e terrível da história humana".

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

100 Anos de Contestado!

Por Jeffrey Cássio de Toledo e Vinícius Prado


Há cem anos atrás, a construção de uma estrada de ferro, que ligaria os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, seria responsável por um dos maiores conflitos armados no Brasil: a Guerra do  Contestado (1912-1916). A região, rica em erva-mate e madeira, era alvo de disputa entre os estados de Paraná e Santa Catarina. O Brasil encontrava-se neste momento em um período de consolidação da Republica, que fora proclamada a pouco mais de duas décadas, o presidente então era o Marechal Hermes da Fonseca, sobrinho do primeiro presidente da republica, Marechal Deodoro da Fonseca, e primeiro militar eleito. Neste período eclodiam em várias regiões do pais revoltas e movimentos que contestavam a instalação do regime republicano, e defendiam o retorno da monarquia, e é neste cenário que o movimento que ficou conhecido como Guerra do Contestado surge.
           
No contexto do conflito podemos, também, perceber a figura messiânica do monge José Maria, considerado por muitos como um homem santo. José Maria conseguiu reunir milhares seguidores, dentre a sua maioria, camponeses que, após ficarem desempregados com o fim da construção da estrada de ferro. O monge pregava idéias de mundo novo, regido pelas leis de Deus. “Para ele a República era a 'lei do diabo'. Por isso, nomeou como 'Imperador do Brasil' um fazendeiro que não sabia ler nem escrever, criou a comunidade de 'Quadro Santo' e montou uma guarda de honra de 24 cavaleiros que ele intitulou de 'Doze Pares de França', fazendo uma alusão à cavalaria de Carlos Magno na Idade Média.”¹

Além da questão religiosa, outro aspecto determinante para o início do conflito foi a instalação da empresa estadunidense que construiria a estrada de ferro na região. A Brasil Railway Company, comprou uma extensa área de terras entre os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul podendo, assim, aproveitar-se dos usos da terra na região. Foi concedida a empresa, uma faixa de terra de 15 quilômetros de cada lado da ferrovia para exploração de erva-mate e madeira. Assim, progressivamente, ao longo dos anos, os moradores acabaram sendo desalojados, dando inicio a uma série de conflitos entre a população e o governo federal.

Hoje, uma série de reportagens e encontros debatendo o assunto podem ser vistos pelo país inteiro. Podemos perceber que a importância deste acontecimento não está restrita ao sul do país. Um exemplo disso é a série publicada pelo portal Estadão.com.br. Na série de reportagens podemos acompanhar a trajetória de vida de três “crianças” que sobreviveram a rebelião. Para conhecer um pouco mais sobre o conflito e sobre a história do Brasil durante a Republica Velha confira a reportagem no site http://topicos.estadao.com.br/contestado.

A Arte de Aprender Brincando.

Por Elaine Barbosa

Nós seres humanos desde os primeiros meses de vida, tentamos nos comunicar com os seres que estão mais próximos de nós, este modo de comunicação inicial é através de gestos, sorrisos, gracejos e brincadeiras. A criança tenta aprender o novo mundo, familiarizar-se com ele, fazer parte deste contexto. Brincar torna-se o meio mais prático para adquirir e compreender esta fase de sua existência. Os pais por consequência iniciam a preparação do novo integrante da família antes mesmo dele nascer. Preparamos o quarto do bebê, com muito conforto, alegria e diversão. Bonecos, carrinhos, móbiles, enfeites, tudo remonta a brincadeira, os pais desejam que seu filho seja feliz, completo, sinta-se acolhido, bem recebido e demonstrar que se importam e desejam muito a sua chegada. A criança percebe todo este preparo e devolve este afeto através de uma forma única de expressar seus sentimentos, a brincadeira. Existem diferentes meios de comunicação, podendo ser gestual/corporal (olhares, movimentos de mãos, representações com o corpo); visual (cores, aparência); gráfica (escrita e desenhos) ou verbal, a criança reconhece todas essas modalidades, mas a expressão através da brincadeira é para ela uma necessidade.

Com o passar do tempo desenvolve e adquire uma autonomia na arte de brincar, surge o momento em que ela inicia o processo de transferência daquilo que vive e observa para as brincadeiras, elas não são somente um passatempo, mas a expressão dos seus sentimentos diante das situações que vive. Se elas forem situações tranquilas, equilibradas, pacíficas suas brincadeiras irão refletir essa realidade, mas também a visão oposta será igualmente transferida para as brincadeiras.

Já em idade escolar, as crianças deveriam ser estimuladas a brincar para que ocorra uma melhor aprendizagem, as escolas esquecem por vezes a importância desse ato para a socialização e firmeza de seu desenvolvimento intelectual. “Quando a criança constrói seu conhecimento a partir de suas brincadeiras e leva a realidade para o seu mundo da fantasia, ela transforma suas incertezas em algo que proporciona segurança e prazer, pois vai construindo seu conhecimento sem limitações.” (Sanny S. da Rosa). Dar sentido a brincadeira, um novo conceito, aprender através de jogos, músicas, atividades em grupo que possam colocar a criança frente a frente com o conhecimento de um modo mais lúdico, auxilia muito a compreensão de mundo do novo ser.

Nas brincadeiras, as crianças desenvolvem capacidades importantes, tais como, atenção, imitação, memória, imaginação. Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação e da utilização e experimentação de regras.

A brincadeira bem conduzida estimula a memória, exalta sensações emocionais, desenvolve a linguagem interior e exterior, exercitando a atenção e explorando diferentes estados de motivação.

Brincar favorece a interação com os colegas, propiciando situações de aprendizagens em grupo, valorizando a comunicação, o companheirismo, a vida em sociedade, evitando o egoísmo e o isolamento.

Como diria BROUGERE, apud WAJSKOP, 1995, p. 31. “A brincadeira é o lugar da socialização, da administração da relação com o outro, da apropriação da cultura, do exercício da decisão e da invenção.”

Os jogos desenvolvem na criança determinadas potencialidades como: a cabra-cega (lateralidade – noções de direção); tangran (imaginação, conhecimento de formas geométricas); pintura (noções de espaço, cores primárias e secundárias); dança em frente a espelhos (trabalha a percepção, corpo humano); xadrez (regras, lógica, concentração); construção de cidades com blocos (socialização, imaginação, colaboração) estes são apenas alguns exemplos de tantos outros jogos que podem ser utilizados para o desenvolvimento psicomotor da criança como também para uma melhor integração à sociedade.
Os jogos divertidos agilizam o raciocínio verbal, numérico, visual e abstrato, incentivam o respeito às demais pessoas e culturas, estimulam a melhor aceitação as regras e resolução de problemas ou dificuldades procurando alternativas. É pela brincadeira que a criança expressa o que teria dificuldades de colocar em palavras.

Essas brincadeiras estimulam a: imaginação, a socialização, a tolerância, a amizade e a alegria e estão sendo substituídos por jogos eletrônicos. Hoje vivemos em uma época em que as tecnologias tomaram conta das crianças, os computadores, os videogames, a internet, os brinquedos eletrônicos, tomaram o lugar de brincadeiras como o pular corda, o jogo de amarelinha, o cabo de guerra, a batalha naval, soltar pipa, brincar de casinha, com os carrinhos, etc.

A criança do presente não pede mais uma boneca ou um carrinho, mas sim um celular de última geração. A falha não está nas crianças, mas sim dos adultos que motivam, incentivam esta situação, iniciando-se em casa, continuando na escola e retornando para a casa. Devemos alterar a nossa postura e perceber que nossos filhos, alunos e crianças em geral necessitam de estimulo, vivência, carinho, aceitação, inclusão na vida dos adultos e isso tem inicio nas brincadeiras. Portanto convido vocês pais e professores: VAMOS BRINCAR?

Coleta Seletiva!

Por Anelissa Carinne dos Santos

O ser humano produz uma imensa quantidade de lixo todos os dias. Infelizmente boa parte dessa quantia recebe destinação inadequada. Para diminuir a quantidade de lixo que produzimos, devemos seguir 3 dicas básicas: reduzir o desperdício, reutilizar os materiais (exceto tóxicos, de limpeza, etc.) e separar os materiais recicláveis para a coleta seletiva. Estimativas apontam que cerca de 50% do material que descartamos pode ser recuperado como matéria-prima, para a fabricação de um novo produto.

A RESOLUÇÃO No 275 DE 25 DE ABRIL 2001, do CONAMA, estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva:

AZUL: papel/papelão;
VERMELHO: plástico;
VERDE: vidro;
AMARELO: metal;
PRETO: madeira;
LARANJA: resíduos perigosos;
BRANCO: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde;
ROXO: resíduos radioativos;
MARROM: resíduos orgânicos;
CINZA: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.

O que deve ir para a coleta seletiva:

Papel: Caixa de Papelão,Jornal, Revista, Impressos em geral, Fotocópias, Rascunhos, Envelopes, Papel timbrado, Embalagens longa-vida, Cartões, Papel de fax, Folhas de caderno, Formulários de computador, Aparas de papel, Copos descartáveis, Papel vegetal, Papel toalha e guardanapo.
Plástico: Copos plásticos, vasilhas, embalagens de refrigerante, sacos de leite, frascos de shampoo e de detergentes, embalagens de margarina, tubos de canos de PVC, Embalagens Tetrapak (misturas de papel, plástico e metal).
Vidro: Copos, garrafas, potes, frascos e cacos.
Metal: Latas de alumínio (cerveja e refrigerante), sucatas de reformas, lata de folha de flandres (lata de óleo, salsicha e outros enlatados), tampinhas, arames, pregos e parafusos.  Objetos de cobre, alumínio, bronze, ferro, chumbo ou zinco, canos e tubos

O que não deve ir para a coleta seletiva:

Papel: Etiquetas adesivas, papel carbono e de estêncil, papel sanitário, papel plastificado, fita crepe, papel de fax, papel metalizado, fotografias, papéis sujos de alimentos e guardanapos, tocos de cigarro.
Plástico: Tomadas, cabos de panela, nylon e poliéster.
Vidro: Espelho, lâmina, pirex, lâmpadas, vidros de janelas, box de banheiro, porcelana, cristais, vidros de automóveis, cerâmica e tubos de TV.
Metal: Clips, esponjas de aço e grampos.

A célula e a organização celular.

Por Anelissa Carinne dos Santos
 
As células são os elementos com os quais se constroem toda a imensa variedade de seres vivos – com exceção dos vírus. A maioria das estruturas celulares exige um microscópio eletrônico para que possam ser estudadas.
 
O termo célula foi utilizado pela primeira vez por Robert Hooke, em 1655. O pesquisador, usando um microscópio bastante rudimentar, observou numerosos compartimentos vazios na cortiça e os denominou células (diminutivo do termo latim cella – pequeno cômodo). Mas o que ele realmente observou foi células vazias, destituídas de matéria viva.
 
A organização celular varia conforme o ser vivo. Os procariotos não possuem núcleo celular organizado, ao contrário dos eucariotos. Num organismo pluricelular, complexo e bastante organizado, as células podem se associar de maneira a desempenhar determinada função e constituir um tecido. Vários tecidos, por sua vez, podem se agrupar, formando um órgão. Vários órgãos podem interagir, desempenhando uma determinada função no organismo, e formar um sistema. O conjunto de todos os sistemas constitui um organismo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A Terra vista do céu: novas tecnologias no ensino das Ciências da Terra

Por Rafael da Silva Tangerina - Geografia Parque da Ciência

Com a evolução dos aparatos tecnológicos a partir dos lançamentos dos primeiros satélites artificiais, o (re) conhecimento do espaço terrestre vem merecendo novas abordagens. As imagens de satélite, um dos principais produtos do sensoriamento remoto, estão cada vez mais presentes em diferentes áreas, especialmente como ferramenta para o planejamento ambiental, ações que envolvem implicações socioeconômicas e atividades ligadas à geografia como um todo. São demandados profissionais com aptidão para utilizar as imagens de satélite através de qualificada interpretação das mesmas.

No que tange ao aspecto educacional, destaca-se que o software Google Earth continua a atrair a atenção dos jovens, graças à sua capacidade de disponibilizar as informações geográficas do mundo em apenas alguns cliques. Por todo o mundo, educadores criaram atividades pedagógicas estimulantes que, para além do ensino da geografia, permitem ensinar literatura, história, matemática, ciências da natureza e muito mais. O Google Earth para a Comunidade de Educadores disponibiliza sugestões e truques para utilizar o software como uma ferramenta pedagógica.

Centro de Curitiba - PR.
Pirâmides Egípcias - Cairo /Egito
Gran Canyon - Estado do Arizona/EUA
O Google Earth foi lançado em junho de 2005, após a compra no ano anterior da empresa Keyhole, especializada em cartografia digital e fundada por McClendon. O software permite visualizar o planeta Terra, passear por ele, e teve o acréscimo de várias funcionalidades durante os anos, como cidades inteiras em 3D. Em um de seus recursos, pode-se comparar uma imagem de hoje com a de anos anteriores e poder assim, analisar as transformações do espaço geográfico.

Acredita-se que o processo de melhoria da qualidade do ensino passa, além de outros fatores, pela utilização das tecnologias na educação, adotando novas metodologias de ensino e aprendizagem.

Saiba mais